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Mensagens e Textos Reflexivos

As metáforas e textos reflexivos são frequentemente utilizados no processo psicoterapêutico e possibilitam que o paciente e o leitor aqui presente possam se identificar com situações, conflitos e soluções para suas demandas e assim o material aqui disponibilizado se configura como uma excelente ferramenta que impulsiona a mudança, a transformação interior e o desenvolvimento pessoal.
As metáforas e os textos reflexivos aqui apresentados são classificados por temas e eixos específicos para facilitar a busca do leitor, no entanto, é valido destacar que as metáforas possuem reflexões complexas e muito ricas que podem os levar a inúmeras indagações que irão além da classificação aqui proposta.


Mensagem em Destaque

Definitivo

Carlos Drummond de Andrade

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...


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Aceitação de Mudanças

O Pote Rachado

Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe.
O pote rachado chegava apenas pela metade. Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações.
Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que havia sido designado a fazer. Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia, à beira do poço:
- Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas.
- Por quê?, perguntou o homem. - De que você está envergonhado?
- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.
O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
- Quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.
De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu ânimo.
Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.
Disse o homem ao pote:
- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado do caminho??? Notou ainda que a cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava??? Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.
Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos.
Todos nós somos potes rachados.
Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos.
Basta reconhecermos nossos defeitos e eles com certeza embelezarão a mesa de alguém...
Das nossas fraquezas, devemos tirar nossa maior força...

[autor desconhecido]

Ansiedade

Do que pensa ao que observa (Como desenvolver o que observa)

Do "Eu que pensa" ao "Eu que observa"

A ansiedade é uma emoção voltada para o futuro. O corpo da pessoa está presente, mas sua mente está voltada para o futuro, esperando que algo de ruim aconteça.
A pessoa fica dividida: parte dela está presente e parte dela está se projetando para frente, num cenário construído mentalmente cheio de incertezas, perigos, etc.
Toda pessoa que apresenta algum transtorno ansioso (Transtorno do Pânico, Fobias, Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno Obsessivo Compulsivo, etc) vive esta divisão interna, com forte projeção mental no futuro, mesmo que num futuro próximo, criando na mente cenários que fazem a pessoa sofrer intensa e constantemente por antecipação: “vou passar mal”, “vou ter aquilo de novo”, “vou morrer”, “vai dar errado”, etc.
Caso a pessoa conseguisse mergulhar em seu momento presente, a ansiedade tenderia a diminuir dramaticamente, ou mesmo se dissolver. Quando a mente retorna para as pré-ocupações com o futuro, a ansiedade reaparece.
Um primeiro modo de se fazer presente é se observar, se perceber, mesmo estando mentalmente preocupado com o futuro.
Então, feche os olhos e observe seus pensamentos. Dedique alguns minutos a isto.
Os pensamentos no estado ansioso geralmente seguem padrões repetitivos, manifestando preocupações – “estou passando mal”, “devo ter uma doença séria”, “aquilo vai acontecer de novo”, “e se der errado” etc – criando cenários catastróficos, levando você a se sentir cada vez mais ansioso. Estes pensamentos automáticos negativos mantém a ansiedade ali, te consumindo.

Desenvolver o “eu que observa”
Apenas observe e comece a aprender sobre você e seu funcionamento mental. Comece a perceber como há automatismos de pensamento que dominam sua mente e levam você a se sentir cada mais ansioso.
Durante o exercício não tenha pressa e não espere nenhum resultado imediato. A pressa é um sinal de quem está voltado mentalmente para o futuro e seu objetivo agora é enraizar sua presença no agora, numa atitude de espectador e de não identificação com os pensamentos. Não se preocupe de tentar parar ou mudar os pensamentos, mas reconhecer estes automatismos que eternizam sua ansiedade. A meta agora é de reconhecimento/aceitação e não de controle.
Você vai começar a perceber que o perigo não está no aqui e agora, mas é cultivado através destes pensamentos negativos e catastróficos. Você pode perceber que surgem em sua mente pensamentos de julgamento e controle: “eu não deveria estar sentindo isto”, “meu coração não está normal”, “isto não deveria estar acontecendo”, etc
Quando você sai da identificação com o “eu que pensa” e passa a centrar sua consciência no “eu que observa””, você começa a enfraquecer estes padrões automáticos de pensamento, retira parte de sua energia e começa a criar uma nova experiência interna. Este é um primeiro passo.

Publicado em 1 de maio de 2011
por Artur Scarpato

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Compreendendo a Ansiedade (O que você sabe sobre a ansiedade?)

A ansiedade é uma das emoções mais perturbadoras que as pessoas podem sentir. É, algumas vezes, chamada de medo ou nervosismo. A palavra “ansiedade” descreve inúmeros problemas incluindo as fobias (medo de coisas ou situações específicas, tais como alturas, elevadores, insetos, voar de avião), ataques de pânico (sentimento intenso de ansiedade, nas quais as pessoas muito freqüentemente sentem estar prestes a morrer ou a enlouquecer), transtorno de estresse pós-traumático (lembranças repetitivas de traumas terríveis com altos níveis de sofrimento), transtorno de ansiedade generalizada (uma mistura de preocupação e sintomas de ansiedade experimentados a maior parte do tempo). Também utilizamos a palavra “ansiedade” para descrever curtos períodos de nervosismo ou medo que experimentamos quando enfrentamos experiências difíceis em nossas vidas.
A maioria das pessoas ansiosas tem bastante noção de seus problemas físicos, os quais podem incluir agitação, tensão, palma das mãos suadas, tonteira, dificuldades respiratórias, batimentos cardíacos acelerados e rubor facial.
Acontecimentos importantes de nossas vidas (ambiente) podem contribuir para a ansiedade. Exemplo de acontecimentos importantes são traumas (por exemplo, sofrer abusos físicos ou sexuais; passar por acidente; presenciar uma guerra; doenças ou morte), coisas que nos foram ensinadas (“As cobras picam”, “Se você não se lavar você ficará doente), as coisas que observamos (um artigo no jornal sobre uma catástrofe, “Meu coração está batendo descompassado” ) e experiências que parecem impossíveis de serem manejadas (falar em público, promoção, perda do emprego, ter um filho).
Todas as alterações físicas, comportamentais e do pensamento que experimentamos quando estamos ansiosos são parte das respostas de ansiedade chamadas de “Lutar, Fugir ou Congelar”.
Estas três respostas podem ser adaptativas quando encaramos o perigo. Para ver como isso acontece, imagine que você está em outra cidade. Você decide sais para caminhar à noite e descobre que está perdido em uma rua escura. Você nota um homem grande a aproximadamente 20 metros de distância vindo em sua direção. Você acha que ele viu você e que ele vai atacá-lo e rouba-lo. O que você vai fazer? Uma opção seria lutar. Para fazer isto seu coração bateria mais forte, sua respiração seria mais rápida e seus músculos se contrairiam. O suor ajudaria a resfriar seu corpo. Como você pode notar, todas estas mudanças corporais seriam úteis nesta situação (mas não tão úteis quando você encara seu chefe - um perigo social). Estas mudanças compõem a resposta de “luta”. Talvez, você ache que lutar contra o homem não seja uma boa idéia. Talvez você ache melhor correr. Para correr rápido, você também precisa de um batimento cardíaco acelerado, bastante oxigênio, tensão muscular e transpiração. Portanto, mesmas mudanças físicas que compõem a resposta de “luta” compõem a resposta de “fuga”. Você simplesmente usa a energia extra para correr, ao invés de ficar e combater. Com um pouco de sorte correr pode salva-lo de ser atacado. Uma terceira resposta que pode funcionar bem seria “paralisar”. Talvez o homem não tenha visto você, e talvez se você ficar bem parado ele não irá nota-lo. Neste caso, uma paralisação total exigiria que você tivesse os músculos muito tensos, rígidos. Com o tórax apertado você nem respira de forma muito visível. Esses tipos de mudanças físicas que fazem com que você fique bem parado fazem parte da resposta de “congelamento”.
Essas três respostas da ansiedade - “luta”, “fuga” e “congelamento” - são boas reações ao perigo. Infelizmente nós também experimentamos estas mesmas reações quando assistimos a um filme sobre um assalto ou quando estamos diante de um grupo de pessoas para fazer um discurso; ou seja quando não há presença de perigo ou quando o perigo não é tão sério quanto se possa crer.
Os transtornos de ansiedade incluem as fobias, os ataques de pânico, o transtorno do estresse pós-traumático, as obsessões, as compulsões e a ansiedade generalizada. Os sintomas de ansiedade incluem tensão muscular, batimento cardíaco acelerado, tontura, evitação e nervosismo. Os componentes cognitivos da ansiedade incluem a percepção de perigo, vulnerabilidade ou ameaça.Os pensamentos que acompanham a ansiedade freqüentemente começam por “E se...” e contêm o tema de que “algo terrível vai acontecer”.
O pânico é a ansiedade extrema, acompanhada de interpretações errôneas catastróficas, de sensações corporais ou metais, tais como “Estou tendo um ataque cardíaco!”, “Estou morrendo !” ou “Estou ficando louco!”
A ansiedade tanto pode ser reduzida ou eliminada através da diminuição da percepção do perigo quanto através do aumento da confiança na capacidade de lidar com ameaços.
A ansiedade pode diminuir se você examinar as evidências e descobre que o perigo com o qual você se depara não é tão terrível quanto você imagina.

Quando ameaças ou perigos encontram-se presentes, é útil descobrir quais estratégias melhor ajudarão você a lidar com eles:
1. Inicialmente, você pode não acreditar totalmente em seus pensamentos alternativos ou compensatórios;
2.Utilize experimentos para testar seus pensamentos alternativos ou compensatórios. Experiências podem aumentar a crença em seus novos pensamentos;
3. Com o aumento na crença de seus pensamentos alternativos ou compensatórios, seu humor melhorando se estabilizará;
4. Se os experimentos não sustentarem as suas novas crenças, você pode usar estas informações para criar crenças diferentes que reflitam as suas experiências;
5. Divida os experimentos em pequenos passos, eles são mais fáceis de serem dados, e o que aprende em cada pequeno passo pode ajuda-lo a dar passos ,maiores no futuro;
6. Você geralmente terá de fazer diversos experimentos antes de mudar velhas crenças. Por esta razão, é importante manter um registro por escrito das experiências para acompanhar resultados que se somam com o tempo.
7. Planos de Ação podem ajudar você a resolver problemas que identificou.
8. Planos de Ação devem ser específicos, devendo incluir planos de cobertura de possíveis problemas, determinar uma data de início e registrar o progresso.

A ansiedade pode ser diminuída ou eliminada pela prática de relaxamento ou pelo domínio da evitação.

Autor Desconhecido.

Ansiedade (Causas, Sintomas, Dicas)

A principal característica da Ansiedade Excessiva é a preocupação excessiva. Todos nos preocupamos de alguma forma em algum ponto sobre algo das nossas vidas. No entanto, a preocupação sentida pelas pessoas que sofrem de ansiedade em excesso, está claramente fora de proporção em relação à probabilidade real ou impacto do evento temido. Os assuntos sobre os quais a preocupação da pessoa se foca podem incluir a sua saúde, responsabilidades do trabalho/escola, segurança dos familiares ou até mesmo estar atrasado para os compromissos.
A preocupação é difícil de controlar e interfere nas atividades cotidianas. Independentemente do foco da preocupação, esse sentimento temeroso é sempre acompanhado por sintomas físicos, como dor devido à tensão muscular, dores de cabeça, micção frequente, dificuldade em engolir, “nó na garganta” ou resposta de sobressalto exagerada. Quando a pessoa sofre de ansiedade em excesso, pode preocupar-se com as mesmas coisas que os outros, mas eleva essas preocupações para um nível estratosférico.
A Ansiedade Excessiva é mental e fisicamente desgastante. Drena a energia mental do indivíduo, eventualmente impede-o de dormir e relaxar, colocando o seu corpo em estado de alerta. É possível libertar-se da preocupação crônica e aprender a acalmar a mente ansiosa, assim como implementar um conjunto de estratégias que permitam clarificar o pensamento e fazer avaliações mais assertivas relativamente às situações que requerem a atenção.
É importante ressaltar que o indivíduo que apresenta esses sintomas não consegue controlá-los, ou seja, por mais que se esforce, os pensamentos relacionados à ansiedade, preocupação e previsão negativa de futuro aparecem involuntariamente.
Sendo assim, o acompanhamento psicoterapêutico tem muito a contribuir nesses casos, em especial a Abordagem Cognitivo-comportamental, que trata das distorções cognitivas e comportamentos disfuncionais relacionados a esses casos.
De acordo com essa abordagem, ao longo de nossa vida, a forma como somos educados e experiências passadas influenciam no desenvolvimento de nossa forma de interpretar a realidade. Por exemplo, se ao longo da minha vida, é passada para mim a imagem de que eu não consigo fazer coisas sozinho, ou que o mundo é perigoso e eu preciso antecipar o futuro para conseguir sobreviver, acabo por desenvolver uma forma de ver o mundo com base nesse aprendizado e assim, reajo a ele da mesma forma, podendo desenvolver uma ansiedade excessiva em relação ao futuro.
Cada pessoa tem sua forma de perceber a realidade e lidar com ela. O objetivo da Abordagem Cognitivo-comportamental é ajudar cada um a encontrar uma forma mais adaptada e que cause menos sofrimento de interpretar o mundo a seu redor. O mais importante é poder contar com apoio das pessoas que o cercam, de modo a respeitarem seu ritmo e as suas necessidades.

Algumas estratégias utilizadas pela Abordagem Cognitivo-comportamental:

• Identificação dos pensamentos que geram ansiedade
• Questionamento da forma de interpretar a realidade
• Técnicas de relaxamento
• Aprender a acalmar-se rapidamente
• Conectar-se com os outros
• Hábitos alimentares saudáveis (sono, alimentação, atividades que produzem tranquilidade, etc.)
• Aprender a tornar-se seu próprio terapeuta

Sintomas da Ansiedade Excessiva

Sintomas emocionais:

• Preocupações constantes correndo na sua cabeça
• Sente-se como se a sua ansiedade fosse incontrolável, não há nada que você possa fazer para parar de preocupar-se
• Pensamentos intrusivos sobre coisas que fazem você sentir-se ansioso; tenta evitar pensar sobre eles, mas não consegue deixar de pensar
• Uma incapacidade de tolerar a incerteza; você tem uma necessidade enorme de saber o que vai acontecer no futuro
• Um sentimento generalizado de apreensão ou temor

Sintomas comportamentais:

• Incapacidade de relaxar, desfrutar de momentos de quietude, ou ser você mesmo
• Dificuldade de concentração ou com foco nas coisas
• Dificuldade em expressar-se, porque sente-se oprimido
• Evita situações que fazem sentir-se ansioso

Sintomas físicos:

• Sensações de tensão, rigidez muscular ou dores no corpo
• Tem problemas para adormecer ou manter o sono porque a sua mente fica muito ativa
• Sentimento de inquietação
• Problemas de estômago, náuseas, diarreia,

DICAS PARA SUPERAÇÃO DO TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA:

- DICA 1: MUDE A INTERPRETAÇÃO DAS SUAS PREOCUPAÇÕES
- DICA 2: PRATICAR TÉCNICAS DE RELAXAMENTO
- DICA 3: APRENDER A ACALMAR-SE RAPIDAMENTE
- DICA 4: CONECTE-SE COM OS OUTROS
- ADOTE HÁBITOS ALIMENTARES SAUDÁVEIS (SONO, ALIMENTAÇÃO, ATIVIDADES QUE PRODUZEM TRANQUILIDADE, ETC.)

Autor Desconhecido.

Assertividade

Você se Considera Assertivo?

Assertividade
Como psicóloga sou uma observadora assídua do comportamento humano, onde eu estiver observo como e porque as pessoas têm certas atitudes. Uma das coisas que mais me fascina é observar as pessoas que estão sempre de bem com a vida, que resolvem seus problemas com tranquilidade com aquele “jogo de cintura” maravilhoso. E percebi que se tem uma coisa que, com certeza, faz muita diferença é a assertividade , pois é uma das principais competências emocionais.

O que não é assertividade
Vamos começar entendo o que são comportamentos não assertivos.
O chefe que vai engolindo tudo o que não gosta até que consegue abrir a boca e acaba gritando com seus funcionários. O assistente que não consegue dizer a palavra mágica "não", e faz até o serviço que não é dele. A pessoa que sente o estômago embrulhar quando precisa pedir algum favor a alguém.
E você, consegue ser assertivo? Você é daqueles que até tenta reagir, mas aquela resposta legal só vem à cabeça depois, quando não precisa mais – sofre da síndrome do “ahhh éeee é!!!” Então está faltando um pequeno ajuste no seu comportamento. Falta assertividade!
Você já viu uma pessoa que entra numa situação difícil mas não conseguiu tomar uma posição clara e, depois, se sentiu decepcionado consigo mesmo? Ok, ele não foi assertivo.
Eis outro exemplo do que não é assertividade. Imagine a seguinte cena: você chegou cansado em casa, toca o telefone. É um amigo te convidando para ir num bar. Sua vontade é dizer não, você está morto, trabalhou o dia todo mas não quer magoar o amigo, então concorda, e sai sem vontade. Você acaba de dizer “sim” ao amigo mas disse “não” para você mesmo. Acabou de perder a chance de ser assertivo. Assertividade é afirmar o seu eu, é afirmar sua auto-estima.
Já ouvi muita gente se auto declarando assertiva, mas na realidade era mesmo muito agressiva. Os que confundem assertividade com agressividade são aquelas pessoas que dizem assim: “Eu sou muito franco, sou sincero, digo mesmo tudo o que penso na cara!!!”. Essas pessoas nem estão percebendo o quanto são agressivas, pensam que estão corretas.
Outras pessoas nem assumem suas posições, não são autênticas, acham que estão mantendo um bom clima, mas na realidade estão sendo engolidas pelos outros, por puro medo de se afirmar. De tanto medo de serem agressivas, acabam virando paçoca na mão do outro. Ou seja, são passivas e não assertivas.
O que é assertividade
Nossa conversa deve começar pelo entendimento da palavra assertividade. Segundo o dicionário, assertivo é “aquele que declara algo, positivo ou negativo, afirmação que é feita com muita segurança, em cujo teor acredita profundamente”. Assertividade vem de "asserto" que significa afirmação categórica.
Mas, veja bem, afirmar não é acertar! A pessoa assertiva não é aquela que acerta o tempo todo, é aquela que sabe se firmar.
É saber dizer “sim” quando quer dizer “sim” e, principalmente dizer “não”, quando quer dizer “não”.
Já percebeu quanto a assertividade está fazendo falta hoje?
Na verdade existem 4 tipos de comportamentos: o passivo, o agressivo, o passivo/agressivo e o assertivo.
Passivo
Passivo é aquele que engole desaforo. Ele não quer desagradar o outro então foge de conflitos. Se alguém entrar à frente dele na fila, fica torcendo para que a pessoa saia por si só, sem precisar pedir. Deixa que se aproveitem dele. Tem um colega no trabalho que tem o mesmo nível hierárquico, mas o tal colega teima em dar ordens e o cara que é passivo obedece. Ele costuma usar as frases: “Não quero incomodar. Não vou tomar seu tempo“. Tem a postura encolhida. Culpa a si próprio por tudo, precisa de aprovação, cede facilmente. Até é simpático mas, cá pra nós, é uma simpatia que causa muita angustia interna.

Agressivo
O segundo tipo de comportamento é o agressivo. Esse todo mundo conhece. Ele não pensa duas vezes pra levantar o dedo na cara do outro, pois tem necessidade de dominar. Ele menospreza e deprecia o outro. Furou a fila na frente dele, ele dá um grito que parece que mataram alguém. Se o colega pede pra ele fazer alguma coisa, ele já manda o colega para aquele lugar. É autoritário, intolerante, dono da verdade.


Passivo / Agressivo
Agora, o tipo mais curioso. Esse é aquele que consegue ser agressivo na “maciota”. Ele usa a ironia. Ele te agride contado uma piadinha. Ele te irrita, mas diz “só estou brincando”. Esse é aquele que vira para você e fala assim: “Nossa, tô vendo que suas férias foram mesmo muito boas, só que a geladeira não tirou férias”. Esse é o jeitinho “simpático” e passivo/agressivo de te chamar de gordo na sua cara. É o tipo de pessoa que não olha muito pra você, vira os olhos, é lacônico, dá indiretas, é sarcástico. E nem percebe que é manipulador. Faz chantagem emocional, distorce as palavras do outro.

Assertivo
Por fim, o comportamento mais adequado é o assertivo. Esse é aquele que quando lhe furam a fila consegue se posicionar e falar com a pessoa com toda tranqüilidade e elegância. É aquele que sabe negociar. É transparente pra falar e sabe ouvir. Sabe ouvir criticas sem partir para o ataque pessoal. Tem a postura segura e comedida. Trata as pessoas com respeito. Aceita acordos. Vai direto ao ponto sem ser áspero.
Não digo que as pessoas tenham só um tipo de comportamento. Muitas vezes você foi agressivo com o colega de trabalho, mas acabou sendo passivo em casa. Mas essa flexibilidade só indica que é possível mudar um comportamento que não está valendo a pena. Ou seja, podemos desenvolver assertividade.
Não desenvolver assertividade acaba provocando o pior: você não consegue se sair bem em situações importantes, isso joga sua auto-estima lá para baixo. A baixa auto-estima gera outro comportamento inadequado, que gera reação negativa nas outras pessoas, que gera uma auto depreciação e novamente o comportamento inadequado. Ou seja, não acaba nunca! O comportamento não assertivo é uma bola de neve que se retroalimenta.

Porque é desejável ser assertivo?
Quanto mais assertivo você for, melhor vai lidar com os confrontos, terá menos estresse, mais confiança em você mesmo, saberá agir com mais tato, melhorará sua credibilidade, saberá lidar com as tentativas de manipulação, chantagem emocional, bajulação etc. Enfim, vai se sentir melhor e contribuir para que os outros também se sintam melhor.

Como aprender assertividade?
Uma dica importante é mudar o DIÁLOGO INTERIOR, de negativo para positivo. Aprender a monitorar sua conversa interna.
A outra dica é desenvolver a AUTOESTIMA. Descobrir que você merece respeito, descobrir seu valor como ser humano.
Estas novas atitudes podem ser desenvolvidas por meio de técnicas que vêm sendo elaboradas por psicólogos pesquisadores e a gente aplica em consultório, na terapia.
Na clínica, o psicólogo trabalho muito com isso. Recebemos muitas queixas de pessoas que vem para a terapia porque estão se sentindo pra baixo, não conseguem se colocar para o marido, ele sai com os amigos toda santa semana e ela lá em casa se sentindo uma boba.
Um tipo de caso que recebo muito é a pessoa que ficou responsável em cuidar dos pais idosos, mesmo tendo vários outros irmãos toda família achou muito confortável jogar tudo nas costas de um coitado só. Permitir que isso aconteça é falta de assertividade.
Você percebe a falta de assertividade em frases como “Não posso reagir mal quando alguém faz uma brincadeira comigo, porque vou perder o amigo”.
Outros consideram que não tem o direito de tomar o tempo valioso do outro. O tempo do outro sempre mais valioso que o seu, então fala até mais rápido para que o outro não perca tempo. Cede sua vez, mesmo quando tem direito. Tudo isso é falta de assertividade.
Como também a pessoa que acha que não deve incomodar os outros pedindo alguma coisa. A pessoa que acha que não se deve nunca entrar em conflito com os outros, mesmo quando têm razão. Tudo isso é falta de assertividade, porque muitas vezes, se você não se coloca, o outro ocupa um espaço maior do que lhe é devido, ou seja, as pessoas montam mesmo.


Você é assertivo?
Pense em você, em quantas vezes não engoliu sapos porque não disse o que deveria ter dito. Quantas vezes você fez coisas que te prejudicaram porque não conseguiu dizer “não”.
O mais importante é pensar agora sobre esse assunto e finalmente aprender a ser assertivo para ter mais da famosa inteligência emocional, mas principalmente para conseguir ter relacionamentos mais autênticos, tanto na vida pessoal como na profissional. E a única forma de ser feliz é você conseguindo ser você mesmo.
Um ponto extremamente importante,dentro do processo de aprender a ser mais assertivo é a empatia, ou seja, aceitar o outro. Você só vai conseguir ser assertivo se aceitar a assertividade do outro. Se você ficar melindrado e achar que o outro é grosso toda vez que ele for assertivo você vai limitar seu crescimento. Você só vai expressar a sua própria incompetência. Pense bem nisso!
Comunicação assertiva
A comunicação assertiva é transparente, honesta, objetiva e de mão dupla. Ou seja, o assertivo também aceita quando o outro é assertivo com ele, quando dizem as coisas de forma clara e objetiva.
Não gostaram do seu trabalho, não se sinta melindrado se falam sobre isso contigo, aceite. Mesmo porque não é saudável ter a pretensão de ser perfeito, você sabe que a vida é um eterno aprendizado, então agradeça a critica e corra para não errar mais. Ou, se a critica não proceder, saiba como não ouvir. Isso mesmo! Porque a gente precisa ouvir todo mundo? Os outros também erram.
Um exemplo do que é ser assertivo: Você chega ao seu prédio e encontra um carro estacionado na frente de sua vaga. O que você faz? Fica lá esperando até alguém aparecer? Se fizer isso você foi passivo. Ou você tira o zelador da cama e arma o maior barraco? Se fizer isso você foi agressivo. Então como é ser assertivo? E chamar o proprietário do carro e dizer: “Imagino que você deva ter alguma razão para colocar seu carro justamente na frente do meu. Mas não considero justo você impedir minha saída. Por gentileza, gostaria que você manobrasse seu carro para que eu possa sair”.

Assertividade é um direito
É claro que assertividade é um direito, não uma obrigação. É um direito que te dá uma série de vantagens. Mas você tem também o direito de não ser assertivo. Vamos dizer que você sabe que o vizinho deixou o carro dele na frente do seu porque ele foi demitido e chegou em casa arrasado e nem sabia mais o que estava fazendo. Por mais que ele esteja errado, talvez seja mais interessante você não criar mais problemas na vida dessa pessoa e aí você pode decidir, conscientemente, deixar essa pra lá. Assim, tudo bem, porque foi uma opção sua. Você pensou e decidiu não entrar na briga, fez com consciência. Está ótimo. Prejudicial é quando você não é assertivo por medo. Assertividade está diretamente relacionada ao medo. Medo de não ser aceito, medo do outro. Medo de ser atacado. Medo de se expor. Medo de passar ridículo.
Passos para aprender assertividade
Saber o que quer e aonde quer chegar.
Se você não sabe aonde quer chegar, vai acabar chegando onde não quer. Seja claro com você mesmo, seja firme, direto e seguro. Mas como saber o que quer? Uma boa dica é se conhecendo, conhecer seus sentimentos, pensamentos, seus desejos, identificando quais são os seus valores.
Partir de um pensamento positivo.
Se você tiver expectativas altas, os resultados também vão ser altos. Mas com expectativas pequenininhas você vai conseguir isso mesmo e vai se frustrar por receber tão pouco da vida.
Ser proativo.
Ser proativo é observar com antecedência quais os possíveis problemas que possam aparecer. Você pode planejar e não permitir que esses problemas apareçam.
Resumindo: uma pessoa que sabe o que quer, acredita na sua capacidade e age proativamente, assume a responsabilidade por sua própria vida e está pronta pra se tornar uma pessoa assertiva.
Quer uma mãozinha em seu processo de auto aprimoramento? Conte com um psicólogo.




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Resolução de Conflitos

O trem atravessava sacolejando os subúrbios de Tóquio numa modorrenta tarde de primavera. Nosso vagão estava comparativamente vazio: apenas algumas donas de casa com seus filhos e uns velhos indo fazer compras. Eu olhava distraído pela janela a monotonia das casas sempre iguais e das sebes cobertas de poeira.
Chegando a uma estação, as portas se abriram e, de repente, a quietude da tarde foi rompida por um homem que entrou cambaleando no nosso vagão, gritando com violência imprecações incompreensíveis. Era um homem forte, encorpado, com roupas de operário. Estava bêbado e imundo. Aos berros, esbofeteou uma mulher que carregava um bebezinho. A força do tapa fez com que ela fosse cair no colo de um casal idoso. Só por um milagre nada aconteceu ao bebê.
Aterrorizado, o casal deu um pulo e fugiu correndo para a outra extremidade do vagão. O operário tentou ainda dar um pontapé na velha, mas errou a mira e ela conseguiu escapar. Isso o deixou em tal estado de fúria que agarrou a haste de metal no meio do vagão e tentou arrancá-la do balaústre. Pude ver que uma das suas mãos estava ferida e sangrava. O trem seguiu em frente, com os passageiros paralisados de medo. Eu me levantei.
Na época, cerca de vinte anos atrás, eu era jovem e estava em excelente forma física. Vinha treinando oito horas de aikidô quase todos os dias há quase três anos. Gostava de lutar corpo a corpo e me considerava bom de briga. O problema é que minhas habilidades marciais nunca haviam sido testadas em um combate de verdade. Nós alunos de aikidô somos proibidos de lutar.
"Aikidô", meu mestre não cansava de repetir, "é a arte da reconciliação. Aquele cuja mente deseja brigar perdeu o elo com o universo. Se tentarem dominar as pessoas, estarão derrotados de antemão. Nós estudamos como resolver conflitos, não como iniciá-los."
Eu ouvia essas palavras e me esforçava. Chegava a atravessar a rua para evitar os chimpira, os pungas dos videogames que costumam vadiar perto das estações de trem. Ficava exultado com minha própria tolerância e me considerava um valentão reverente, piedoso mesmo. No fundo do coração, porém, desejava uma oportunidade absolutamente legítima em que pudesse salvar os inocentes destruindo os culpados.
Chegou o dia! pensei comigo mesmo enquanto me levantava. Há pessoas correndo perigo e se eu não fizer alguma coisa é bem possível que elas acabem se ferindo.
Quando me viu levantando, o bêbado percebeu a chance de canalizar a sua ira.
- Ah! - rugiu ele. – Um estrangeiro! Você está precisando de uma lição em boas maneiras japonesas!
Eu estava de pé, segurando de leve nas alças presas ao teto do vagão, e lancei-lhe um olhar de nojo e desprezo. Pretendia acabar com a sua raça, mas precisava esperar que ele me agredisse primeiro. Queria que ficasse com raiva, por isso curvei os lábios e mandei-lhe um beijo insolente.
- Agora chega! – gritou ele. – Você vai levar uma lição. – E se preparou para me atacar.
Mas uma fração de segundo antes que ele pudesse se mexer, alguém deu um berro:
- Ei!
Foi um grito estridente, mas lembro-me que tinha um estranho timbre, jubiloso e cadenciado, como quando estamos procurando alguma coisa junto com um amigo e ele subitamente a encontra: "Ei!"
Virei para a esquerda, o bêbado para a direita. Nós dois olhamos para um velhinho japonês que estava sentado em um dos bancos. Devia ter bem mais de setenta anos, esse minúsculo senhor, e vestia um quimono impecável. Não me deu a menor atenção, mas sorriu com alegria para o operário, como se tivesse um importantíssimo e delicioso segredo para lhe contar.
- Vem aqui – disse o velhinho num tom coloquial e amistoso. – Vem aqui conversar comigo – insistiu, chamando-o com um aceno de mão.
O homenzarrão obedeceu, mas postou os pés beligerantemente diante dele e gritou por cima do barulho das rodas nos trilhos:
- Por que diabos vou conversar com você?
Ele agora estava de costas para mim. Se o seu cotovelo se movesse um milímetro que fosse eu o esmagaria. Mas o velhinho continuou sorrindo para o operário.
- O que você andou bebendo? – perguntou, os olhos brilhando de interesse.
- Saquê – rosnou de volta o operário – e não é da sua conta! – completou, lançando perdigotos no rosto do velho.
- Que ótimo – retrucou o velho. – Excelente mesmo. Eu também adora saquê! Todas as noites, eu e minha esposa (ela está com 76 anos, você sabe) aquecemos uma garrafinha de saquê e vamos até o jardim nos sentar num velho banco de madeira. Ficamos olhando o pôr-do-sol e vendo como vai indo o nosso caquizeiro. Foi meu bisavô quem plantou essa árvore, e estávamos preocupados achando que ela não fosse se recuperar das tempestades de gelo do último inverno. Mas a nossa arvorezinha saiu-se melhor do que esperávamos, ainda mais se considerarmos a má qualidade do solo. É gratificante olhar para ela quando levamos uma garrafinha de saquê para apreciar o final da tarde, mesmo quando chove!
E olhava para o operário, seus olhos reluzentes. O rosto do operário, que se esforçava para acompanhar a conversa do velhinho, foi se abrandando e seus punhos pouco a pouco relaxando.
- É, é bom. Eu também gosto de caqui... – mas sua voz acabou num sumiço.
- São deliciosos – concordou o velho sorrindo. – E tenho certeza de que você também tem uma ótima esposa.
- Não – retrucou o operário. – Minha esposa morreu.
Suavemente, acompanhando o balanço do trem, aquele homenzarrão começou a chorar.
- Eu não tenho esposa, eu não tenho casa, eu não tenho emprego. Eu só tenho vergonha de mim mesmo.
Lágrimas escorriam pelo seu rosto; um frêmito de desespero percorreu-lhe o corpo.
Chegara a minha vez. Lá estava eu, com toda a minha imaculada inocência juvenil, com toda a minha vontade de tornar o mundo um lugar melhor para se viver, sentindo-me de repente mais sujo do que ele.
O trem chegou à minha estação. Enquanto as portas se abriam, ouvi o velho dizer solidariamente:
- Minha nossa, que desgraça. Sente-se aqui comigo e me diga o que houve.
Voltei-me para dar uma última olhada. O operário escarrapachara-se no banco, a cabeça no colo do velhinho, que afagava com ternura seus cabelos emaranhados e sebosos.
Enquanto o trem se afastava, sentei-me num banco da estação. O que eu pretendera resolver pela força fora alcançado com algumas palavras meigas. Eu acabara de presenciar o aikidô num combate de verdade, e a sua essência era o amor. A partir de agora teria que praticar a arte com um espírito totalmente diferente. Muito tempo passaria antes que eu voltasse a falar sobre a resolução de conflitos.


Terry Dobson
Histórias da Alma, Histórias do Coração - Editora Pioneira


Mandamentos da Boa Comunicação


1. Respeite seu interlocutor, sendo um bom ouvinte.

2. Antes de comunicar, clarifique as idéias.

3. Defina o real objetivo da comunicação.

4. Leve em conta o ambiente e as pessoas.

5. Ao comunicar-se esteja atento a coerência entre linguagem verbal e não verbal.

6. Considere os interesses conhecimentos do seu interlocutor.

7. Verifiquei e acompanhe os efeitos da comunicação.

8. Procure compreender e ser compreendido.

9. Mostre interesse pelo interlocutor mantendo contato visual.

10. Seja conciso, preciso, claro.


Autor Desconhecido.


Discernimento

Ninguém se arriscava a passar por um caminho onde uma cobra venenosa tinha feito sua moradia. Certa vez, um homem sábio passava tranqüilamente pelo caminho tão temido, desconhecedor de que ali vivia a tal serpente. Subitamente, ao sentir as vibrações e o calor do homem, a serpente levantou a cabeça, desenrolou o enorme corpo e aprontou-se para o bote. O homem, ao avistá-la, pronunciou uma fórmula mágica e ela caiu aos seus pés. A cobra, amansada pela força da magia e pelo destemor, olhava atenta para o sábio.
- Minha amiga - perguntou ele à cobra -, você tem a intenção de me morder?
A cobra, espantada, não abriu a boca.
- Por que você ataca as pessoas desavisadas, fazendo mal a elas? Eu vou lhe ensinar uma fórmula mágica poderosa, e você vai repeti-la constantemente. Desse modo, aprenderá a amar a Deus e aos seres de Deus e, ao mesmo tempo, perderá a vontade de fazer mal aos outros e agredir indiscriminadamente.
O homem murmurou a fórmula no ouvido da cobra. Ela agradeceu, balançando a cabeça, e voltou para o buraco que a abrigava. Desse dia em diante, passou a levar uma vida inocente, dócil e pura, sem sentir desejo de atacar ninguém.
Passados alguns dias, as crianças do lugarejo perceberam a mudança de comportamento da cobra e, pensando que ela tinha perdido o veneno, começaram a maltratá-la. Atiravam-lhe pedras e cutucavam seu corpo roliço com gravetos pontiagudos, machucando o pobre animal. Gravemente ferida, a cobra não reagia e voltava desconsoladamente para o seu abrigo. Tempos depois, o sábio voltou a passar pelo caminho e procurou sua amiga serpente, mas não a encontrou. As crianças disseram que ela havia morrido. Ele sabia que Deus é poderoso e que não permitiria que ela morresse sem ter solucionado o grande problema da vida, isto é, o autoconhecimento pela realização do divino. Continuou a chamar por ela. Finalmente, surgiu o animal arrastando-se, tão magro como um esqueleto, e parou aos pés do mestre.
- Minha amiga, como você está?
- Muito bem. Vai tudo bem, graças a Deus.
- Mas por que você está tão magra e fraca?
- Como o mestre me ensinou, procuro não fazer mal a nenhuma criatura. Alimento-me só de folhas. Por isso emagreci.
- Não, não deve ser apenas a mudança de alimentação. Deve haver outra razão. Pense um pouco!
- Ah, sim! Agora me lembro. Uns meninos malvados me bateram e me feriram. Eles não sabiam que eu não mordia mais e me atacaram por medo.
- Minha boa amiga, eu lhe recomendei não morder. Não a proibi de silvar para afastar os importunos e mostrar quem você é.


História de Sri Ramakrishna


Deixe a raiva secar

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia, sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar. Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manhã. Júlia, então, pediu à coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:
- Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão.
Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou:
- Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar à sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra do que a vovó falou?
- Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar.
- Pois é, minha filha! Com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo.
Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão.
Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.
- Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou. E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.

Autor Desconhecido.
Enviada por: Edinea Vieira


Como ter ótimos relacionamentos

Um dos segredos para uma vida feliz e bem sucedida é a capacidade de ter ótimos relacionamentos – em casa, no trabalho e na sua vida social.
As sugestões a seguir são baseadas nas habilidades e nas atitudes das pessoas "Bem Relacionadas" – pessoas que desenvolvem e mantém relacionamentos maravilhosos. Ao usar a PNL para modelar ou identificar as características dos "Bem Relacionados" nós descobrimos uma lista extensa. Apesar da perspectiva atraente, não existe uma fórmula de ‘sucesso em 3 passos’. É um processo mais complexo, porém pode ser aprendido.
A seguir, está uma seleção principal bastante randômica. É um começo para você se preparar e entrar em operação.
Seja um bom ouvinte
E mostre um interesse sincero no que está acontecendo na vida da outra pessoa. Lembre-se de que temos uma boca e dois ouvidos – use isso como um lembrete de quanto deve se dedicar a falar versus quanto a ouvir.
Coloque-se no lugar da outra pessoa
Como um bom ouvinte, entre, momentaneamente, no mundo da outra pessoa (sem ser envolvido nos seus estados negativos). Estar no mundo de outra pessoa exige que você ouça com sinceridade. Em outras palavras, enquanto você estiver ouvindo, faça isso e somente isso – ouça. Isso pode exigir um pouco de prática, visto que a maioria das pessoas tende a ouvir parcialmente enquanto internamente se prepara ou ensaia o que vai dizer depois. Isso está de acordo com um Princípio muito importante da PNL - respeitar o Modelo de Mundo da outra pessoa.
Empatia ao invés de simpatia
Empatia significa entender e ter a percepção da dificuldade da pessoa, sem tentar se envolver, a não ser que seja solicitado. Demonstrar simpatia, sentir pena dela, é desrespeitoso e indica que você acredita que ela, por iniciativa própria, não tem os recursos para lidar com a sua própria dificuldade.
Procure os pontos positivos da outra pessoa
Existem muitos pontos positivos e você tem a escolha de prestar mais atenção neles ou nos defeitos dela. Quanto mais pontos positivos de uma pessoa você descobrir e se focar neles, mais o seu respeito por essa pessoa aumentará.
Mantenha contato
Mesmo que vocês tenham estado juntos a poucas horas atrás, talvez no café da manhã, que tal uma ligação rápida para perguntar como está o dia dela ou para dizer que você esteve pensando nela?
Ou uma mensagem de uma linha pelo email ou pelo celular? Mantenha contato também com aqueles que estão longe. Relacionamentos à distância podem durar por décadas, se alimentados. Uma carta ocasional, um cartão, um telefonema ou um email poderão alimentar e manter o relacionamento.
Qual é o ponto de vista dela?
Seja capaz de ver o mundo sob o ponto de vista dela. Essa é provavelmente a mais importante habilidade individual com relação ao relacionamento, as amizades e aos negócios. Se você estivesse no lugar dela, com os sentimentos dela, as crenças, os valores, a experiência dela, etc., como a situação seria vista por você? Quais seriam as suas necessidades, as suas expectativas ou as suas preocupações? Aqui você pode aplicar a técnica das Posições Perceptivas da PNL.
Respeite a opinião dela
Reconheça que ela enxerga as coisas de um modo diferente. Que todos nós temos uma visão diferente do mundo. Essa opinião ou modelo da realidade está baseada na nossa experiência de vida até hoje. Nenhuma visão do mundo está ‘certa’ ou ‘errada’ – é uma questão de opinião e, do mesmo modo que as suas opiniões mudam de tempos em tempos, também as dela mudam. Ao não se apressar para conhecer a visão de mundo dela, sempre em evolução, você realmente pode aprender coisas que irão enriquecer ou ampliar a sua própria visão.
Aceite os defeitos
Reconheça e tolere as fraquezas e os defeitos de uma pessoa. Afinal, as ‘fraquezas’ serão avaliações subjetivas baseadas na sua visão de mundo.
E lembre-se de que não existe pessoa perfeita – a maioria de nós está fazendo o melhor que pode a cada instante, trabalhando para diminuir a quantidade e a magnitude dos nossos defeitos – isso é um projeto para a vida toda.
Certo? Ou FELIZ?
Você já não percebeu, especialmente nas relações familiares, como é fácil entrar naquela de "você está errado, eu estou certo"? Já percebeu como isso é idiota – será que vocês só se darão conta disso quando estiverem se reconciliando de novo depois de terem se ferido mutuamente? Que tal decidirem juntos que não farão isso de novo! Decida com o seu parceiro/a ou amigo/a que é mais importante estar FELIZ do que CERTO. Decida que cada um irá manter um senso de perspectiva e concentrem seus esforços em evitar argumentos estúpidos sobre ‘questões importantes’ tais como porque a outra pessoa não colocou o leite de volta na geladeira na noite passada, esqueceu de comprar um dos itens da lista quando foi fazer as compras, etc. De que cada um dará permissão ao outro para ser humano e, de tempos em tempos, esquecer as ‘regras da casa’ e cometer erros sem ter que sofrer mais tarde.
Lembre-se de que a vida é finita
Se você descobrisse, de repente, que tem apenas três meses de vida, iria desperdiçar tanto tempo em discussões e de mau humor com os amigos e parentes? Quantos elogios adicionais e gestos de ‘eu te amo’ você faria? Quanto tempo a mais você passaria com as pessoas amadas? A razão pela qual nós, muitas vezes, procrastinamos essas coisas é que nós assumimos que a vida vai durar para sempre e que nós pretendemos, um dia, passar mais tempo com elas. Nós podemos – e pode ser muito tarde quando o fizermos. Eu encontrei muitos pais que perderam o crescimento de seus filhos porque estavam muito ocupados cuidando de suas carreiras, do trabalho doméstico, etc. Então, quando eles arranjaram um tempo para passar com seus filhos, as crianças não estavam interessadas – elas tinham aprendido a passar sem sua atenção e estavam progredindo com suas vidas – sem o pai ou a mãe.
Pare de tentar mudar as pessoas
Isso é um defeito comum, especialmente nos relacionamentos duradouros. Lembre-se que você não escolheu a pessoa por causa do potencial dela de se tornar a pessoa que você queria. Vocês ficaram juntos porque se amavam e no primeiro ímpeto de amor você se focou somente nas coisas que gostava nela. Então, por que é que nós mudamos quando nós passamos a morar junto ou casamos, e começamos a não enumerar novos ‘pontos positivos’ nas nossas listas, nos tornando cada vez mais obcecados por listas, e relembrando à pessoa das coisas de que não gostamos nela? Teste em você mesmo – como se sente quando alguém lista e elogia os seus pontos positivos? Como você se sente em relação a uma pessoa quando ela lista e critica as suas falhas? Qual delas VOCÊ faz com aqueles mais chegados a você? Pare agora por um momento para refletir como isso deve fazê-los se sentir – sobre eles mesmos e sobre você.
Valorize as diferenças
Valorize as diferenças em como você e a outra pessoa pensam – e procure aprender com a outra pessoa. Isso é parecido com o item anterior.
Muitas vezes são as nossas diferenças que criam o estímulo e as oportunidades de aprendizado nas amizades e nos relacionamentos. Quando nos encontramos pela primeira vez, normalmente são as semelhanças entre nós que nos permitem reter e criar o rapport. Conforme vamos conhecendo melhor a outra pessoa, começamos a reconhecer as diferenças mais íntimas. Potencialmente isso produz o vigor do relacionamento – como afirmou Ken Blanchard "nenhum de nós é tão esperto como todos nós" – como uma equipe, as nossas forças e fraquezas combinadas tornam a associação muito mais forte que a soma das nossas forças individuais.
Não espere que a pessoa adivinhe!
Assuma a responsabilidade pelos resultados da sua comunicação. Boas intenções não são suficientes! Não é suficiente FALAR bem quando estiver se comunicando – as pessoas só podem reagir a como e ao que você comunica. Elas não podem ler a sua mente e saber o que você quis dizer! Você deve se comunicar com responsabilidade para obter uma reação da outra pessoa! E se a outra pessoa não reagiu como você esperava, você precisa mudar a maneira como se comunica com ela, do contrário isso será simplesmente uma comunicação ineficaz!
A comunicação interpessoal pode parecer um campo minado. Se você entrar apressado e cegamente, com a boa intenção de obter um resultado particular, você provavelmente irá pisar em algumas minas. Porém as minas não são culpadas. O que é importante é imaginar a maneira mais efetiva de se fazer compreender ou, nos relacionamentos humanos, fazer com que a pessoa com quem você está se comunicando compreenda a sua mensagem. Não somente a sua mensagem precisa estar ajustada para satisfazer o estilo de pensamento da outra pessoa, mas também tem que estar ajustada ao ânimo dela naquele momento particular.
Valorize o que você tem
Valorize o que você tem no relacionamento ou na amizade. Você não forma (eu espero) uma amizade ou um relacionamento duradouro baseado na condição de que, embora a pessoa tenha agora alguns defeitos, em breve você irá colocá-la nas condições que gostaria! Você aceita a pessoa como um ‘pacote pronto’. No entanto, quando começamos a conhecer melhor a outra pessoa, muitos têm a tendência de querer mudar a outra pessoa em função do potencial que enxergamos nela – e aí instauramos uma campanha implacável para mudá-la! Isso, evidente, resulta em discussões, ressentimentos e sentimentos feridos. Mesmo se pudéssemos mudá-la, nós provavelmente iríamos perder o respeito por ela por ter nos permitido ter feito isso e por ela não ter tido a força pessoal de ser ela mesma!
Considere a visão de longo prazo!
Isso é importante especialmente nos momentos difíceis dos seus relacionamentos pessoais. Muitos de nós já tivemos a experiência de estar num relacionamento amoroso e, de repente, uma daquelas minas terrestres interpessoais explode, muitas vezes, a partir de um começo bastante insignificante, uma briga se desenvolve e aumenta gradativamente. Reconheça que isso acontece mesmo na melhor das relações e está na hora de se fazer silenciosamente a pergunta: CERTO ou FELIZ? Então pare, evite lançar insultos ou fazer comentários prejudiciais, concorde a respeito das trivialidades, e reconheça que a outra pessoa é humana como você e sujeita a surtos de irracionalidade, igual a você. (Bem, você é, não é? Ou você é uma daquelas pessoas deploráveis que acredita que está certa o tempo todo?)
Reconheça a habilidade dela
Esteja consciente de que todo mundo que você encontra é superior a você em alguma coisa e procure aprender com eles. Todos têm uma história para contar, uma habilidade para compartilhar, um insight para enriquecer o mundo. E você só irá aprender isso quando abrir espaço e não se apressar em fazer isso. E quando tiver refinado a sua capacidade de ouvir – realmente escute. Mas nós não podemos fazer isso quando estivermos nos criticando mutuamente, tentando mudar o outro, ou estivermos atolados nas trivialidades do dia a dia e perdido a visão geral e a visão de longo prazo.
Como os ‘bem relacionados’ lidam e pensam sobre eles mesmos
Está OK não ser perfeito.
Reconheça, e permita que os outros vejam as suas próprias fraquezas, suas vulnerabilidades e suas imperfeições – afinal é isso que nos torna ‘humanos’. Você já percebeu que alguém a quem você é afeiçoado, o que o faz tão amável para você é a fraqueza dele. Sem essas imperfeições, ele seria "bom-demais-para-ser-verdade"! Então dê a você mesmo a liberdade de ser uma pessoa – e desista dessa busca para ser o perfeito Marido, Esposa, Pai, Mãe, Amigo – seja apenas uma Pessoa imperfeita e com alguns defeitos, com um senso de humor sobre as suas imperfeições.
Valorize seu próprio tempo, individualidade e necessidades.
Evite a Síndrome do Mártir. ("Depois de tudo que eu fiz para você/eles/etc., é essa a recompensa que eu ganho, etc.") Abra um espaço para você mesmo, seus interesses, o seu desenvolvimento pessoal e sua paz de espírito.
Isso não será fácil se você tiver uma família, um emprego e um monte de coisas para ajustar. A alternativa é colocar as suas necessidades de lado por ora – até iniciar uma família, até que as crianças comecem a escola, até que as crianças deixem a escola, até que as crianças tenham iniciado suas famílias, até que tenhamos arrumado as finanças, redecorado a casa, mudado de casa, aposentado... Oops, é tarde demais...
Enxergue a sua vida como um processo contínuo de aprendizado.
Se sempre existir algo para aprender, novas maneiras de fazer as coisas e refinamentos adicionais a serem feitos nas nossas opiniões, você estará menos propenso a ser autocrático e dogmático e evitará a tendência de impor as suas opiniões e a sua vontade sobre os outros. Você também irá manter uma atitude flexível e aberta para a vida e as pessoas. E será mais fácil conviver com você.
Evite se levar muito a sério.
E permita também que os outros tenham liberdade de não levá-lo muito a sério. Tenha um senso de humor saudável, direcionado frequentemente contra/a favor de você mesmo. Você sabe que não é perfeito, então, por que fica inquieto quando os outros reconhecem isso e realçam suas imperfeições com humor. Quando você tiver feito algo errado, aprenda com seus erros e depois considere o lado engraçado disso. Quando você se encontrar numa discussão acalorada sobre coisas importantes como qual programa de TV assistir, que comida mandar buscar essa noite, etc., veja o lado engraçado ao considerar tão seriamente essa trivialidade.
Mantenha a sua vitalidade.
Mais do que qualquer outra coisa, exceto por doença, a fadiga enfraquece suas boas intenções, a sua perspectiva e o seu senso de humor.
Colocando as coisas em prática (1)
Por onde começar? Na lista acima existem itens demais para tentar colocá-los todos em prática ao mesmo tempo. Ao tentar fazer isso, o resultado é que você não terá sucesso em nenhum deles.
Então escolha um ou dois itens que você ache mais relevante e use por uma ou duas semanas. (Eu não sei porque isso é assim, mas ao trabalhar com pessoas, eu descobri que é mais provável que dure, se uma mudança comportamental ou de atitude for colocada em prática por cerca de três semanas.)
Colocando as coisas em prática (2)
Que tal imprimir esse artigo e examiná-lo com a pessoa amada? Entre os dois decidam qual é agora o item mais relevante para o relacionamento de vocês e trabalhem nele, como uma equipe, por algumas semanas.
Reg Connolly é Trainer Certificado e Master Practitioner de PNL, treinador de administração e vendas.
Esse artigo "How to have Great Relationships" está no site The Pegasus NLP Newsletter.
(c) 2000-2009 Reg Connolly - copyrighted, todos os direitos reservados.
Tradução JVF, direitos da tradução reservados.
Estamos utilizando as mudanças ortográficas nos artigos novos.


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Barulho de Carroça

Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:
- Além do dos pássaros, você cantar está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia ...
Perguntei ao meu pai:
- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:
Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz...



Autor Desconhecido
Enviada por: Edeli Arnaldi


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Assertividade (O que é, por que é útil e como se aprende?)

• Comportamento Assertivo

O comportamento assertivo pode ser definido como aquele que envolve a expressão direta, pela pessoa, das suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões sem que, ao fazê-lo, ela experiencia ansiedade indevida ou excessiva, e sem ser hostil para o interlocutor. É, por outras palavras, aquele comportamento que permite defender os próprios direitos sem violar os direitos dos outros.

Exemplos:

Auto-afirmação
- Capacidade de defender direitos legítimos
- Capacidade de expressar opiniões pessoais
- Capacidade de fazer e recusar pedidos

Expressão de sentimentos positivos
- Capacidade de fazer e receber elogios
- Capacidade de expressar afetos positivos
- Capacidade de iniciar e manter conversas

Expressão de sentimentos negativos
- Capacidade de expressar afetos negativos legítimos

• Comportamento Passivo

É aquele em que a pessoa falha na expressão das suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões. Na medida em que a pessoa que tem este comportamento é a primeira a violar os seus próprios direitos, acaba por dar ao outro a permissão para, também ele, o fazer.

Exemplos:

- ceder a realizar atividades que não lhe interessam só porque isto lhe foi solicitado.
- não pedir um favor que é legítimo e do qual se necessita.
- não manifestar desacordo perante algo com que não se concorda.

O que pode ocorrer com a pessoa que se comporta passivamente:

- Ter conflitos interpessoais
- Depressão
- Desamparo
- Imagem pobre de si mesmo
- Maltrata-se
- Perde oportunidades
- Tensão
- Sente-se sem controle
- Solidão
- Não gosta de si mesmo nem dos demais
- Sente-se enfadado

• Comportamento Agressivo

É aquele em que a pessoa expressa as suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões, mas de uma forma que é hostil, exigente, ameaçadora ou punitiva para com o interlocutor. A pessoa que tem este comportamento defende os seus direitos, mas o faz à custa da violação dos direitos do outro.

Exemplos:

- Comentários hostis e humilhantes,
- Insultos,
- Ameaças
- Comentários maliciosos,
- Intriguinhas.
- Gestos hostis e ameaçadores, violência física.


O que pode ocorrer com a pessoa que se comporta agressivamente:

- Ter conflitos interpessoais
- Culpa
- Frustração
- Imagem pobre de si mesmo
- Prejudica os demais
- Perde oportunidades
- Tensão
- Sente-se sem controle
- Solidão
- Não gosta dos demais
- Sente-se enfadado

Sinais e sintomas da falta de Assertividade

- Ineficiência e estresse nas relações interpessoais.
- Desconfiança, falta de transparência, persecutoriedade.
- Mau entendimento e falhas de comunicação.

A assertividade varia conforme as pessoas e as situações:

Um aspecto que é importante ter em conta é que NINGUÉM é 100% assertivo com todas as pessoas e em todas as situações. Para cada pessoa, a facilidade que tem em comportar-se de forma assertiva depende muito da pessoa a quem esse comportamento se dirige (pais, professores, amigos, namorado/a, crianças, etc.) e da situação em que se encontra (auto-afirmação, expressão de sentimentos positivos, expressão de sentimentos negativos, Tc). Quando muito, pode-se dizer que a pessoa assertiva é capaz de se comportar com assertividade com muitas pessoas e em muitas situações.

A assertividade é uma escolha. Da mesma forma que determinada pessoa aprendeu a comporta-se de forma não assertiva, pode aprender um conjunto de competências que lhe permitam comportar-se com maior assertividade.

O que ganharia em me comportar de maneira assertiva?

A resposta a esta questão pode ser dada, em primeiro lugar, pela análise das conseqüências de cada tipo de comportamento. É importante não esquecer que os comportamentos que temos não ocorrem num vácuo – eles repercutem sobre a pessoa que os tem e sobre aquele que os recebe, quer de forma imediata, quer a longo prazo. O que acontece é que, ainda que os comportamentos não assertivos tenham a curto-prazo, algumas conseqüências positivas para o próprio (que é, aliás, o que explica que se mantenham), as suas conseqüências são, num balanço global, negativas; os comportamentos assertivos são, por outro lado, quase universalmente vantajosos.
Se ainda não está convencido, tem em atenção o seguinte: a assertividade, depois de aprendida, poderá vir a ser mais uma ferramenta, de entre o conjunto de que já dispõe. Nada o obriga a utilizá-la, mas caso ela venha a se revelar necessária, é bom saber que la possui está.

Conhecimento dos próprios direitos:

A primeira mudança é interna, e passa por adquirir conhecimento dos seus direitos (e, igualmente, a cada uma das pessoas que o rodeiam). Uma amostra destes direitos poderá ser a seguinte:

1- O direito de manter sua dignidade e respeito comportando-se de forma habilidosa ou assertiva – inclusive se a outra pessoa se sente ferida – enquanto não viole os direitos básicos dos outros.
2- O direito de ser tratado com respeito e dignidade.
3- O direito de negar pedidos sem ter que se sentir culpado ou egoísta.
4- O direito de experimentar e expressar os seus próprios sentimentos.
5- O direito de parar e pensar antes de agir.
6- O direito de mudar de opinião.
7- O direito de pedir o que quiser (entendendo que a outra pessoa tem o direito de dizer não).
8- O direito de fazer menos o que é humanamente capaz de fazer.
9- O direito de ser independente.
10- O direito de decidir o que fazer com seu próprio corpo, tempo e propriedade.
11- O direito de pedir informação.
12- O direito de cometer erros – e ser responsável por eles.
13- O direito de sentir-se bem consigo mesmo.
14- O direito de ter suas próprias necessidades e que estas sejam tão importantes quanto as dos demais. Além disso, temos o direito de pedir (não exigir) aos demais que correspondam às nossas necessidades e de decidir se satisfazemos aos direitos dos demais
15- O direito de ter opiniões e expressá-las.
16- O direito de decidir se satisfaz as expectativas de outras pessoas ou se comporta seguindo seus interesses – sempre que não viole o direito dos demais.
17- O direito de falar sobre o problema com a pessoa envolvida e esclarecê-lo, em casos em que os direitos não estão totalmente claros.
18- O direito de obter aquilo pelo que paga.
19- O direito de escolher não comportar-se de maneira assertiva ou socialmente habilidosa.
20- O direito de ter direitos e defendê-los.
21- O direito de ser escutado e ser levado a sério
22- O direito de estar só quando assim o desejar.
23- O direito de fazer qualquer coisa enquanto não viole os direitos de outra pessoa.

Outras mudanças que ocorrem com as pessoas quando se comportam com assertividade são:

• Lidam com os confrontos com mais facilidade e satisfação;
• sentem-se menos estressadas;
• adquirem maior confiança;
• agem com mais tato;
• melhoram sua imagem e credibilidade;
• expressam seu desacordo de modo convincente, mas sem prejudicar o relacionamento;
• resistem às tentativas de manipulação, ameaças, chantagem emocional, bajulação, etc;
• sentem-se melhor e fazem com que os outros também se sintam melhor.

Assertividade 2 (O que você sabe sobre a assertividade?)

Como psicóloga sou uma observadora assídua do comportamento humano, onde eu estiver observo como e porque as pessoas têm certas atitudes. Uma das coisas que mais me fascina é observar as pessoas que estão sempre de bem com a vida, que resolvem seus problemas com tranquilidade com aquele “jogo de cintura” maravilhoso. E percebi que se tem uma coisa que, com certeza, faz muita diferença é a assertividade , pois é uma das principais competências emocionais.

- O que não é assertividade

Vamos começar entendo o que são comportamentos não assertivos.
O chefe que vai engolindo tudo o que não gosta até que consegue abrir a boca e acaba gritando com seus funcionários. O assistente que não consegue dizer a palavra mágica "não", e faz até o serviço que não é dele. A pessoa que sente o estômago embrulhar quando precisa pedir algum favor a alguém.
E você, consegue ser assertivo? Você é daqueles que até tenta reagir, mas aquela resposta legal só vem à cabeça depois, quando não precisa mais – sofre da síndrome do “ahhh éeee é!!!” Então está faltando um pequeno ajuste no seu comportamento. Falta assertividade!
Você já viu uma pessoa que entra numa situação difícil mas não conseguiu tomar uma posição clara e, depois, se sentiu decepcionado consigo mesmo? Ok, ele não foi assertivo.
Eis outro exemplo do que não é assertividade. Imagine a seguinte cena: você chegou cansado em casa, toca o telefone. É um amigo te convidando para ir num bar. Sua vontade é dizer não, você está morto, trabalhou o dia todo mas não quer magoar o amigo, então concorda, e sai sem vontade. Você acaba de dizer “sim” ao amigo mas disse “não” para você mesmo. Acabou de perder a chance de ser assertivo. Assertividade é afirmar o seu eu, é afirmar sua auto-estima.
Já ouvi muita gente se auto declarando assertiva, mas na realidade era mesmo muito agressiva. Os que confundem assertividade com agressividade são aquelas pessoas que dizem assim: “Eu sou muito franco, sou sincero, digo mesmo tudo o que penso na cara!!!”. Essas pessoas nem estão percebendo o quanto são agressivas, pensam que estão corretas.
Outras pessoas nem assumem suas posições, não são autênticas, acham que estão mantendo um bom clima, mas na realidade estão sendo engolidas pelos outros, por puro medo de se afirmar. De tanto medo de serem agressivas, acabam virando paçoca na mão do outro. Ou seja, são passivas e não assertivas.

- O que é assertividade

Nossa conversa deve começar pelo entendimento da palavra assertividade. Segundo o dicionário, assertivo é “aquele que declara algo, positivo ou negativo, afirmação que é feita com muita segurança, em cujo teor acredita profundamente”. Assertividade vem de "asserto" que significa afirmação categórica.
Mas, veja bem, afirmar não é acertar! A pessoa assertiva não é aquela que acerta o tempo todo, é aquela que sabe se firmar.
É saber dizer “sim” quando quer dizer “sim” e, principalmente dizer “não”, quando quer dizer “não”.
Já percebeu quanto a assertividade está fazendo falta hoje?
Na verdade existem 4 tipos de comportamentos: o passivo, o agressivo, o passivo/agressivo e o assertivo.

- Passivo

Passivo é aquele que engole desaforo. Ele não quer desagradar o outro então foge de conflitos. Se alguém entrar à frente dele na fila, fica torcendo para que a pessoa saia por si só, sem precisar pedir. Deixa que se aproveitem dele. Tem um colega no trabalho que tem o mesmo nível hierárquico, mas o tal colega teima em dar ordens e o cara que é passivo obedece. Ele costuma usar as frases: “Não quero incomodar. Não vou tomar seu tempo“. Tem a postura encolhida. Culpa a si próprio por tudo, precisa de aprovação, cede facilmente. Até é simpático mas, cá pra nós, é uma simpatia que causa muita angustia interna.

- Agressivo

O segundo tipo de comportamento é o agressivo. Esse todo mundo conhece. Ele não pensa duas vezes pra levantar o dedo na cara do outro, pois tem necessidade de dominar. Ele menospreza e deprecia o outro. Furou a fila na frente dele, ele dá um grito que parece que mataram alguém. Se o colega pede pra ele fazer alguma coisa, ele já manda o colega para aquele lugar. É autoritário, intolerante, dono da verdade.

- Passivo / Agressivo

Agora, o tipo mais curioso. Esse é aquele que consegue ser agressivo na “maciota”. Ele usa a ironia. Ele te agride contado uma piadinha. Ele te irrita, mas diz “só estou brincando”. Esse é aquele que vira para você e fala assim: “Nossa, tô vendo que suas férias foram mesmo muito boas, só que a geladeira não tirou férias”. Esse é o jeitinho “simpático” e passivo/agressivo de te chamar de gordo na sua cara. É o tipo de pessoa que não olha muito pra você, vira os olhos, é lacônico, dá indiretas, é sarcástico. E nem percebe que é manipulador. Faz chantagem emocional, distorce as palavras do outro.

- Assertivo

Por fim, o comportamento mais adequado é o assertivo. Esse é aquele que quando lhe furam a fila consegue se posicionar e falar com a pessoa com toda tranqüilidade e elegância. É aquele que sabe negociar. É transparente pra falar e sabe ouvir. Sabe ouvir criticas sem partir para o ataque pessoal. Tem a postura segura e comedida. Trata as pessoas com respeito. Aceita acordos. Vai direto ao ponto sem ser áspero.
Não digo que as pessoas tenham só um tipo de comportamento. Muitas vezes você foi agressivo com o colega de trabalho, mas acabou sendo passivo em casa. Mas essa flexibilidade só indica que é possível mudar um comportamento que não está valendo a pena. Ou seja, podemos desenvolver assertividade.
Não desenvolver assertividade acaba provocando o pior: você não consegue se sair bem em situações importantes, isso joga sua auto-estima lá para baixo. A baixa auto-estima gera outro comportamento inadequado, que gera reação negativa nas outras pessoas, que gera uma auto depreciação e novamente o comportamento inadequado. Ou seja, não acaba nunca! O comportamento não assertivo é uma bola de neve que se retroalimenta.

- Porque é desejável ser assertivo?

Quanto mais assertivo você for, melhor vai lidar com os confrontos, terá menos estresse, mais confiança em você mesmo, saberá agir com mais tato, melhorará sua credibilidade, saberá lidar com as tentativas de manipulação, chantagem emocional, bajulação etc. Enfim, vai se sentir melhor e contribuir para que os outros também se sintam melhor.

- Como aprender assertividade?

Uma dica importante é mudar o DIÁLOGO INTERIOR, de negativo para positivo. Aprender a monitorar sua conversa interna.
A outra dica é desenvolver a AUTOESTIMA. Descobrir que você merece respeito, descobrir seu valor como ser humano.
Estas novas atitudes podem ser desenvolvidas por meio de técnicas que vêm sendo elaboradas por psicólogos pesquisadores e a gente aplica em consultório, na terapia.
Na clínica, o psicólogo trabalho muito com isso. Recebemos muitas queixas de pessoas que vem para a terapia porque estão se sentindo pra baixo, não conseguem se colocar para o marido, ele sai com os amigos toda santa semana e ela lá em casa se sentindo uma boba.
Um tipo de caso que recebo muito é a pessoa que ficou responsável em cuidar dos pais idosos, mesmo tendo vários outros irmãos toda família achou muito confortável jogar tudo nas costas de um coitado só. Permitir que isso aconteça é falta de assertividade.
Você percebe a falta de assertividade em frases como “Não posso reagir mal quando alguém faz uma brincadeira comigo, porque vou perder o amigo”.
Outros consideram que não tem o direito de tomar o tempo valioso do outro. O tempo do outro sempre mais valioso que o seu, então fala até mais rápido para que o outro não perca tempo. Cede sua vez, mesmo quando tem direito. Tudo isso é falta de assertividade.
Como também a pessoa que acha que não deve incomodar os outros pedindo alguma coisa. A pessoa que acha que não se deve nunca entrar em conflito com os outros, mesmo quando têm razão. Tudo isso é falta de assertividade, porque muitas vezes, se você não se coloca, o outro ocupa um espaço maior do que lhe é devido, ou seja, as pessoas montam mesmo.

- Você é assertivo?

Pense em você, em quantas vezes não engoliu sapos porque não disse o que deveria ter dito. Quantas vezes você fez coisas que te prejudicaram porque não conseguiu dizer “não”.
O mais importante é pensar agora sobre esse assunto e finalmente aprender a ser assertivo para ter mais da famosa inteligência emocional, mas principalmente para conseguir ter relacionamentos mais autênticos, tanto na vida pessoal como na profissional. E a única forma de ser feliz é você conseguindo ser você mesmo.
Um ponto extremamente importante,dentro do processo de aprender a ser mais assertivo é a empatia, ou seja, aceitar o outro. Você só vai conseguir ser assertivo se aceitar a assertividade do outro. Se você ficar melindrado e achar que o outro é grosso toda vez que ele for assertivo você vai limitar seu crescimento. Você só vai expressar a sua própria incompetência. Pense bem nisso!

- Comunicação assertiva

A comunicação assertiva é transparente, honesta, objetiva e de mão dupla. Ou seja, o assertivo também aceita quando o outro é assertivo com ele, quando dizem as coisas de forma clara e objetiva.
Não gostaram do seu trabalho, não se sinta melindrado se falam sobre isso contigo, aceite. Mesmo porque não é saudável ter a pretensão de ser perfeito, você sabe que a vida é um eterno aprendizado, então agradeça a critica e corra para não errar mais. Ou, se a critica não proceder, saiba como não ouvir. Isso mesmo! Porque a gente precisa ouvir todo mundo? Os outros também erram.
Um exemplo do que é ser assertivo: Você chega ao seu prédio e encontra um carro estacionado na frente de sua vaga. O que você faz? Fica lá esperando até alguém aparecer? Se fizer isso você foi passivo. Ou você tira o zelador da cama e arma o maior barraco? Se fizer isso você foi agressivo. Então como é ser assertivo? E chamar o proprietário do carro e dizer: “Imagino que você deva ter alguma razão para colocar seu carro justamente na frente do meu. Mas não considero justo você impedir minha saída. Por gentileza, gostaria que você manobrasse seu carro para que eu possa sair”.

- Assertividade é um direito

É claro que assertividade é um direito, não uma obrigação. É um direito que te dá uma série de vantagens. Mas você tem também o direito de não ser assertivo. Vamos dizer que você sabe que o vizinho deixou o carro dele na frente do seu porque ele foi demitido e chegou em casa arrasado e nem sabia mais o que estava fazendo. Por mais que ele esteja errado, talvez seja mais interessante você não criar mais problemas na vida dessa pessoa e aí você pode decidir, conscientemente, deixar essa pra lá. Assim, tudo bem, porque foi uma opção sua. Você pensou e decidiu não entrar na briga, fez com consciência. Está ótimo. Prejudicial é quando você não é assertivo por medo. Assertividade está diretamente relacionada ao medo. Medo de não ser aceito, medo do outro. Medo de ser atacado. Medo de se expor. Medo de passar ridículo.

- Passos para aprender assertividade

Saber o que quer e aonde quer chegar.
Se você não sabe aonde quer chegar, vai acabar chegando onde não quer. Seja claro com você mesmo, seja firme, direto e seguro. Mas como saber o que quer? Uma boa dica é se conhecendo, conhecer seus sentimentos, pensamentos, seus desejos, identificando quais são os seus valores.

- Partir de um pensamento positivo.

Se você tiver expectativas altas, os resultados também vão ser altos. Mas com expectativas pequenininhas você vai conseguir isso mesmo e vai se frustrar por receber tão pouco da vida.

- Ser proativo.

Ser proativo é observar com antecedência quais os possíveis problemas que possam aparecer. Você pode planejar e não permitir que esses problemas apareçam.
Resumindo: uma pessoa que sabe o que quer, acredita na sua capacidade e age proativamente, assume a responsabilidade por sua própria vida e está pronta pra se tornar uma pessoa assertiva.
Quer uma mãozinha em seu processo de auto aprimoramento? Conte com um psicólogo.

Acalme-se (Pare, Pense...)

- Aceite a sua Ansiedade:

O mais importante para lidar com a ansiedade é aceitá-la ACEITAR NÃO É ACOMODAR, DESISTIR OU NÃO FAZER NADA.
Permaneça no presente, isto porque pessoas ansiosas vivem no futuro e perdem o presente. Elas vivem no “E SE ISTO VIER OCORRER?”, “E SE EU NÃO CONSEGUIR?” E SE NÃO DER TEMPO? ”ACEITE AS SENSAÇÕES DO SEU CORPO. Não lute contra elas, Lembre-se está tudo NORMAL com o seu corpo. É a ANSIEDADE QUE PRODUZ TAIS SINTOMAS FÍSICOS. Pense nisso!
Diga para a sua Ansiedade: “Se você quiser ficar por aqui um tempo, então pode ficar, mas eu vou seguir minhas atividades agora! Aceitar sua Ansiedade faz com que ela desapareça. Lutar contra ela para evitá-la, faz com que ela aumente.

- Contemple as coisas a sua Volta:

Depois dessa conversa com você evite ficar olhando para dentro de você se concentrando no que sente. Confie que seu organismo irá cuidar de tudo muito bem. Olhe para fora de Si Mesmo. Descreva para Si o que você vê ao seu redor.

- Aja com sua Ansiedade:

Continue agindo como se não estivesse ansioso. Continue fazendo suas coisas, suas atividades, mas um pouquinho mais devagar. Não pare o que está fazendo, apenas diminua o ritmo.

- Libere o Ar de Seus Pulmões:

RESPIRE DEVAGAR, CALMAMENTE, puxando o Ar pelo nariz e Soltando devagarzinho pela boca. Ao puxar o ar conte até 3 e ao soltar até 6 bem devagar.

- Mantenha os Passos Anteriores:
Repita tudo o que você já fez: aceitar a Ansiedade; Contemplar o que está a sua volta, e Respire Calmamente.

- Examine Agora Seus Pensamentos:

Examine o que você está pensando e diga para você mesmo e REFLITA RACIONALMENTE para ver se é verdade mesmo o que você pensa. Você tem provas sobre o que você pensa é verdade? Pode entender o que ocorre de outro jeito? Lembre-se: Você está Ansioso. Isto é chato, mas é diferente de ser PERIGOSO! Você pode estar pensando que está perigoso, mas você tem provas reais disso?

- Sorria, Você Conseguiu!

Você conseguiu se acalmar e superar esse momento chato e que deu medo. Você está aprendendo a lidar com sensações ruins. Às Vezes acontecem certas coisas com a gente: coração acelerado, sudorese, tonteira, o que aumenta a ansiedade e gera Muito Medo. Tudo imaginação ansiosa, não há inimigo de verdade, lembre-se disso!

- Espere o Melhor:

Lembre-se que a ansiedade é uma resposta normal diante de algo que ameaça (real ou imaginariamente). Não se preocupe, ela pode voltar, mas você estará preparado para lidar com ela!

PARE E PENSE! E Agora?

PARE: não tome decisão agora. Faça um dos passos seguintes:
- vá para outro local
- saia para uma caminhada
- faça relaxamento
- deixe a decisão para depois

PENSE: analise os pós e contra da decisão.
Faça uma lista das vantagens e desvantagens que a decisão irá trazer para você e para as pessoas ao seu redor.

FAÇA/FALE: depois de fazer os passos anteriores, você estará pronta para agir com maior clareza, sem impulsividade, sem maiores riscos. Agora é hora de agir.

Autor Desconhecido.

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A tartaruga Tagarela (Tem momentos em que é melhor ficar de boca fechada)

Era uma vez uma tartaruga que vivia num lago com dois patos, muito seus amigos. Ela adorava a companhia deles e conversava até cansar. A tartaruga gostava muito de falar. Tinha sempre algo a dizer e gostava de se ouvir dizendo qualquer coisa.
Passaram muitos anos nessa feliz convivência, mas uma longa seca acabou por esvaziar o lago. Os dois patos viram que não podiam continuar morando ali e resolveram voar para outra região mais úmida. E foram dizer adeus à tartaruga.
- Oh, não, não me deixem! Suplicou a tartaruga. - Levem-me com vocês, senão eu morro!
- Mas você não sabe voar! - disseram os patos. - Como é que vamos levá-la?
- Levem-me com vocês! Eu quero ir com vocês! - gritava a tartaruga.
Os patos ficaram com tanta pena que, por fim, tiveram uma ideia.
- Pensamos num jeito que deve dar certo - disseram - se você conseguir ficar quieta um longo tempo. Cada um de nós vai morder uma das pontas de uma vara e você morde no meio. Assim, podemos voar bem alto, levando você conosco. Mas cuidado: lembre-se de não falar! Se abrir a boca, estará perdida.
A tartaruga prometeu não dizer uma palavra, nem mexer a boca; estava agradecidíssma! Os patos trouxeram uma vara curta bem forte e morderam as pontas; a tartaruga abocanhou bem firme no meio. Então os patos alçaram vôo, suavemente, e foram-se embora levando a silenciosa carga.
Quando passaram por cima das árvores, a tartaruga quis dizer: "Como estamos alto!" Mas lembrou-se de ficar quieta.
Quando passaram pelo campanário da igreja, ela quis perguntar: "O que é aquilo que brilha tanto?" Mas lembrou-se a tempo de ficar calada.
Quando passaram sobre a praça da aldeia, as pessoas olharam para cima, muito espantadas.
- Olhem os patos carregando uma tartaruga! - gritavam. E todos correram para ver.
A tartaruga bem quis dizer: "E o que é que vocês tem com isso?"; mas não disse nada. Ela escutou as pessoas dizendo:
- Não é engraçado? Não é esquisito? Olhem! Vejam!
E começou a ficar zangada; mas ficou de boca fechada. Depois, as pessoas começaram a rir:
- Vocês já viram coisa mais ridícula? - zombavam.
E aí a tartaruga não aguentou mais. Abriu a boca e gritou:
- Fiquem quietos, seus bobalhões...!
Mas, antes que terminasse, já estava caída no chão. E acabou-se a tartaruga tagarela.

Moral da história: Há momentos na vida que é melhor ficar de boca fechada.

Autor desconhecido



Auto Aceitação

O Pote Rachado (Defeitos X Virtudes)

Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe.
O pote rachado chegava apenas pela metade. Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações.
Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que havia sido designado a fazer. Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia, à beira do poço:
- Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas.
- Por quê?, perguntou o homem. - De que você está envergonhado?
- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.
O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
- Quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.
De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu ânimo.
Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.
Disse o homem ao pote:
- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado do caminho??? Notou ainda que a cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava??? Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.
Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos.
Todos nós somos potes rachados.
Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos.
Basta reconhecermos nossos defeitos e eles com certeza embelezarão a mesa de alguém...
Das nossas fraquezas, devemos tirar nossa maior força...

(Autor Desconhecido)

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Auto-boicote

O Cão Raivoso

Um cachorro costumava atacar sorrateiramente e morder os calcanhares de quem encontrasse pela frente.
Seu dono então pendurou um sino em seu pescoço, assim ele alertava as pessoas de sua presença onde quer que estivesse.
O cachorro cresceu orgulhoso, e vaidoso do seu sino, caminhava tilintando-o pela rua.
Um velho cão de caça então lhe disse:
- Por quê você se exibe tanto? Este sino que carrega não é, acredite, nenhuma honra ao mérito, mas, ao contrário uma marca de desonra, um aviso público para que todas as pessoas o evitem por ser perigoso.
Notoriedade não é fama.

Autor Desconhecido.


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Auto-engano

O Gato Professor

Conto do folclore chinês recontado por Tatiana Belinky
Numa montanha se escondia um tigre de patas pesadas e lentas, que não podia andar nem saltar com agilidade. Tinha força, mas essa de pouco lhe valia porque raramente conseguia agarrar a presa que cobiçava. Um belo dia, quando o tigre saía da sua gruta à procura de alimentos, cruzou com um gatinho que vinha pulando e saltando alegremente. Os movimentos flexíveis e a agilidade do gatinho despertaram a inveja no tigre, que pensou consigo mesmo: "Que bom se eu pudesse ser ágil assim". Então, em tom suplicante, dirigiu-se ao gatinho:
- Mestre Gato, pode ensinar-me a arte de passar ligeiro por montes e vales, saltando como você?
O gatinho bem sabia que o tigre era bicho de maus bofes. Pensou que ensinando-lhe a sua arte poderia colocar em perigo a própria vida. Então respondeu, cautelosamente:
- Não digo que não, mas tenho medo de que quando você souber correr e saltar como eu, você se mostre ingrato.
O tigre fez uma vênia profunda e disse:
- Mestre Gato, se você se dignar a tomar-me como aluno, prometo que jamais serei ingrato. Se alguém o ofender, juro que darei minha própria vida para defendê-lo.
Juramento é coisa séria. O gatinho acreditou nas palavras hipócritas da fera e, com pena da sua lentidão, aceitou o tigre como aluno. Um aluno tão aplicado que não demorou muito para o gatinho ensinar ao tigre tudo o que sabia, faltando só uma aula. No dia dessa última aula, o tigre estava tão animado, pensando que logo poderia agarrar e devorar o seu rechonchudo e apetitoso professor, que ficou com a boca cheia d'água. Mas o gatinho, que já ia ensinar o seu último truque ao tigre, percebeu que o seu aluno o olhava com olhos cobiçosos, literalmente babando de apetite. E quando o tigre lhe perguntou, querendo certificar-se, se o mestre Gato já lhe ensinara tudo o que sabia, o gatinho disse:
- Sim, naturalmente. Ensinei-lhe tudo, tudinho.
Mas ficou bem atento. Aí o tigre, querendo ser astuto, falou, para desviar a atenção do professor:
- Mestre Gato, olhe atrás de você quem está subindo naquela árvore!
E assim que o gatinho se voltou, o tigre escancarou a bocarra, arreganhou os dentes e deu um pulo para a frente. Mas o gatinho, que já pressentia a traição, foi mais esperto: rápido como um raio, de um salto só, ele trepou na árvore e, do alto de um galho, fora do alcance do tigre, olhou severo para o seu aluno e gritou, indignado:
- Fera ingrata! É assim que você honra o seu juramento? Por sorte eu não lhe ensinei como trepar nas árvores, senão já lhe estaria servindo de sobremesa.
- Você não me ensinou tudo, gato danado! - rosnou o tigre, lançando-se furioso contra a árvore, sem poder escalá-la e mordendo sua casca sem resultado. Mas o gatinho, saltando de galho em galho e de árvore em árvore, só parava de vez em quando para acariciar os bigodes e olhar zombeteiramente para o tigre. Este urrava de frustração e raiva impotente, vendo-se logrado pelo esperto gatinho, que saltou ágil e alegre até sumir de vista.


A Serpente

Certa vez um caçador passava por uma mina quando viu uma serpente presa sob uma pedra enorme. Ao vê-lo a serpente pediu:
- Por favor, ajude-me. Levante a pedra.
- Não posso ajudar você, pois vai me devorar com certeza – respondeu o caçador.
O réptil tornou a pedir ajuda, prometendo ao homem que não o comeria. Ele então libertou a serpente, que logo fez um movimento em sua direção como se fosse atacá-lo.
- Você não prometeu que não me comeria se a ajudasse? – perguntou o homem.
- Fome é fome – respondeu-lhe a serpente.
-Mas – disse o caçador – se você faz alguma coisa errada que tem a fome a ver com isso?
O homem então sugeriu que submetessem o assunto à opinião de outros. Entraram no bosque, onde encontraram um cachorro. Perguntaram-lhe se achava que a serpente devia comer o homem.
- Uma vez pertenci a um homem – disse o cão. – Ele caçava lebres e sempre me dava a melhor carne para comer. Agora que estou velho, e nem posso apanhar uma tartaruga, ele quer me matar. Assim como recebi mal em troca de bem, a serpente deveria fazer a mesma coisa. Declaro que ela deveria comer você.
-Você ouviu sua sentença – disse a serpente ao homem.
Decidiram porém que ouviriam três opiniões e não apenas uma, e seguiram adiante. Pouco depois encontraram um cavalo e lhe pediram que julgasse o caso.
- Acho que a serpente deveria comer o homem – disse o cavalo, e continuou: - Certa vez tive um amo. Ele me alimentou enquanto eu podia viajar. Agora que estou fraco, e não posso executar minhas tarefas, ele quer me matar.
- Já temos dois juízos unânimes – disse a serpente.
Um pouco mais adiante cruzaram com uma raposa.
- Cara amiga – disse o caçador, - preciso da sua ajuda. Estava passando por uma pedreira quando vi esta enorme serpente às portas da morte, presa sobre uma rocha. Pediu-me que a libertasse; fiz o que pedia, e agora ela quer me comer.
- Se devo dar minha opinião – respondeu a raposa, - voltemos ao lugar do ocorrido para analisar a situação de modo mais real.
Voltaram a pedreira, e a raposa, para reconstituir os fatos, pediu que a pedra fosse colocada em cima da serpente. Assim foi feito.
- Era assim que você estava?- perguntou a raposa.
- Sim – respondeu a serpente.
- Muito bem – disse a raposa. – Ficará assim pelo resto da vida.

Do livro: Histórias da Tradição Sufi - Editora Dervish


Auto-estima

VOCÊ SABE LIDAR COM A CARÊNCIA?

Célia Lima (psicoterapeuta)
Sentir-se carente é algo que acontece com todos os seres humanos. A carência afetiva pode ser mais ou menos intensa, pode durar um período curto ou longo e algumas pessoas vivem no estado de carência uma vida inteira.
O que ocorre na maior parte das vezes é que não fomos treinados para suprir nossas carências, ao menos temporariamente. Imaginamos que esse suprimento afetivo só pode ocorrer se estivermos com um parceiro ou parceira. Não é à toa que existe muita gente que "não consegue ficar sozinha".
Temos várias fontes de afeto que não reconhecemos como tal porque nossa cultura praticamente exige que estejamos namorando ou casados, como se isso fosse garantia de plenitude afetiva. Não é!
E por causa dessa crença ficamos menos seletivos, acabamos por entrar às cegas em relacionamentos que se transformam em sofrimento e problema assim que termina a fase do encantamento, da sedução. Nos vemos envolvidos com pessoas difíceis, ciumentas demais, exploradoras, insensíveis, desrespeitosas, com uma personalidade muito distante daquilo que pretendíamos ter ao nosso lado. E por medo da solidão, na ilusão de que estar com alguém estaremos a salvo da carência, não nos damos conta de que continuamos esvaziados de afeto, mendigando amor e atenção
.
OLHE AO REDOR
Quando você se sentir carente, volte seu olhar para os outros setores de sua vida e perceba o quanto está perdendo em qualidade de vida afetiva quando acredita que só pode ser suprida ao estar mergulhada num relacionamento a dois. Preste atenção em:
• Sua família - seus pais, por mais que vocês tenham problemas de convivência, demonstram o amor das mais variadas formas: fazendo aquela comida gostosa, cuidando da organização e sustento da casa, se interessando por seu bem estar. Abra seu coração para esse carinho silencioso, saiba receber e retribuir. Reconheça o afeto contido nas pequenas atitudes.
• Seus amigos - o convite para uma festa, a declaração de amizade, o ombro oferecido sem outro interesse a não ser amparar você ou a busca de seu ombro confiando problemas.
• Seus colegas de trabalho ou de colégio/faculdade - a ajuda prestada numa matéria ou a orientação sobre as diretrizes da empresa são uma atitude generosa, o convite para o almoço ou para a balada demonstrando que sua presença é querida...

APRENDA A NUTRIR A SI MESMO
Se você aprende a reconhecer nos pequenos gestos uma atitude afetiva, você passa a se sentir muito mais suprido e feliz."Se você aprende a reconhecer nos pequenos gestos uma atitude afetiva, você passa a se sentir muito mais suprido e feliz." Mas tão importante quanto sentir-se nutrido por colegas, amigos, familiares e filhos, é aprender a nutrir a si mesmo. Valorize suas qualidades e aprenda a reconhecer as coisas legais que você faz, a pessoa bacana que você é! Aprenda a dar a você mesmo pequenos presentes, desde uma xícara gostosa de café até uma merecida viagem de férias. Mas faça isso com consciência, sem ligar o "piloto automático". Enquanto estiver preparando seu café, curta esse momento, perceba que você pode se afagar quando curte o prazer de deitar em lençóis cheirosos ou quando prepara a pipoca para assistir àquele filme que queria tanto ver.
Os pares que escolhemos para compartilhar a vida a dois estarão muito mais próximos de nos satisfazer afetivamente quando somos movidos pelo desejo de estarmos acompanhados, ao invés de estarmos movidos pela necessidade de suprir nossas carências. Quando estamos em paz por sabermos que somos capazes de nos suprir de diversas formas, estamos também mais alertas, conseguimos detectar melhor se a pessoa com quem estamos nos envolvendo tem as qualidades que desejamos e merecemos.
É muito importante estar "antenado" em você mesmo e reconhecer o tanto de afeto que o cerca. E antes de sair desenfreadamente buscando do lado de fora preencher os vazios do seu coração, faça antes por você mesmo o que gostaria que alguém fizesse. Ou seja, cuide de você. Ame-se!


Quando me amei de verdade

Kim e Alison McMillen


Quando me amei de verdade pude compreender
que em qualquer circunstância, eu estava no
lugar certo, na hora certa. Então pude relaxar.

Quando me amei de verdade pude perceber que
o sofrimento emocional é sinal de que estou indo
contra a minha verdade.

Quando me amei de verdade parei de desejar
que a minha vida fosse diferente e comecei a ver
que tudo o que acontece
contribui para o meu crescimento.

Quando me amei de verdade comecei a
perceber como é ofensivo tentar forçar alguma
coisa ou alguém que ainda não está preparado
- inclusive eu mesmo.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar
de tudo o que não fosse saudável.
Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e -
qualquer coisa que me pusesse pra baixo.
Minha razão chamou isso de egoísmo. Mas hoje
eu sei que é amor-próprio.

Quando me amei de verdade deixei de temer
meu tempo livre e desisti de fazer planos.
Hoje faço o que acho certo e no meu próprio
ritmo. Como isso é bom! ...

Quando me amei de verdade desisti de querer ter
sempre razão, e com isso errei muito menos vezes .

Quando me amei de verdade desisti de ficar
revivendo o passado e de me preocupar com o
futuro. Isso me mantêm no presente, que é
onde a vida acontece .

Quando me amei de verdade percebi que a
minha mente pode me atormentar e me
decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço
do meu coração, ela se torna uma grande e
valiosa aliada



Comparação

Certo dia, um samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior. Ele então disse ao mestre:
"Por que estou me sentindo inferior? Apenas um momento atrás tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Por que estou me sentindo assustado agora?"
O mestre falou:
"Espere. Quando todos tiverem partido responderei."
Durante todo o dia pessoas chegavam para ver o mestre, e o samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o samurai perguntou novamente:
"Agora você pode me responder porque me sinto inferior?"
O mestre o levou para fora. Era uma noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse:
Olhe para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior: 'Por que me sinto inferior diante de você? “Esta árvore é pequena e aquela é grande, este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso."
O samurai então argumentou:
"Isto se dá porque elas não podem se comparar".
E o mestre replicou:
"Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta. Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem. Você é o que é, simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore não importa. Você é você mesmo. Uma folhinha de relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer. Simplesmente olhe à sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade orgânica: ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. Na Natureza, tamanho não é diferença. Tudo é expressão igual de vida."
Do livro: As 100 mais belas parábolas de todos os tempos


Avance Sempre

Autor desconhecido
Na vida as coisas, às vezes, andam muito devagar. Mas é importante não parar. Mesmo um pequeno avanço na direção certa já é um progresso, e qualquer um pode fazer um pequeno progresso.
Se você não conseguir fazer uma coisa grandiosa hoje, faça alguma coisa pequena.
Pequenos riachos acabam convertendo-se em grandes rios.
Continue andando e fazendo.
O que parecia fora de alcance esta manhã vai parecer um pouco mais próximo amanhã ao anoitecer se você continuar movendo-se para frente.
A cada momento intenso e apaixonado que você dedica a seu objetivo, um pouquinho mais você se aproxima dele.
Se você pára completamente é muito mais difícil começar tudo de novo.
Então continue andando e fazendo. Não desperdice a base que você já construiu. Existe alguma coisa que você pode fazer agora mesmo, hoje, neste exato instante.
Pode não ser muito mas vai mantê-lo no jogo.
Vá rápido quando puder. Vá devagar quando for obrigado.
Mas, seja, lá o que for, continue. O importante é não parar!!!

“De tropeços, vitórias e quedas se constrói a experiência. Para manter a lamparina acesa, precisamos continuar colocando óleo nela.”
(Madre Teresa)

“Ando devagar, mas nunca ando para trás.”
(Abraham Lincoln)


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Atitudes que fortalecem sua autoestima

1. Aprender a falar NÃO
2. Impor limite às pessoas
3. Valorizar suas qualidades
4. Evitar relacionamentos destrutivos
5. Ter pensamentos positivos
6. Criar projetos para o futuro
7. Ter um hobby
8. Cultivar as amizades
9. Fazer planos e sonhar
10. Cuidar de si mesma
11. Não deixar que as críticas alheiam lhe derrubem
12. Aprender com os erros

Qual dessas atitudes acima você já tomou para aumentar sua autoestima? Quais ainda quer alcançar?

Autor Desconhecido.




Conflitos Relacionais

ATRITOS

Roberto Crema


Ninguém muda ninguém;
ninguém muda sozinho;
nós mudamos nos encontros.

Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros,
desde que estejamos abertos e livres
para sermos impactados
pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras
que estão na nascente de um rio,
e as pedras que estão em sua foz?

As pedras na nascente são toscas,
pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas
pelo rio sofrendo a ação da água
e se atritando com as outras pedras,
ao longo de muitos anos,
elas vão sendo polidas, desbastadas.
Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar
que não existem sentimentos, bons ou ruins,
sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir
um relacionamento próximo com o outro,
é não crescer, não evoluir, não se transformar.

É começar e terminar a existência
com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás,
vejo que hoje carrego em meu ser
várias marcas de pessoas
extremamente importantes.

Pessoas que, no contato com elas,
me permitiram ir dando forma ao que sou,
eliminando arestas,
transformando-me em alguém melhor,
mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas,
com suas ações e palavras
me criaram novas arestas,
que precisaram ser desbastadas
Faz parte...
Reveses momentâneos
servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo,
ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida
como grandes pedras,
cheia de excessos.
Os seres de grande valor,
percebem que ao final da vida,
foram perdendo todos os excessos
que formavam suas arestas,
se aproximando cada vez mais de sua essência,
e ficando cada vez menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos
que somos pequenos, ínfimos,
dada a compreensão da existência
e importância do outro,
e principalmente da grandeza de Deus,
é que finalmente nos tornamos grandes em valor.

Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira
de excesso para chegar ao seu âmago.

É lá que está o verdadeiro valor...
Pois, Deus fez a cada um de nós
com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto,
constituído de muitos elementos,
mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade,
a de amar...
Mas temos que aprender como.

Para chegarmos a esse âmago,
temos que nos permitir,
através dos relacionamentos,
ir desbastando todos os excessos
que nos impedem de usá-lo,
de fazê-lo brilhar

Por muito tempo em minha vida acreditei
que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido,
ter e provocar raiva,
ignorar e ser ignorado
faz parte da construção do aprendizado do amor.

Não compreendia que se aprende a amar
sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...
os superando.
Ora, esse sentimentos simplesmente
não ocorrem se não houver envolvimento...

E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE!

Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado.


Emoções

Compreendendo a RAIVA, a CULPA, a VERGONHA

A raiva, a culpa e a vergonha são problemáticas para muitas pessoas.
A RAIVA está relacionada à percepção de dano e prejuízo à crença de que regras importantes foram violadas. Ficamos com raiva se acreditamos que fomos tratados injustamente, magoados desnecessariamente ou impedidos de obter algo que esperávamos alcançar. Note a ênfase em justiça, no bom senso e nas expectativas. Não é simplesmente a mágoa ou o prejuízo que nos faz ficar com raiva, mas a violação de regras e expectativas.
Há mais chance da raiva surgir em relacionamentos íntimos. Independentemente se com um conjugue, ou se com um colega de trabalho, a raiva raramente é tão intensa como quando experimentada em relação alguém com quem estamos em contato muito próximo. A ligação entre raiva e intimidade pode ser melhor compreendida ao reconhecermos que todos nós temos múltiplas expectativas de nossas amizades , relacionamentos amorosos, colegas de trabalho e assim por diante. Menos provavelmente temos expectativas pessoais específicas em relação a pessoas que encontramos casualmente.
Quanto mais íntima for nossa relação com alguém, temos provavelmente mais expectativas em relação à pessoa. Para complicar o quadro, raramente contamos às pessoas nossas expectativas, ou mesmo estamos cientes delas, até que tenham sido quebradas. Então ficamos magoados, desapontados e, com freqüência, com raiva.

Perfil da Raiva:

Pensamentos Estados do Humor
Reações Físicas
Comportamentos:
“Os outros são ameaçadores ou maus.”
“As regras foram violadas.”
“Os outros estão me tratando injustamente.”

Irritável

Zangado

Irado Músculos contraídos;

Pressão sangüínea aumentada;

Batimento cardíaco aumentado
Defender / Resistir
Atacar / Discutir
Retirar-se (para punir ou proteger)

Se fomos freqüentemente ou severamente abusados no passado, podemos ter uma tendência a estarmos “em guarda” contra abusos futuros. A prendemos que é adaptativo estarmos alerta e precavidos contra abusos se os outros freqüentemente nos machucam. As pessoas com uma longa história de abusos prontamente vêem eventos presentes como abusivos e podem experimentar raiva crônica, algumas vezes, desproporcional aos acontecimentos que a provocam.
O padrão de raiva rápida e freqüente acompanha a crença de que é possível nos protegermos ao nos confrontarmos com o abuso. E quanto às pessoas que foram freqüentemente abusadas, e que se sentem incapazes de se proteger? As pessoas que se acreditam impotentes em relação ao abuso, com freqüência, reagem não com raiva, mas com resignação ou depressão. Para estas pessoas, o desafio pode ser aprender a experimentar a raiva quando alguém as está prejudicando diretamente, ao invés de aprender a controlar a raiva. A raiva pode ser um problema, portanto, tanto por ser muito freqüente quanto por ser ausente. É normal sentir raiva.

Estratégias de Manejo da Raiva

Registro de Pensamentos ajudam você a desenvolve uma série de habilidades que podem melhorar seu humor e suas relações e acarretarem uma mudança de comportamento positiva;
Um Registro de Pensamentos lista evidências que apóiam e não apóiam os pensamentos que você identificou;
Os Registro de Pensamentos proporcionam uma oportunidade para o desenvolvimento de novos modos d pensar que podem levá-lo a senti-se melhor;
Assim como para o desenvolvimento de qualquer habilidade, você precisará praticar o preenchimento de muitos registros antes que resultados consistentes possam ser alcançados.

Antecipação e Preparação de Eventos utilizando a Criação de Imagens

Você pode achar muito útil antecipar situações nas quais você tem grande chance de sentir raiva e preparar-se para elas. É melhor usar a visualização de imagens antes de entrar nas situações. Você pode achar útil imagina-se dizendo o que você quer dizer, da maneira que você quer dizer, e imaginar-se obtendo a resposta que você espera receber. Além disso, pode ser útil como você pode lidar com possíveis problemas de forma eficaz e adaptativa. A visualização de imagens funciona, em parte, porque o ajuda a pensar em possíveis áreas problemáticas e projetar sua resposta com antecedência. Além do mais pode ser útil ver-se eficiente e descontraído em uma situação estressante, de alto risco. Finalmente, é útil para construir uma imagem ideal de como você deseja responder; a imagem pode ajudar a direcionar suas respostas na situação real.
Quando você consegue identificar uma situação estressante e na qual você corre alto risco de experimentar raiva, você tem a oportunidade de planejar, escrever e ensaiar exatamente o que você deseja falar. Este roteiro pode ajudá-lo a desenvolver uma estratégia voltada para o que você deseja alcançar e entrar na situação com um maior grau de confiança.

Reconhecendo os Primeiros Sinais de Raiva

Além da antecipação de situações nas quais você está sujeito à raiva, também é útil reconhecer os sinais de que você está ficando com raiva ou de que sua raiva está ficando fora de controle. Ao reconhecer estes sinais, você tem a oportunidade de dar um “curto-circuito” em qualquer raiva destrutiva. Uma vez que raiva pode ser útil ou destrutiva, se você aprende a reconhecer quando você está começando a entrar em uma zona destrutiva, você pode então utilizar vários métodos para reafirmar o controle e fazer com que sua raiva funcione construtivamente.
Para muitas pessoas, os primeiros sinais de raiva destrutiva incluem instabilidade, tensão muscular, mandíbula cerrada, peito apertado, gritos, punhos cerrados e dizer inverdades. Quando você se der conta de qualquer um desses sinais, é importante “tirar um tempo” para lembrar a si mesmo as suas opções. Você pode escolher ficar com raiva ou usar alguns dos métodos descritos aqui para se acalmar.
Dar um Tempo:

Dar um tempo pode ser uma maneira eficaz de controlar sua raiva. Isso envolve sua retirada de uma situação na qual você se encontra, quando os primeiros sinais de aviso indicam que sua raiva está ficando fora de controle. Dar um tempo ajuda você a recuperar o controle sobre si mesmo e sobre a situação.
O uso eficaz de intervalos envolve o reconhecimento dos mais precoces sinais de que sua raiva está ficando fora de controle ou de que está se tornando destrutiva. Você pode utilizar intervalos como os atletas para reagrupar, criar estratégias, relaxar ou simplesmente descansar. Seus intervalos podem ser tão curtos quanto 5 minutos ou tão longos como 24 horas. O intervalo não é utilizado para evitar a situação, mas ao contrário, para abordar a situação a partir de um novo ângulo e com um novo início. O objetivo de cada intervalo é retomar à situação e passar por ela.
Você pode querer melhorar o intervalo ao utilizar o Registro de Pensamentos.

Treino de Afirmação Pessoal:

O treino de Afirmação Pessoal pode reduzir as dificuldades com a raiva. A assertividade pode reduzir a freqüência da pessoa ser tratada injustamente ou de tirarem vantagem dela, portanto, pode prevenir situações que fazem surgir a raiva.
Além disso, o treino é útil para as pessoas que guardam raiva, internalizando seus efeitos destrutivos.

A CULPA e a VERGONHA são emoções intimamente relacionadas. Temos a tendência de sentir culpa quando violamos as regras importantes para nós ou quando não correspondemos os padrões que estabelecemos para nós mesmos. Sentimo-nos culpados quando julgamos que fizemos algo errado. Se pensarmos que “deveríamos” ter feito melhor, muito provavelmente nos sentiremos culpados.
A vergonha envolve a sensação de que fizemos algo errado. Entretanto quando nos sentimos envergonhados, supomos que o que fizemos de errado significa que somos “defeituosos”, “inúteis”, “inadequados”, “podres”, “terríveis”, ou “maus”. A vergonha está geralmente ligada a uma visão altamente negativa de nós mesmos. Os segredos freqüentemente cercam a vergonha. Podemos pensar: “Se as outras pessoas soubessem deste segredo, elas me odiariam ou me desconsiderariam.” Por esta razão, a origem da vergonha é raramente revelada e permanece escondida, tornando-se destrutiva. A vergonha freqüentemente acompanha um segredo de família, um segredo tal como o alcoolismo, abuso sexual, aborto, falência ou comportamento considerado desonesto na comunidade.
Culpa e vergonha freqüentemente significa que ou você está vivendo de um jeito que transgride seus princípios, ou que você está julgando um número excessivo de pequenas ações como sendo sérias.

Superando a Culpa e a Vergonha

Perguntas para Avaliar Experiências de Culpa e Vergonha:
As outras pessoas consideram esta experiência como sendo tão séria quanto eu considero?
Algumas pessoas consideraram-na menos séria? Por quê?
Quão séria eu consideraria esta experiência se meu melhor amigo fosse o responsável, não eu?
Quão importante esta experiência parecerá daqui a um mês? Um ano? Cinco anos?
Quão séria eu consideraria esta experiência se alguém fizesse isso para mim?
Eu sabia de antemão e significado ou as conseqüências de minhas ações (ou pensamentos)? Com base no que eu sabia na época, os meus julgamentos atuais são pertinentes?
Pode qualquer dano que ocorreu ser corrigido? Quanto tempo isto vai levar?
Houve uma ação até mesmo pior que eu tenha considerado mas que tenha evitado (p. ex. considerei mentir, mas, ao invés disso, evitei o telefone)?

As pessoas que freqüentemente sentem-se culpadas em relação a pequenas coisas descobrem que as “Tortas de Responsabilidades” as ajudam a reconhecer que elas não são 100% responsáveis pelas coisas indesejáveis que acontecem. As pessoas que sentem culpa ou vergonha por terem causado dano a outros podem usar uma “Torta de Responsabilidades” para avaliarem seu papel em qualquer dano que tenha sido feito, antes de fazerem os reparos.

Quebrando o silêncio:

Quando o segredo envolve a vergonha, pode ser importante contar para uma pessoa em quem se confia sobre o que ocorreu. A necessidade de se manter silêncio freqüentemente se baseia na pressuposição de que revelar o segredo resultará em condenação, crítica ou rejeição por parte dos outros. Não é incomum para as pessoas que carregam um segredo por toda a vida surpreenderem-se com a aceitação que recebem quando o revelam. A aceitação força a reavaliação do significado do segredo.

Auto-perdão:

Ser uma boa pessoa não significa que você nunca fará coisas ruins. Faz parte do ser humano cometer erros. Se, após avaliação cuidadosa, você concluir que fez algumas coisas erradas, então o auto-perdão pode ajudar a aliviar parte da culpa ou vergonha.
O auto-perdão resulta em uma mudança na interpretação do significado da violação ou do erro que cometemos. Nossa compreensão pode mudar de “Cometi esse erro porque sou uma pessoa terrível” para “Cometi esse erro durante uma época terrível de minha vida quando não me importava se me comportasse desse modo”, ou de “Sofri abuso porque mereci” para “Sofri abuso porque meus pais eram uns alcoólatras fora de controle”.
O auto-perdão também envolve o reconhecimento de suas próprias imperfeições e erros e aceitação de si mesmo, com falhas e tudo o mais, e o reconhecimento de que a vida não foi uma seqüência de erros ou violações.
O auto-perdão inclui o reconhecimento de nossas qualidades boas e más, o reconhecimento tanto de nossos pontos fortes quanto de nossas fraquezas.

Fazendo Reparações:

Se você prejudicou outra pessoa é importante reparar suas ações. Pedir para consertar o dano que você fez pode ser uma parte importante do restabelecimento de si mesmo e do restabelecimento das relações com os outros.
Recompensar envolve reconhecer que você transgrediu, ter coragem o suficiente para encarar a pessoa a que você prejudicou, pedir perdão e determinar o que você pode fazer para repara o dano que você causou.

LEMBRE-SE:

. A raiva é caracterizada por tensão muscular, batimento cardíaco acelerado, pressão sangüínea aumentada e atitude defensiva ou de ataque.
. O componente cognitivo da raiva envolve percepção de ser mal tratado ou a percepção dos outros como sendo prejudiciais ou injustos.
. A raiva pode variar de uma leve irritação à fúria.
. Os métodos eficazes no controle da raiva incluem a reestruturação cognitiva, a preparação para eventos nos quais você está em alto risco de experimentar raiva, o reconhecimento dos primeiros sinais da raiva, os intervalos e o treinamento da afirmação pessoal.
. Nós nos sentimos culpados quando acreditamos que fizemos algo de errado.
. A culpa encontra-se com freqüência, acompanhada de pensamentos que contêm as palavras “deveria” ou “devia”.
. A vergonha envolve a percepção de que fizemos algo de errado, de que devemos manter isso em segredo e de que aquilo que fizemos significa algo terrível sobre nós mesmos.
. A culpa e a vergonha podem ser diminuídas ou eliminadas ao avaliarmos a gravidade de nossas ações, pesarmos a responsabilidade pessoal, quebrarmos o silêncio, perdoarmos a nós mesmos e ao fazermos reparos.


O PRINCÍPIO DO VAZIO

Zé Lacerda

Tens o hábito de juntar objetos inúteis
Neste momento, crendo que um dia
(Não sabes quanto) poderá precisar deles.

Tens o hábito de juntar dinheiro
Só para não gastá-lo,
Pois pensas que no futuro
Poderá fazer falta.
Tens o hábito de guardar roupa, joguetes,
Sapatos, móveis, utensílios domésticos
E outras coisas
Que já não usa há bastante tempo.

E dentro de ti?...
Tens o hábito de guardar o que sentes,
Broncas, ressentimentos, tristezas,
Medos, pessoas, etc....

Não faças isso.
É anti-prosperidade.

É preciso criar um espaço, um vazio,
Para que as coisas novas
Cheguem a tua vida.
É preciso eliminar o que é inútil
Em ti e em tua vida,
Para que a prosperidade venha.

É a força desse vazio
Que absorverá e atrairá
Tudo o que desejas.

Enquanto estiveres
Material ou emocionalmente
Carregado de velharias inúteis,
Não haverá espaço aberto
Para novas oportunidades,
Os bens precisam circular...
Limpa gavetas, armários,
Teu quarto, a garage...
Dê o que não usas mais.

A atitude de guardar
Montes de coisas inúteis
Amarra tua vida.
Não são os teus guardados
Que estancam tua vida,
E sim, o significado
Da atitude de guardar.

O guardar significa
Possibilidade de falta, carência.
É crer que amanhã pode faltar
E tu não terás meios
De prover tuas necessidades.

Com essa postura,
Tu envias duas mensagens
Ao teu cérebro e tua vida:
1º... não confias no amnhã.
2º... Crês que o novo e o melhor
Não são para ti,
Já que te alegras em guardar
Coisas velhas e inúteis.

Depois de ler isto, não o guarde...
Mande-o a outros.


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Expectativas Não Cumpridas

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Flexibilidade

VOCÊ É NORMAL? E o que é normal para você?

VOCÊ É NORMAL?
E o que é normal para você?

O termo “normalidade” sempre é trago a tona atualmente, questionando se a existência de um“normal”, mas repensando regras sociais criadas e não muito bem discutidas, o normal pode ser cultural e relativo. Assim nem sempre podemos nos deixar levar pelas más influências dos perfis de normalidade. É necessário compreender que em razão de nossas diferenças individuais e principalmente culturais os padrões dificilmente podem nos representar e não devem ser usados como referência imutável. Para essa semana trazemos a metáfora abaixo repensando como podemos nos enganar com o “normal”.


curta, compartilhe Psicóloga Laís Mutuberria

[Baixe essa metáfora completa no link baixo]


Para mais metáforas como esta acesse:
•http://psicologalaismutuberria.com/mensagens
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‪#‎uberlandia‬ ‪#‎uberaba‬ ‪#‎psicoterapia‬ ‪#‎psicoterapeuta‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬



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Questão de Fé !!

Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios.
Ele resolveu depois de muitos anos de preparação escalar o Aconcágua. Mas ele queria a glória somente para ele, e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade.
Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde, porém ele não havia se preparado para acampar e resolveu seguir a escalada decidido a atingir o topo. Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar um palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada. Tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens.
Subindo por uma "parede" a apenas 100m do topo ele escorregou e caiu..... caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na mesma escuridão, e sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade. Ele continuava caindo... e nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que ele já havia vivido em sua vida... De repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade... Shack! Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura.
Nesses momentos de silêncio, suspenso pelos ares na completa escuridão, não sobrou para ele nada além do que gritar:
 Ó MEU DEUS ME AJUDE !!
De repente uma voz grave e profunda vinda do céu respondeu:
 QUE VOCÊ QUER DE MIM MEU FILHO?
 Me salve meu Deus por favor!!
 VOCÊ REALMENTE ACREDITA QUE EU POSSA TE SALVAR?
 Eu tenho certeza meu Deus.
 ENTÃO CORTE A CORDA QUE TE MANTÉM PENDURADO...
Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda a corda e refletiu que se fizesse isso morreria...
Conta o pessoal de resgate que no outro dia encontraram um alpinista congelado, morto, agarrado com força com as suas duas mãos a uma corda A TÃO SOMENTE DOIS METROS DO CHÃO... Você teria tamanha fé???? Ou se juntaria ao alpinista????

Envida por: Vânia Lúcia Slaviero / Curitiba
e-mail: vania@ipnet.com.br


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É considerado normal…

Paulo Coelho
1] qualquer coisa que nos faça esquecer nossa verdadeira identidade e nossos sonhos, e nos faça apenas trabalhar para produzir e reproduzir.
2] ter regras para uma guerra (Convenção de Genebra).
3] gastar anos fazendo uma universidade, para depois não conseguir trabalho.
4] trabalhar de nove da manhã as cinco da tarde em algo que não dá o menor prazer, desde que em 30 anos a pessoa consiga aposentar-se.
5] Aposentar-se, descobrir que já não tem mais energia para desfrutar a vida, e morrer em poucos anos, de tédio.
6] Uso de botox.
7] Procurar ser bem-sucedido financeiramente, ao invés de buscar a felicidade.
8] Ridicularizar quem busca a felicidade ao invés do dinheiro, chamando-o de “pessoa sem ambição”.
9] Comparar objetos como carros, casas, roupas, e definir a vida em função destas comparações, ao invés de tentar realmente saber a verdadeira razão de estar vivo.
10] Não conversar com estranhos. Falar mal do vizinho.
11] Sempre achar que os pais estão certos.
12] Casar, ter filhos, continuar juntos mesmo que o amor tenha acabado, alegando que é para o bem da criança (que parece não estar assistindo as constantes brigas).
12ª] Criticar todo mundo que tenta ser diferente.
14] Acordar com um despertador histérico ao lado da cama.
15] Acreditar em absolutamente tudo que está impresso.
16] Usar um pedaço de pano colorido amarrado no pescoço, sem qualquer função aparente, mas que atende pelo pomposo nome de “gravata”.
17] Nunca ser direto nas perguntas, mesmo que a outra pessoa entenda o que se está querendo saber.
18] Manter um sorriso nos lábios quando se está morrendo de vontade de chorar. E ter piedade de todos os que demonstram seus próprios sentimentos.
19] Achar que arte vale uma fortuna, ou que não vale absolutamente nada.
20] Sempre desprezar aquilo que foi conseguido com facilidade, porque não houve o “sacrifício necessário”, e, portanto não deve ter as qualidades requeridas.
21] Seguir a moda, mesmo que tudo pareça ridículo e desconfortável.
22] Estar convencido que toda pessoa famosa tem toneladas de dinheiro acumulado.
23] Investir muito na beleza exterior, e se preocupar pouco com a beleza interior.
24] Usar todos os meios possíveis para mostrar que, embora seja uma pessoa normal, está infinitamente acima dos outros seres humanos.
25] Em um meio de transporte público, jamais olhar diretamente nos olhos de uma pessoa, caso contrário isso pode ser interpretado como um sinal de sedução.
26] Quando entrar no elevador, manter o corpo voltado para a porta de saída, e fingir que é a única pessoa lá dentro, por mais lotado que esteja.
27] Jamais rir alto em um restaurante, por melhor que seja a história.
28] No hemisfério norte, usar sempre a roupa combinando com a estação do ano; braços de fora na primavera (por mais frio que esteja) e casaco de lã no outono (por mais quente que esteja).
29] No hemisfério sul, encher a árvore de natal de algodão, mesmo que o inverno nada tenha a ver com o nascimento de Cristo.
30] À medida que for ficando mais velho, achar-se dono de toda a sabedoria do mundo, embora nem sempre tenha vivido o suficiente para saber o que está errado.
31] Ir a um chá de caridade e achar que com isso já colaborou o suficiente para acabar com as desigualdades sociais do mundo.
32] Comer três vezes por dia, mesmo sem fome.
33] Acreditar que os outros sempre são melhores em tudo: são mais bonitos, mais capazes, mais ricos, mais inteligentes. É muito arriscado aventurar-se além dos próprios limites, melhor não fazer nada.
34] Usar o carro como uma maneira de sentir-se poderoso e dominar o mundo.
35] Dizer impropérios no trânsito.
36] Achar que tudo que seu filho faz de errado é culpa das companhias que ele escolheu.
37] Casar-se com a primeira pessoa que lhe oferecer uma posição social. O amor pode esperar.
38] Dizer sempre “eu tentei”, mesmo que não tenha tentado absolutamente nada.
39] Deixar para viver as coisas mais interessantes da vida quando já não tiver mais forças para tal.
40] Evitar a depressão com doses diárias e maciças de programas de TV.
41] Acreditar que é possível estar seguro de tudo que conquistou.
42] Achar que mulheres não gostam de futebol, e que homens não gostam de decoração.
43] Culpar o governo por tudo de ruim que acontece.
44] Estar convencido de que ser uma pessoa boa, decente, respeitosa significa que os outros vão pensar que é fraca, vulnerável, e facilmente manipulável.
45] Estar igualmente convencido que a agressividade e a descortesia no trato com os outros é que são sinônimos de uma personalidade poderosa.
46] Ter medo de fibroscopia (homens) e parto (mulheres).
47] Finalmente: achar que a sua religião é a única dona da verdade absoluta, a mais importante, a melhor, e que todos os outros seres humanos neste imenso planeta que acreditam em qualquer outra manifestação de Deus estão condenados ao fogo do inferno.


Dois Lados

Os mantos coloridos dos dervixes, desenhados com propósito de ensino, e às vezes imitados como mera decoração, foram introduzidos na Espanha, na Idade Média, da seguinte forma: um rei cristão, que gostava de desfiles pomposos e também se orgulhava de seu saber filosófico, pediu a um sufi, conhecido como El-Agarin, que o iniciasse em sua ciência.
- Nós lhe oferecemos observação e reflexão – disse-lhe El-Agarin. – Mas antes deve aprender toda a extensão do seu significado.
- Já sabemos como prestar atenção. Temos estudado bastante, através de nossa tradição, todos os passos preliminares para chegar ao conhecimento – disse o rei.
- Muito bem – respondeu El-Agarin. – Durante o desfile de amanhã daremos uma demonstração de nosso ensinamento para Vossa Majestade.
Fizeram-se os preparativos, e no dia seguinte os dervixes do ‘ribat’ (centro de ensaio) de El-Agarin desfilaram pelas ruas estreitas da cidade andaluza. O rei e seus cortesãos estavam postados em ambos os lados do trajeto: os nobres à direita, os cavaleiros à esquerda.
Quando a procissão terminou El-Agarin se dirigiu ao rei e disse:
- Por favor, majestade, pergunte aos fidalgos do lado esquerdo de que cor era o manto dos dervixes.
Todos os cavaleiros juraram pelas escrituras e por sua honra que as vestimentas eram azuis.
O rei e os nobres se mostraram surpresos e confusos. Aquela não era, de modo algum, a cor que tinham visto.
- Todos nós vimos perfeitamente que usavam mantos castanhos – disse o rei. – E entre nós há homens muito respeitados, homens de grande santidade e fé.
O rei ordenou então que todos os cavaleiros se preparassem para ser castigados e degradados. Os que tinham visto os mantos castanhos foram separados: seriam premiados. O processo durou algum tempo, findo o qual o rei disse a El-Agarin:
- Que feitiçaria você fez, homem malvado? Que atos do demônio são os seus que podem fazer com que os fidalgos mais honrados do cristianismo neguem a verdade, abandonem suas esperanças de redenção e traiam nossa confiança, ficando incapacitados para a batalha?
- Na metade visível do lado em que estávamos – disse o sufi – os mantos eram de cor castanha. Na outra metade eram de cor azul. Sem preparação, sua predisposição o induz a enganar-se a si mesmo e a interpretar-nos mal. Como podemos ensinar a alguém nestas circunstâncias?
Do livro: Histórias da Tradição Sufi - Editora Dervish


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As duas moscas

Parte 1
Contam que certa vez duas moscas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente, assim logo ao cair nadou até a borda do copo, mas como a superfície era muito lisa e ela tinha suas asas molhadas, não conseguiu sair. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de nadar e de se debater e afundou.
Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte era tenaz, continuou a se debater a se debater e a se debater por tanto tempo, que, aos poucos o leite ao seu redor, com toda aquela agitação, foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a mosca conseguiu, com muito esforço, subir e dali levantar vôo para algum lugar seguro.
Durante anos, ouvi esta primeira parte da história como um elogio à persistência, que, sem dúvida, é um hábito que nos leva ao sucesso, no entanto...
Parte 2
Tempos depois a mosca, por descuido ou acidente, novamente caiu no copo. Como já havia aprendido em sua experiência anterior, começou a se debater, na esperança de que, no devido tempo, se salvaria. Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou:
"Tem um canudo ali, nade até lá e suba pelo canudo".
A mosca tenaz não lhe deu ouvidos, baseando-se na sua experiência anterior de sucesso, continuou a se debater e a se debater, até que, exausta afundou no copo cheio ... de água.
Enviada por: Edeli Arnaldi
Quantos de nós, baseados em experiências anteriores, deixamos de notar as mudanças no ambiente e ficamos nos esforçando para alcançar os resultados esperados até que afundamos na nossa própria falta de visão? Fazemos isto quando não conseguimos ouvir aquilo que quem está de fora da situação nos aponta como solução mais eficaz e, assim, perdemos a oportunidade de "reenquadrar" nossa experiência. Ficamos paralisados, presos aos velhos hábitos, com medo de errar."Reenquadrar" é uma das ferramentas que tenho tido oportunidade de usar no apoio ao aprendizado e crescimento de clientes. Pessoas que já perceberam que nem sempre esposo, pais, amigos, familiares ou mesmo o conselheiro espiritual pode mostrar-lhes a visão isenta do ambiente ou da situação que estão vivendo."Reenquadrar" é permitir-se olhar a situação atual como se ela fosse inteiramente diferente de tudo que já vivemos."Reenquadrar" é buscar ver através de novos ângulos, de forma a perceber que, fracasso ou sucesso, tudo pode ser encarado como aprendizagem.Desta forma, todo o medo se extingue e toda experiência é como uma nova porta que pode nos levar à motivação de continuar buscando o que queremos, à auto-estima que nos sustenta.
Este artigo é dedicado a todos nós, que queremos vencer...


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VIVER DESPENTEADA

(Autor desconhecido)
Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade…
O mundo é louco, definitivamente louco…
O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia…
- Fazer amor, despenteia. - Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.
- Tirar a roupa, despenteia.
- Beijar a pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia. - Cantar até ficar sem ar, despenteia.
- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível…
Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo bagunçado… mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.
É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa,
que aquela que decide não subir.
Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora, o aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença: arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique seria… é, talvez deveria seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita…
A pessoa mais bonita que posso ser! O único que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser. Por isso, minha recomendação a todas as mulheres: entregue-se, coma coisas gostosas, beije, abrace, dance, apaixone-se, relaxe, viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, corra, voe, cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável, admire a paisagem, aproveite, e acima de tudo: ***DEIXA A VIDA TE DESPENTEAR!!!***
O pior que pode passar é que, rindo em frente ao espelho, você precise se pentear de novo...


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Homossexualidade e Psicoterapia

Homossexualidade e Psicoterapia

Quando tratamos de sexualidade, ainda é frequente encontrarmos muita dúvida, e como dizem “a ignorância é que abre entrada para a intolerância”. Dessa maneira, uma excelente forma de fugir a ignorância é ganhando conhecimento. Se ousássemos humildemente reconhecer nossa falta de conhecimento e nos deixássemos ser ensinados, dificilmente o preconceito e orgulho se espalharia tão rápido. Em busca desta informatização e luta contra o preconceito o texto de hoje tratará de homossexualidade e sua relação com a psicoterapia, passando por uma caracterização clara da sexualidade humana.

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Iniciativa

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Insegurança

Águia

... Esta é a estória de uma aguiazinha filhote que foi achada por um fazendeiro, com a asa quebrada, na floresta.Para salvá-la, ele a levou para a sua fazenda... não tendo onde colocá-la, botou-a junto das galinhas, num galinheiro. Deu comida de galinha e cuidou dela como se cuida de uma galinha. Ela se curou, mas foi crescendo como se fosse uma galinha. Às vezes achava esquisito ser tão diferente: não cacarejava, seu bico era grande e tinha grandes garras. Mas ali ficava, triste, vendo que havia algo que não estava bom, sem fazer nada...
... Até que um dia passa por aquelas paragens um naturalista... que, ao ver uma águia (ave de rapina) criada como se fosse uma galinha, leva o maior susto. Era preciso ajudá-la a mudar! Pediu licença ao fazendeiro para ensiná-la a voar e começou....
... No primeiro dia... pegou a águia e colocou-a no braço, dizendo: você não é uma galinha, é a rainha dos pássaros, uma águia; bata suas asas e saia voando... A águia não entendeu nada... Nunca tinha visto uma águia antes... pulou para o chão e voltou para o poleiro...
... No segundo dia... o naturalista, inconformado, resolveu explicar melhor... Levou-a ao alto do telhado e mostrou que ela podia voar dali, que ela tinha asas que a fariam sair voando, que suas asas eram maiores que as de uma galinha... além do bico... do seu canto... e que suas garras foram feitas para alcançar seu alimento, quando assim lhe conviesse... Bastava que ela batesse as asas e saísse voando... A águia entendeu que era diferente, porque assim se sentia; mas ela ainda não sabia como... E assim, voltou ao poleiro com toda aquela estória de liberdade, asas, garras, rainha dos pássaros...
... No terceiro dia... o naturalista entendeu que era uma questão de tempo e oportunidade... Então ele fez a oportunidade... levou-a para o alto das montanhas, lugar de águia, e mostrou muitas outras águias voando... Voltou a dizer: bata as asas e saia voando... Suas asas foram feitas para voar alto... você é a rainha dos pássaros... Ela ficou observando as outras e, de repente... num grito de liberdade... num grito de águia... saiu voando de asas abertas... Diz a lenda que esta águia nunca fez uma galinha de vítima, porque foi com as galinhas que aprendeu a ter o pé no chão, a catar seus grãos de milho e, de vez em quando, sentar no poleiro, esperando sua vez...
Do livro "Hipnoterapia ericksoniana passo a passo"
Sofia M. F. Bauer - Editorial Psy (pág.123) - 1998


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Lentes Negativas

Historinhas do macaco

Viajava certa vez, por uma esquecida estrada do deserto, um homem no seu automóvel. De repente, um pneu furou. Para sua consternação, deu-se conta de que não tinha macaco para levantar o carro e trocar o pneu. Nesse instante, lembrou-se de ter passado por um posto de serviço cerca de 8 Km atrás, de modo que começou andar naquela direção. E ia pensando. “Pois é, nessa lonjura de deserto não há outros por perto. Se o dono desse aqui não quiser me dar uma ajuda, não vai haver outro lugar onde ir. Estou realmente nas mãos daquele sujeito. Ele pode me cobrar os olhos da cara só pra me emprestar o macaco pra eu trocar o pneu. Ele poderia cobrar R$ 250,00... poderia cobrar R$ 500,00... ele poderia chegar até R$ 1200,00 e eu não poderia fazer nada porque eu simplesmente... mas que f.d.p.! Pelo amor de Deus, mas como tem gente que se aproveita da desgraça dos outros!” Nisso, ele chega ao posto. O dono se aproxima e pergunta de modo amistoso: “Olá, posso ajudá-lo em alguma coisa?” E o nosso amigo respondeu: “olha aqui, pega o seu maldito macaco e enfia ele no...... !”

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HISTÓRIA DA LAGARTINHA

Havia uma lagartinha que tinha muito medo de sair por ai e morrer pisoteada pelos homens. Por isso, foi-se fechando. As plantas também a rejeitavam, achando que ela só queria comer suas folhas. Mal sabiam que essa lagartinha gorda, e que rasteja, pedindo ajuda, poderia ser aquela borboleta que viria ajudar a polinizar as flores dessas mesmas plantas.
Mas, a lagartinha só chorava, apertada, em sua tristeza, até que uma coruja, aquela ave que só consegue enxergar a noite, quando tudo está escuro, disse a ela, pare de chorar, faça alguma coisa! Aí dentro de você mora uma linda borboleta, deixe-a sair. Ela pode voar, ser aceita pelos homens e pelas plantas, ver lá de cima o que você vê daqui debaixo, mudar de jardim e tudo o mais.
A lagartinha, então, pediu ajuda. Como poderia se tornar borboleta? A coruja, sábia amiga, disse-lhe que era necessária uma metamorfose, de mudança, em que precisava se fechar num casulo para empreender esforços, que viriam dores, mas só as necessárias para fazer as mudanças. Mas o que realmente era preciso era pensamento positivo. Que poderia ser livre, bem aceita, e voar leve, por onde desejasse. Que pensasse em ser borboleta o tempo todo e tudo poderia ir mudando, até que, mais rápido do que ela imaginasse, ela sairia do casulo, como uma borboleta.






Do livro: Síndrome do Pânico
Dra. Sofia Bauer Editora Caminhos
Enviada por: Edeli Arnaldi
Tirada do site: www.metaforas.com


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Esqueçam o automóvel, o cavalo é muito melhor! Efeitos dos modelos mentais na percepção

Robert W. Dilts: Há uma interessante história sobre Michael Faraday, o descobridor da indução eletromagnética. Ele descobriu que, se você tem duas bobinas e uma corrente elétrica passar por uma delas, você obtém uma corrente na bobina adjacente. Ele fez isso no início de 1800 e foi muito difícil para ele provar que realmente estava obtendo uma corrente na segunda bobina. Ele trabalhou um bocado para chegar a essa conclusão. Ele publicou um artigo, e uma mulher escreveu-lhe uma carta, dizendo: “Dr. Faraday, essa é uma maravilhosa invenção. Seria possível usar esse princípio para transmitir informação através do espaço?” E ele respondeu com uma carta afirmando, sem sombra de dúvida, que seria idiotice pensar que algo assim jamais teria algum uso exceto como curiosidade de laboratório. Faraday era uma pessoa muito criativa – e a pessoa que lhe escreveu era ainda mais criativa.
Robert B. Dilts: Crenças determinam se algo será percebido como feedback ou como fracasso. Uma das minhas histórias favoritas é sobre os dois vendedores de sapatos que foram enviados ao México. Digamos que um é Faraday e o outro é a mulher que lhe escreveu a carta. Ambos são enviados ao México para vender sapatos. Depois de um mês, Faraday escreve ao escritório e diz, “Ninguém por aqui usa sapatos. Eles usam sandálias. Estou voltando. Nenhum mercado.” E ela escreve: “Ei, mandem para cá todos os sapatos que puderem. Ninguém tem nenhum. Podemos vendê-los para todo mundo!”. O copo está meio cheio ou meio vazio? [...]
Robert W. Dilts: Isto é como a pessoa que inventou o automóvel. As pessoas diziam, “Bem, é uma curiosidade interessante, mas nunca substituirá o cavalo. Em primeiro lugar, se todo mundo fosse realmente ter alguma dessas coisas, você teria que ter toneladas dessa ‘gasolina’, e então você teria que ter postos de gasolina em todos os lugares porque o automóvel anda somente uma distância limitada com um tanque. E então você teria que ter quilômetros e quilômetros de estradas pavimentadas, para que essas coisas pudessem rodar nelas. Isso nunca acontecerá. O cavalo pode andar em quase todo tipo de superfície e come grama, que existe em qualquer lugar. É uma forma muito mais eficiente de transporte. Esqueçam o automóvel.”
Robert B. Dilts, Todd Epstein e Robert W. Dilts


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A meia-verdade

Relata-se o seguinte incidente envolvendo o profeta Maomé. O profeta e um dos seus companheiros entrou numa cidade para ensinar.
Logo um adepto dos seus ensinamentos aproximou-se e disse:
- "Meu senhor, não há nada exceto estupidez nesta cidade. Os habitantes são tão obstinados! Ninguém quer aprender nada. Tu não irás converter nenhum desses corações de pedra."
O profeta respondeu bondosamente:
- "Tu tens razão."
Logo depois, outro membro da comunidade abordou o profeta. Cheio de alegria, ele disse:
- "Mestre, tu estás numa cidade abençoada. O povo anseia receber o verdadeiro ensinamento, e as pessoas abrem seus corações à tua palavra."
Maomé sorriu bondosamente e novamente disse:
- "Tu tens razão."
- "Ó mestre", disse o companheiro de Maomé, "tu disseste ao primeiro homem que ele tinha razão, e ao segundo homem, que afirmou o contrário, tu disseste que ele também tinha razão. Pois negro não pode ser branco."
Maomé respondeu:
- "Cada um vê o mundo do jeito que espera que seja. Por que deveria eu refutar os dois homens? Um deles vê o mal, o outro, o bem. Tu dirias que um deles vê falsamente? Não são as pessoas aqui e em toda parte boas e más ao mesmo tempo? Nenhum dos dois disse algo equivocado, disseram apenas algo incompleto."
Do livro: O Mercador e o Papagaio
Nossrat Peseschkian - Ed. Papirus


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Escola de Anjos

Era uma vez, há muitos e muitos anos, uma escola de anjos. Conta-se que naquele tempo, antes de se tornarem anjos de verdade, os aprendizes de anjos passavam por um estágio. Durante um certo período, eles saiam em duplas para fazer o bem e no final de cada dia, apresentavam ao anjo mestre um relatório das boas ações praticadas. Aconteceu então, um dia, que dois anjos estagiários, depois de vagarem exaustivamente por todos os cantos, regressavam frustrados por não terem podido praticar nenhum tipo de salvamento sequer. Parece que naquele dia, o mal estava de folga. Enquanto voltavam tristes, os dois se depararam com dois lavradores que seguiam por uma trilha. Neste momento, um deles, dando um grito de alegria, disse para o outro:
- Tive uma idéia. Que tal darmos o poder a estes dois lavradores por quinze minutos para ver o que eles fariam?
O outro respondeu:
- Você ficou maluco? O anjo mestre não vai gostar nada disto!
Mas o primeiro retrucou:
- Que nada, acho que ele até vai gostar! Vamos fazer isto e depois contaremos para ele.
E assim o fizeram.
Tocaram suas mãos invisíveis na cabeça dos dois e se puseram a observá-los.
Poucos passos adiante eles se separaram e seguiram por caminhos diferentes.
Um deles, após alguns passos depois de terem se separado, viu um bando de pássaros voando em direção à sua lavoura, e passando a mão na testa suada disse:
- Por favor meus passarinhos, não comam toda a minha plantação! Eu preciso que esta lavoura cresça e produza, pois é daí que tiro o meu sustento.
Naquele momento, ele viu espantado a lavoura crescer e ficar prontinha para ser colhida em questão de segundos.
Assustado, ele esfregou os olhos e pensou: devo estar cansado e acelerou o passo.
Aconteceu que logo adiante ele caiu ao tropeçar em um pequeno porco que havia fugido do chiqueiro.
Mais uma vez, esfregando a testa ele disse: você fugiu de novo meu porquinho!
Mas, a culpa é minha, eu ainda vou construir um chiqueiro decente para você.
Mais uma vez espantado, ele viu o chiqueiro se transformar num local limpo e acolhedor, todo azulejado, com água corrente e o porquinho já instalado no seu compartimento.
Esfregou novamente os olhos e apressando ainda mais o passo disse mentalmente: estou muito cansado!
Neste momento ele chegou em casa e, ao abrir porta, a tranca que estava pendurada caiu sobre sua cabeça.
Ele então tirou o chapéu, e esfregando a cabeça disse: de novo, e o pior é que eu não aprendo. Também, não tem me sobrado tempo. Mas ainda hei de ter dinheiro para construir uma grande casa e dar um pouco mais de conforto para minha mulher. Naquele exato momento aconteceu o milagre.
Aquela humilde casinha foi se transformando numa verdadeira mansão diante dos seus olhos. Assustadíssimo, e sem nada entender, convicto de que era tudo decorrente do cansaço, ele se jogou numa enorme poltrona que estava na sua frente e, em segundos, estava dormindo profundamente.
Não houve tempo sequer para que ele tivesse algum sonho.
Minutos depois ele ouviu alguém pedir socorro: Compadre! Me ajude! Eu estou perdido!
Ainda atordoado, sem entender muito o que estava acontecendo, ele se levantou correndo.
Tinha na mente imagens muito fortes de algo que ele não entendia bem, mas parecia um sonho. Quando ele chegou na porta, encontrou o amigo em prantos.
Ele se lembrava que poucos minutos antes eles se despediram no caminho e estava tudo bem. Então perguntando o que havia se passado ele ouviu a seguinte estória:
- Compadre, nós nos despedimos no caminho e eu segui para minha casa, acontece que poucos passos adiante, eu vi um bando de pássaros voando e direção à minha lavoura.
Este fato me deixou revoltado e eu gritei: Vocês de novo, atacando a minha lavoura, tomara que seque tudo e vocês morram de fome! Naquele exato momento, eu vi a lavoura secar e todos os pássaros morrerem diante dos meus olhos! Pensei comigo, devo estar cansado, e apressei o passo.
Andei um pouco mais e cai depois de tropeçar no meu porco que havia fugido do chiqueiro.
Fiquei muito bravo e gritei mais uma vez: Você fugiu de novo? Por que não morre logo e pára de me dar trabalho? Compadre, não é que o porco morreu ali mesmo, na minha frente.
Acreditando estar vendo coisas, andei mais depressa, e ao entrar em casa, me caiu na cabeça a tranca da porta.
Naquele momento, como eu já estava mesmo era com raiva, gritei novamente:
- Esta casa... Caindo aos pedaços, por que não pega fogo logo e acaba com isto?...
Para surpresa minha, compadre, naquele exato momento a minha casa pegou fogo, e tudo foi tão rápido que eu nada pude fazer!
Mas, compadre... O que aconteceu com a sua casa? De onde veio esta mansão?
Depois de tudo observarem, os dois anjos foram, muito assustados, contar para o anjo mestre o que havia se passado.
Estavam muito apreensivos quanto ao tipo de reação que o anjo mestre teria.
Mas tiveram uma grande surpresa.
O anjo mestre ouviu com muita atenção o relato, parabenizou os dois pela idéia brilhante que haviam tido, e resolveu decretar que a partir daquele momento, todo ser humano teria 15 minutos de poder ao longo da vida.
Só que ninguém jamais saberia quando estes 15 minutos de poder estariam acontecendo.
Será que os 15 minutos próximos serão os seus?
Muito cuidado com tudo o que você diz, como age e aquilo que pensa!
Sua mente trabalhará para que tudo aconteça, seja bom ou ruim.
Enviada por: Edeli Arnaldi


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Locus de Controle

Locus de Controle e Saúde

Introdução.
Foi denominado por Rotter (1966) como locus de controle a percepção relativamente estável sobre a fonte de origem e controle das ocorrências que as pessoas vivenciam (de forma que esta percepção se dá por aprendizagem social), sendo que estas percepções podem variar desde internas, dependentes do próprio individuo, e até externas totalmente dependentes de fatores externos como outras pessoas, ambientes, entidades, etc.
Locus significa lugar em latim. Neste sentido, caso uma pessoa tenha um locus de controle predominantemente interno se sente mais no controle de sua própria vida e sucesso, exigindo mais de si mesmo e se concentrando no que pode fazer por conta própria para lidar com os problemas atuais enquanto uma pessoa com locus de controle predominantemente externo sente que fatores externos tem um controle maior na sua vida, exige mais dos outros, tem uma maior depedência emocional e funcional e são mais afetadas por críticas e elogios.
A externalidade ou internalidade do locus está intimamente associada a cultura social e familiar. Na cultura latino americana pessoas mais religiosas tendem a associar mais os acontecimentos a fatores externos como a vontade de Deus, destino e sorte. É possível ao mesmo tempo o locus de controle de uma pessoa ser interno a respeito de um tema e externo a respeito de outro.

Compreendendo Melhor o Locus de Controle
LOCUS DE CONTROLE EXTERNO: As pessoas que têm Locus Externo crêem que o reforço (RECOMPENSA A UMA CONDUTA DETERMINADA, CONSEQÜÊNCIA DE SEUS ATOS…) está controlado pela casualidade, pela fortuna; por sua vez, aquelas pessoas com Locus Interno crêem que o reforço está controlado por fatores internos como sua personalidade ou conduta.
As pessoas com Locus de Controle Externo ao crer que tudo o que lhes acontece é devido à casualidade e não por atuação deles, são mais propensas a depressões já que têm tendência a sentir-se impotentes ao crer que não podem controlar nada do que acontece seu redor.
É O CASO DO ESTUDANTE QUE, DEPOIS DE NÃO TER ESTUDADO SUFICIENTE, SUSPENDE E SE LAMENTA COM PENSAMENTOS DO TIPO: TOCARAM-ME JUSTO AS PERGUNTAS QUE NÃO SABIA, A PROFESSORA TEM ESSA MANIA…
LOCUS DE CONTROLE INTERNO: No entanto, no caso de pessoas Locus de Controle Interno, ao crer que um mesmo é o responsável das situações, apresentam uma maior tendência a procurar soluções aos inconvenientes que surjam por elas mesmas, sem procurar ajuda externa.
ASSIM, REMETENDO-NOS AO EXEMPLO ANTERIOR, UM ESTUDANTE NA MESMA SITUAÇÃO, MAS COM LOCUS DE CONTROLE INTERNO, DIRIA: NÃO ESTUDEI SUFICIENTE, A PRÓXIMA VEZ ESTUDAREI MAIS. OS USUÁRIOS INTERNOS SÃO MAIS RESISTENTES À INFLUÊNCIA DOS OUTROS, OS EXTERNOS, NO ENTANTO, SÃO MAIS SUSCEPTÍVEIS À INFLUÊNCIA DOS OUTROS.
Tendo isto em conta, as pessoas em vendas teriam que pontuar alto em Locus de Controle Interno, para que, ante a negativa de um cliente, sejam capazes de resolver o problema melhorando em sua tática ou em suas habilidades e não decair ou angustiar-se.
ISTO É, QUE PENSE QUE ELE É O RESPONSÁVEL DE SEUS SUCESSOS E DE SEUS FRACASSOS, SÃO FATORES EXTERNOS QUE ELE NÃO PODE CONTROLAR.
No panorama comercial, um vendedor com Locus de Controle Externo depois de cada NÃO na venda se justificaria argumentando que seu produto é ruim, ou caro, ou que o interlocutor era uma pessoa difícil… E um comercial com Locus de Controle Interno faria uma analise visual da interação e repassaria os detalhes, conversa…etc. para ver onde falhou.

Locus de Controle e Comportamentos de Saúde
Estudos desenvolvidos na dec. De 60 e 70.
As pessoas que se divergem em seu locus de controle (se externo ou interno) mostram muitas diferenças em seu comportamento desde diferenças quanto a prevenção de doenças, quanto a reação a problemas físicos e psicológicos.Em relação aos problemas psicológicos, as pessoas com locus interno em geral são mais satisfeitas com suas vidas, diferentemente das pessoas com locus externo.
É importante perceber que o locus de controle é apenas uma variável entre varias capazes de predizer o comportamento, de modo que as respostas dos sujeitos podem ser influenciadas por vieses situacionais, e por diferenças de sexo, raça, nível social-econômico ou ideológico.
O locus de controle interno está relacionado a padrões positivos de saúde, pois tais pessoas sendo internas vão se prevenir de uma doença, vão se tratar e dão atenção para ela, de modo que eles buscam informações sobre determinada doença e buscam os meios para curá-la, enfim eles acreditam que podem mudar um quadro e que eles são capazes e responsáveis por reverter este quadro. Portanto, “os internos parecem melhor preparados para sobreviver a suas experiências difíceis”.

A medida do Locus de Controle da Saúde
Foram criadas escalas especificas para medida de locus de controle as saúde, as quais podem ser unidimensionais ou multidimensionais.O desenvolvimento da escala multidimensional permite a verificação de três dimensões: interno, percepção que o sujeito controla e é responsável pela sua saúde; externo - outros, percepção de que os profissionais da saúde ou sua família detêm o controle da saúde do individuo; externo-acaso, percepção de que a saúde depende do acaso, sorte ou destino.
A escala MHLC original foi construída apartir da escala HLC, e esta mede as três dimensões: internalidade (IHLC), a externalidade outros poderosos (PHLC) e externalidade ao acaso (CIHLC), onde se tem 18 itens, sendo seis itens para cada dimensão.
Para responder a escala MHLC utiliza-se a forma de Likert com cinco níveis, aos quais são atribuídos aos seguintes valores: 1-discordo em parte; 2- discordo em parte; 3- indeciso; 4-concordo em parte; 5-concordo totalmente.
Para avaliar o locus, as respostas aos itens de cada sub-escala devem ser somados para se obter escores. Os maiores escores em cada sub-escala são interpretados como alta crença naquela fonte como controladora da saúde.


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Motivação

Avance Sempre (Motivação)

Autor desconhecido
Na vida as coisas, às vezes, andam muito devagar. Mas é importante não parar. Mesmo um pequeno avanço na direção certa já é um progresso, e qualquer um pode fazer um pequeno progresso.
Se você não conseguir fazer uma coisa grandiosa hoje, faça alguma coisa pequena.
Pequenos riachos acabam convertendo-se em grandes rios.
Continue andando e fazendo.
O que parecia fora de alcance esta manhã vai parecer um pouco mais próximo amanhã ao anoitecer se você continuar movendo-se para frente.
A cada momento intenso e apaixonado que você dedica a seu objetivo, um pouquinho mais você se aproxima dele.
Se você pára completamente é muito mais difícil começar tudo de novo.
Então continue andando e fazendo. Não desperdice a base que você já construiu. Existe alguma coisa que você pode fazer agora mesmo, hoje, neste exato instante.
Pode não ser muito mas vai mantê-lo no jogo.
Vá rápido quando puder. Vá devagar quando for obrigado.
Mas, seja, lá o que for, continue. O importante é não parar!!!

“De tropeços, vitórias e quedas se constrói a experiência. Para manter a lamparina acesa, precisamos continuar colocando óleo nela.”
(Madre Teresa)
“Ando devagar, mas nunca ando para trás.”
(Abraham Lincoln)


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O Mundo Vai se Acabar

Liana estava em seu quarto sozinha de madrugada, pensando nos seus problemas e inúmeras dúvidas, principalmente em relação ao futuro e ao seu próximo casamento com o namoradinho de infância.
De repente, ela viu surgir na sua frente uma linda mulher, envolta em um halo de luz dourada, como uma aparição angelical, que lhe disse: Liana, o mundo vai se acabar em 30 dias. Seja feliz! Você só tem 30 dias para isso. Adeus!
Dizendo isso a mulher dourada lhe entregou um papel onde estava escrito exatamente o que acabara de lhe dizer. E desapareceu. Liana ficou muito intrigada e adormeceu, mais confusa do que já estava.
Na manhã seguinte, ao acordar, Liana pensou haver sonhado um sonho estranho e não deu muita importância, até o momento em que encontrou um papel escrito em letras douradas, na sua escrivaninha, contendo as frases da aparição noturna. Então foi verdade! - pensou.
Contou para todas as pessoas. E ninguém acreditou nela.
Você deve ter sonhado com isso. E você mesma escreveu. O papel é igual ao do bloco que há em cima da sua escrivaninha. Imagine! O mundo se acabar em 30 dias! Essa é muito boa! - disse sua mãe.
As únicas pessoas que acreditaram nela foram suas amigas, desde os tempos de colégio, Terina e Elisia, também de 20 anos, como ela.
Fizeram, então, uma reunião para decidir o que fazer para serem felizes em 30 dias: - viajar, comprar roupas, objetos, carros; passear, divertir-se ao máximo em festas, boates, discotecas, teatros, cinemas; namorar, visitar amigos, parentes queridos, enfim, tudo que fosse possível para ser feliz.
Porém, como haveriam de fazer tudo isso, se não tinham dinheiro? Decidiram pedir emprestado aos pais, a amigos ou ao banco. Daí surgiu a questão sobre como pagar os empréstimos.
Se o mundo vai se acabar em 30 dias, não precisaremos pagar! - concluiu Liana.
E foi o que fizeram. Arrumaram empréstimos em bancos e com os pais e trataram de se divertir o quanto podiam. Para começar, Liana desmarcou o casamento, sobre o qual não estava muito certa, pelo menos naquele momento da sua vida. Queria conhecer outras pessoas, outros rapazes, viajar, enfim, aproveitar o que lhe restava de vida. E assim fez...
Na noite do 29º dia as amigas decidiram permanecer juntas, pois no dia seguinte o mundo acabaria.
O dia amanheceu e nada aconteceu. Muito surpresas, viram chegar a noite do 30º dia, sem novidade. Ocorreu-lhes, então, a idéia de que poderia ter havido um engano.
De fato, a frase do bilhete não era de que o mundo iria se acabar em 30 dias, como Liana havia lido, transtornada pela emoção do momento, mas sim, em 300 dias.
Ficaram muito felizes ao constatar que ainda tinham mais 270 dias para se divertirem.
Esperem! Acho que agora estamos com um problema! Já que o mundo não se acabou, teremos de pagar as contas! - disse Liana, assustada.
É mesmo! O que faremos agora! - responderam as outras duas.
Resolveram que cada uma deveria procurar trabalhar naquilo de que mais gostava de fazer e sabia fazer melhor.
Liana gostava de plantas. Terina tinha um talento bastante desenvolvido para vendas. Elisia gostava mesmo era de fazer doces.
Desenvolveram uma espécie de microempresa e, com muita dedicação, responsabilidade, confiança em si mesmas e na sua capacidade de trabalho, cada uma das três amigas, apenas dando vazão a seus respectivos talentos, conseguiu pagar, em poucos meses, todos os empréstimos que havia feito de terceiros.
Gostaram tanto dessa experiência que continuaram em atividade. Enquanto trabalhavam estavam se divertindo e seus negócios crescendo na mesma proporção de seu entusiasmo.
Até que, finalmente, chegou o 299º dia.
Elas até ficaram um pouco tristes, pois esses últimos dez meses haviam sido os melhores de suas vidas, tanto em diversões, descobertas de seu próprio potencial, encontros com suas capacidades, autoconfiança e muitos outros recursos que nem sequer imaginavam ter.
Reuniram-se novamente, como naquela noite do 29º dia, e aguardaram a chegada do fim do mundo. Conversaram muito. Fizeram um balanço e concluíram o quanto tinha sido proveitoso acreditarem em si mesmas. Agradeceram a Deus a oportunidade que tiveram de desenvolver todas suas potencialidades e talentos, os quais elas nem mesmo conheciam. Quando o mundo se acabasse, afinal elas podiam dizer que foram felizes e que viver, realmente, tinha valido a pena.
E, NO 300º DIA...
O mundo não se acabou!!!

Isto é apenas uma história, porém capaz de lembrar que, quando alguém se dispõe a assumir a responsabilidade pela própria qualidade de vida, tem a chance de se deparar com capacidades suas, até então desconhecidas.
E para que haja alguma mudança na vida basta que se faça algo novo. Continuar com os mesmos comportamentos, só trará os mesmos resultados de sempre.

E você, o que faria se tivesse apenas 30 dias para ser feliz? E se fosse 300?

Maria Madalena O. Junqueira Leite


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O ESPETÁCULO DA VIDA

Desejo que você
Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la.
Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes.
Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo.
Só é digno da sabedoria quem usa as lágrimas para irrigá-la.

Os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência.
Seja um sonhador, mas una seus sonhos com disciplina,
Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas.
Seja um debatedor de idéias. Lute pelo que você ama.

Que você seja um grande empreendedor. Quando empreender, não tenha medo de falhar. Quando falhar, não tenha receio de chorar. Quando chorar, repense a sua vida, mas não recue. Dê sempre uma nova chance para si mesmo.

Encontre um oásis em seu deserto. Os perdedores vêem os raios. Os vencedores vêem a chuva e a oportunidade de cultivar. Os perdedores paralisam-se diante das perdas e dos fracassos. Os vencedores começam tudo de novo.

Saiba que o maior carrasco do ser humano é ele mesmo. Não seja escravo dos seus pensamentos negativos. Liberte-se da pior prisão do mundo: o cárcere da emoção. O destino raramente é inevitável, mas sim uma escolha. Escolha ser um ser humano consciente, livre e inteligente.

Sua vida é mais importante do que todo o ouro do mundo. Mais bela que as estrelas: obra-prima do Autor da vida. Apesar dos seus defeitos, você não é um número na multidão. Ninguém é igual a você no palco da vida. Você é um ser humano insubstituível.

Jamais desista das pessoas que ama. Jamais desista de ser feliz. Lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida. Pois a vida é um espetáculo imperdível.
Augusto Cury


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Metáfora para a cura acelerada

Uma vez, eu fiz uma viagem num grande navio de São Francisco para o Japão, via Honolulu no Havaí. Três dias depois da partida, em pleno oceano, o barco se deparou com uma tempestade que logo se transformou num tremendo tufão. O capitão, a princípio, pensou que ele podia enfrentar a tempestade, mas logo descobriu que o melhor que podia fazer era tentar escapar dela. Quando ele tentou desviar o navio da tempestade, o navio foi atingido por uma parede de água que quase o fez virar. A parte de trás do navio foi erguida para fora da água e desceu com tanta força que entortou o eixo de aço inoxidável da hélice. A sacudida na carga provocou um furo na lateral do navio, num dos porões de carga, inundando o compartimento e enfraquecendo o casco em diversos lugares. O Capitão que pensava rápido, imediatamente convocou uma reunião de todos os chefes das equipes (inclusive, mas não limitado ao Chefe Engenheiro, Chefe Encanador e das Caldeiras, Chefe de Manutenção, Chefe da Limpeza, Chefe da Nutrição e Saúde, bem como do seu Navegador e o responsável pelo Radar). Ele falou a todos sobre o perigo imediato que o navio corria e sobre a força da tempestade. Então, ele deu as seguintes instruções:
"Chefe Engenheiro, faça a sua equipe parar o motor #1 ou todo o navio vai vibrar. Verifique e aperte todos os mancais, verifique e lubrifique todos as instalações de óleo, e tenha certeza de que todas as partes móveis sejam mantidas lubrificadas durante a tempestade. Aperte todas as conexões, e fique atento para as tensões, superaquecimentos e defeitos. Estabeleça vigias 24 horas por dia em todos os sistemas."
"Chefe Encanador e das Caldeiras, faça a sua equipe verificar todas as válvulas, apertar todas as conexões, trocar qualquer cano rachado ou frouxo, e estabelecer um turno de 24 horas para vigiar todas os indicadores de pressão e válvulas. Mantenha todas as pressões dentro dos limites indicados."
"Chefe de Manutenção, estabeleça uma equipe especial para reparos. Vá até o compartimento invadido e com um equipamento de mergulho solde o buraco no casco. Use qualquer material ou equipamento que você necessitar da sala de suprimentos para reforçar a estrutura e tornar o navio seguro de novo. Depois bombeie toda a água do compartimento inundado. Designe equipes de prontidão para ter certeza de que estes reparos sejam mantidos durante a tempestade."
"Chefe da Limpeza, envie uma equipe para o porão atingido tão logo ele esteja seguro e ponha em ordem os entulhos. Limpe com muita água e deixe tudo seco. Acelere a limpeza normal de todos os compartimentos, esvaziando, diversas vezes ao dia, os contêineres de lixo dos passageiros. Tenha certeza de que nada é deixado no navio que possa contaminar ou fazer os passageiros ficarem doentes."
"Chefe da Nutrição e Saúde, mude a dieta, tanto da tripulação como dos passageiros, para uma que seja mais condizente com a energia necessária para manter a saúde durante o restante da tempestade. Nós não podemos deixar os passageiros ficarem doentes e, evidente, a tripulação deve ser mantida com boa saúde."
Chefe de Navegação, assinale um novo curso que irá nos afastar dessa tempestade tão rápido quanto possível com os menores danos possíveis."
"Chefe do Radar, faça uma varredura no oceano e na linha costeira a procura de rochas, outros navios ou qualquer outra coisa que possa se intrometer no caminho do navio e retardar a sua chegada a um porto seguro."
Como resultado da decisão rápida do Capitão e das ações que foram tomadas pelos chefes das equipes, o navio foi capaz de se afastar rapidamente da tempestade, fazer os reparos finais no porto de Honolulu e continuar a sua jornada para o Japão. Todos os passageiros estavam seguros e foram capazes não apenas sobreviver a essa aventura, mas também se divertiram bastante no restante da viagem.


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O Aprendizado - Um dia você aprende

William Shakespeare
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa - por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a ultima vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Texto O Aprendizado - Um dia você aprende de William Shakespeare.


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Mudanças

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Necessidade de Agradar

Aprendendo a dizer não

Quando Angela tinha apenas dois ou três anos, seus pais a ensinaram a nunca dizer NÃO. Ela devia concordar com tudo o que eles falassem, pois, do contrário, era uma palmada e cama.
Assim, Angela tornou-se uma criança dócil, obediente, que nunca se zangava. Repartia suas coisas com os outros, era responsável, não brigava, obedecia a todas as regras, e para ela os pais estavam sempre certos.
A maioria dos professores valorizava muito essas qualidades, porém os mais sensíveis se perguntavam como Angela se sentia por dentro.
Ângela cresceu cercada de amigos que gostavam dela por causa de sua meiguice e de sua extrema prestatividade: mesmo que tivesse algum problema, ela nunca se recusava a ajudar os outros.
Aos trinta e três anos, Angela estava casada com um advogado e vivia com sua família numa casa confortável. Tinha dois lindos filhos e, quando alguém lhe perguntava como se sentia, ela sempre respondia: "Está tudo bem."
Mas, numa noite de inverno, perto do Natal, Angela não conseguiu pegar no sono, a cabeça tomada por terríveis pensamentos. De repente, sem saber o motivo, ela se surpreendeu desejando com tal intensidade que sua vida acabasse, que chegou a pedir a Deus que a levasse.
Então ela ouviu, vinda do fundo do seu coração, uma voz serena que, baixinho, disse apenas uma palavra: NÃO.
Naquele momento, Angela soube exatamente o que devia fazer. E eis o que ela passou a dizer àqueles a quem mais amava:
Não, não quero.
Não, não concordo.
Não, faça você.
Não, isso não serve pra mim.
Não, eu quero outra coisa.
Não, isso doeu muito.
Não, estou cansada.
Não, estou ocupada.
Não, prefiro outra coisa.
Sua família sofreu um impacto, seus amigos reagiram com surpresa. Ângela era outra pessoa, notava-se isso nos seus olhos, na sua postura, na forma serena mas afirmativa com que passou a expressar o seu desejo.
Levou tempo para que Angela incorporasse o direito de dizer NÃO à sua vida. Mas a mudança que se operou nela contagiou sua família e seus amigos. O marido, a princípio chocado, foi descobrindo na sua mulher uma pessoa interessante, original, e não uma mera extensão dele mesmo. Os filhos passaram a aprender com a mãe o direito do próprio desejo. E os amigos que de fato amavam Angela, embora muitas vezes desconcertados, se alegraram com a transformação.
À medida que Angela foi se tornando mais capaz de dizer NÃO, as mudanças se ampliaram. Agora ela tem muito mais consciência de si mesma, dos seus sentimentos, talentos, necessidades e objetivos. Trabalha, administra seu próprio dinheiro, e nas eleições escolhe seus candidatos.
Muitas vezes ela fala com seus filhos: "Cada pessoa é diferente das outras e é bom a gente descobrir como cada um é. O importante é dizer o que você quer e ouvir o desejo do outro, dizer a sua opinião e ouvir o que o outro acha. Só assim podemos aprender e crescer. Só assim podemos ser felizes."
Barbara K. Bassett
Do livro: Histórias para aquecer o coração 2
Jack Canfield e Mark Victor Hansen - Editora Sextante


A Necessidade de agradar

Anna Fonseca
Na psicologia comportamental existe um conceito chamado Reforço Positivo, que implica nos ganhos que os indivíduos têm a partir de determinados comportamentos emitidos. Entende-se que para cada comportamento emitido há um reforço ou punição (isso, a grosso modo, não pretendo me alongar sobre isso aqui). Isso posto, colocamos as seguintes questões:

Por que algumas pessoas sentem-se na obrigação de agradar?
E por que nos importamos com o que elas pensam de nós?
Essa necessidade absurda de aceitação faz de nós verdadeiras marionetes nas garras da sociedade, isso sem contar que é humanamente impossível agradar todo mundo.
Antes de tentar agradar as pessoas devemos pensar em nós mesmos, e nas nossas reais necessidades de afeto.

Será que precisamos sempre da aprovação da sociedade?
Será que as pessoas estão se importando tanto assim com a nossa conduta?
Será que ao tentar agradar alguém não estamos ferindo outras pessoas que merecem muito mais o nosso afeto (como nós mesmos, por exemplo)?
Será que temos que ser sempre bons, lindos, perfeitos, e fazer tudo como manda o figurino?
Será que não temos o direito de errar sem culpa?
Será que não estamos entrando numa paranóia sem fim ao tentar agradar todo mundo?
Será que isso não é uma manifestação do nosso orgulho?

Podemos levantar outros tantos questionamentos a respeito deste tema, mas isso iria alongar demais o assunto e as questões acima já são suficientes para nossa presente reflexão.
Emitimos comportamentos para obtermos ganhos, como a aceitação. Aceitação implica em pertencer a algo, ter um grupo, etc. Daí os indivíduos emitem comportamentos variados para ganhar aceitação. No entanto, ainda segundo Skinner, os comportamentos emitidos podem gerar perdas.

E o que se perde com a necessidade de agradar? Muitas vezes, perde-se a individualidade. A personalidade fica encoberta por um manto de ações que podem trazer ganhos ou perdas significativas. Se as perdas forem maiores que os ganhos, tente emitir outros comportamentos que favoreçam a você mesmo!




Reflita:

Por que preciso agradar?
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O que ganho agradando as pessoas?
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O que perco?
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Aprenda a dizer não

Ter firmeza de atitude e saber negar é uma arte que pode transformar sua vida. Descubra por que é legal não ser legal o tempo inteiro
Liane Alves

Fuinha era um moço bonzinho – os nomes dos boas-praças quase sempre passam para o diminutivo. Ele poderia ser descrito como um amor de pessoa. Dava carona para quem precisasse, agüentava as brincadeiras dos jornalistas veteranos, aceitava fazer as piores matérias sem reclamar e envergonhava-se calado diante da gozação geral em cima do seu apelido. Um dia, Fuinha foi tomado por um acesso de raiva em plena redação. Roxo como uma beterraba, meteu o pé na mesa do redator-chefe e começou a gritar com todo mundo: “Não quero que me chamem mais de Fuinha! Eu tenho nome e sobrenome. Não sou uma coisa que pode ser chutada de lá para cá. Chega, cheeeega!” Enquanto esbravejava, arremessava no chão revistas e jornais que estavam em cima das mesas. Um espetáculo. Todo mundo o olhava de boca aberta como um maluco em potencial. Menos eu. Já tinha tido reação semelhante em um hospital público depois de ir quatro vezes lá para marcar um exame. Era a fúria diante do desrespeito contínuo. E também pela própria incapacidade de recusar uma situação espinhosa desde o princípio e de ter dito não no momento justo e preciso.
É bem provável que você já tenha visto o Fuinha na televisão. Mas hoje ele só atende por seu extenso nome completo e é um dos melhores repórteres da TV – poucas pessoas sabem que ele já teve um apelido tão bobo. O que essa história mostra é que todo bonzinho tem seu dia de basta. Seu dia de não, não quero, não, não gosto, não, não suporto mais ser “legal”. Mas o ideal é que a situação não chegue a esse ponto crítico e que, pouco a pouco, o ato de se negar tome seu lugar necessário na vida. Só resta saber como. O medo da rejeição é crucial na vida e está sempre a nos rondar, como um fantasma.
Todo mundo tem medo de dizer não. Mas algumas pessoas têm mais medo que as outras. Principalmente as que apostam as fichas num mundo mais gentil, em formas mais conciliadoras e pacíficas no caso de disputas. Para essas pessoas, o não parece conter uma agressividade intolerável, uma palavra que aponta para um caminho sem volta em direção ao confronto. No geral, elas têm pouca habilidade para respostas rápidas ou facilidade em sustentar posições contra o fogo cerrado de um inimigo mais dinâmico. Então, para elas fica mais fácil morrer por dentro e dizer sim.
Mas por que será que temos tanto medo do conflito que pode ser causado pelo não? A psicóloga paulista Corinna Shabbel fez mestrado e doutorado para responder a essa pergunta. Sua especialidade é ser mediadora de conflitos diante da diferença de opiniões. No fundo, seu trabalho é administrar com razoável sucesso o não de cada um. Dá cursos e palestras sobre o assunto e instrumentaliza pessoas físicas e funcionários de empresas para enfrentar e superar suas dificuldades.
E a primeira declaração de Corinna é preciosa: quase todas as pessoas que estão prestes a dizer não fantasiam uma série de reações negativas por parte do outro. Isto é, a pessoa teme que ele fique bravo, agressivo ou, então, magoado, triste e ofendido. “Esse olhar negativo sobre as conseqüências do não tira a força e o peso da recusa. Esses fantasmas geralmente não passam da mais pura imaginação. Se a gente diz um não limpo, coerente com nossos sentimentos, e o dizemos com clareza, é bem provável que o outro acate sem conflitos ou ofensas”, diz. A psicóloga aconselha, portanto, a refletir bastante sobre nossos fantasmas e fantasias, conhecê-los de perto e tentar identificar quando eles estão se aproximando para turvar a realidade.
Pois o medo da rejeição é crucial e está sempre a nos rondar, como um fantasma. Claro, imaginamos perder o outro por causa de uma negação. “Isso acontece porque não conseguimos fazer as pazes com o não, fortalecê-lo, saber que ele é necessário na vida e que sem ele não se pode viver. Para nós, ele não é natural – por isso o medo superdimensionado do efeito que ele pode causar no outro”, diz Corinna Shabbel.
O fantasma da gerente administrativa Irene Matsunaga era o peso ancestral de toda uma cultura, a japonesa, que dá especial ênfase ao obedecer sem questionar. “Meus pais sempre me ensinaram a dizer sim. Como um cachorrinho, ganhava uma prêmio toda vez que acontecia isso: um passeio, um docinho, um agrado.” Irene era cada vez mais amada e aprovada em face de sua aceitação e submissão. “Quando comecei a trabalhar, vi que tinha medo de perder a aprovação dos outros diante do meu não. E no ambiente profissional você precisa se impor, dar limites. A educação que tive ainda me acompanha, mas fui aprendendo que nem sempre a negação inclui uma total desaprovação por parte do outro, um rompimento.” Viu que as pessoas podem não gostar muito de ouvir uma negação, mas que depois aceitam – e tudo bem. Principalmente, é claro, se ela tiver razão.


Negação de Ajuda

A enchente

Em um ano de muitas tempestades, o nível do rio de uma pequena cidade subiu tanto que a água chegou a cobrir diversas casas. Nesse cenário, os bombeiros iam, de lancha, retirando pessoas das casas alagadas.
Um rapaz estava em cima do telhado de uma das casas, observando a água subir cada vez mais. Ao ver a situação em que ele se encontrava, os bombeiros se aproximaram com a lancha e pediram-lhe que saltasse:
- Venha, rapaz, entre na lancha! A sua casa em breve vai ser levada pela correnteza! Venha logo!
E o rapaz, que estava ajoelhado, orando, disse:
- Não, eu não vou. O Senhor vai me salvar... estou orando para isso!
Como havia muitas pessoas em perigo, os bombeiros foram resgatar outras vítimas. Então, um helicóptero, também do corpo de bombeiros, avistou o mesmo rapaz orando no telhado. Vendo que ele corria perigo, a equipe de resgate jogou a escada para que ele subisse e se livrasse do perigo. Mas, mais uma vez, o rapaz gritou:
- Não, eu não vou. O Senhor já vai me salvar...
Diante dessa resposta, esses bombeiros também foram resgatar outras vítimas, já que o rapaz continuava resistindo à ajuda.
De repente, a enxurrada levou a casa e, junto, o rapaz que se encontrava no telhado; ele morreu.
No céu, vendo que estava morto, o rapaz pediu para falar com Deus.
Levado à presença do Senhor, o rapaz perguntou-lhe, irritado:
- Senhor, me disseste que se eu tivesse uma fé do tamanho de um grão de mostarda eu poderia mover uma montanha... Minha fé era muito maior do que isso, Senhor, e me deixaste morrer! Mentiste para mim, Senhor!
E Deus lhe respondeu:
- Meu filho, eu é que estou aborrecido com você. Como é que pode?! Eu fiz a minha parte: mandei uma lancha, mandei até um helicóptero, mas você não fez a sua parte! Deveria ter aceitado a ajuda de um dos dois! Afinal, você queria o quê? Que eu tivesse descido lá pessoalmente para te salvar?


Autor desconhecido
Do livro: Valores Humanos – a revolução necessária
Izabel Ribeiro


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As longas colheres

Uma vez, num reino não muito distante daqui, havia um rei que era famoso tanto por sua majestade como por sua fantasia meio excêntrica.
Um dia ele mandou anunciar por toda parte que daria a maior e mais bela festa de seu reino. Toda a corte e todos os amigos do rei foram convidados.
Os convidados, vestidos nos mais ricos trajes, chegaram ao palácio, que resplandecia com todas as suas luzes.
As apresentações transcorreram segundo o protocolo, e os espetáculos começaram: dançarinos de todos os países se sucediam a estranhos jogos e aos divertimentos mais refinados.
Tudo, até o mínimo detalhe, era só esplendor. E todos os convidados admiravam fascinados e proclamavam a magnificência do rei.
Entretanto, apesar de primorosa organização da festa, os convidados começaram a perceber que a arte da mesa não estava representada em parte alguma.
Não se podia encontrar nada para acalmar a fome que todos sentiam mais duramente à medida que as horas passavam.
Essa falta logo se tornou incontrolável.
Jamais naquele palácio nem em todo o país aquilo havia acontecido.
A festa não parava de esforçar-se para atingir o auge, oferecendo ao público uma profusão de músicos maravilhosos e excelentes dançarinos.
Pouco a pouco o mal-estar dos espectadores se transformou numa surda mas visível contrariedade.
Ninguém no entanto ousava elevar a voz diante de um rei tão notável.
Os cantos continuaram por horas e horas. Depois foram distribuídos presentes, mas nenhum deles era comestível.
Finalmente, quando a situação se tornou insustentável, e a fome intolerável, o rei convidou seus hóspedes a passarem para a uma sala especial, onde uma refeição os aguardava.
Ninguém se fez esperar. Todos, como um conjunto harmonioso, correram em direção ao delicioso aroma de uma sopa que estava num enorme caldeirão no centro da mesa.
Os convidados quiseram servir-se, mas grande foi sua surpresa ao descobrirem, no caldeirão, enormes colheres de metal, com mais de um metro de comprimento. E nenhum prato, nenhuma tigela, nenhuma colher de formato mais acessível.
Houve tentativas, mas só provocaram gritos de dor e decepção. Os cabos desmesurados não permitiam que o braço levasse à boca a beberagem suculenta, porque não se podiam segurar as escaldantes colheres a não ser por uma pequena haste de madeira em suas extremidades.
Desesperados, todos tentavam comer, sem resultado. Até que um dos convidados, mais esperto ou mais esfaimado, encontrou a solução: sempre segurando a colher pela haste situada em sua extremidade, lavou-a à...boca de seu vizinho, que pôde comer à vontade.
Todos o imitaram e se saciaram, compreendendo enfim que a única forma de alimentar-se, naquele palácio magnífico, era um servindo o outro.

Do livro: Histórias da Tradição Sufi - Editora Dervish


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Orientação de Pais - Assertividade

ASSERTIVIDADE: O QUE É, POR QUE É ÚTIL E COMO SE APRENDE ?

Comportamento Assertivo

O comportamento assertivo pode ser definido como aquele que envolve a expressão direta, pela pessoa, das suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões sem que, ao fazê-lo, ela experiencia ansiedade indevida ou excessiva, e sem ser hostil para o interlocutor. É, por outras palavras, aquele comportamento que permite defender os próprios direitos sem violar os direitos dos outros.

"Veja Mensagem Completa no link abaixo"

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ACALME-SE

Aceite a sua Ansiedade: o mais importante para lidar com a ansiedade é aceitá-la ACEITAR NÃO É ACOMODAR, DESISTIR OU NÃO FAZER NADA.
Permaneça no presente, isto porque pessoas ansiosas vivem no futuro e perdem o presente. Elas vivem no “E SE ISTO VIER OCORRER?”, “E SE EU NÃO CONSEGUIR?” E SE NÃO DER TEMPO? ”ACEITE AS SENSAÇÕES DO SEU CORPO. Não lute contra elas, Lembre-se está tudo NORMAL com o seu corpo. É a ANSIEDADE QUE PRODUZ TAIS SINTOMAS FÍSICOS. Pense nisso!
Diga para a sua Ansiedade: “Se você quiser ficar por aqui um tempo, então pode ficar, mas eu vou seguir minhas atividades agora! Aceitar sua Ansiedade faz com que ela desapareça. Lutar contra ela para evitá-la, faz com que ela aumente.
Contemple as coisas a sua Volta: Depois dessa conversa com você evite ficar olhando para dentro de você se concentrando no que sente. Confie que seu organismo irá cuidar de tudo muito bem. Olhe para fora de Si Mesmo. Descreva para Si o que você vê ao seu redor.
Aja com sua Ansiedade: Continue agindo como se não estivesse ansioso. Continue fazendo suas coisas, suas atividades, mas um pouquinho mais devagar. Não pare o que está fazendo, apenas diminua o ritmo.
Libere o Ar de Seus Pulmões: RESPIRE DEVAGAR, CALMAMENTE, puxando o Ar pelo nariz e Soltando devagarzinho pela boca. Ao puxar o ar conte até 3 e ao soltar até 6 bem devagar.
Mantenha os Passos Anteriores: repita tudo o que você já fez: aceitar a Ansiedade; Contemplar o que está a sua volta, e Respire Calmamente.
Examine Agora Seus Pensamentos: Examine o que você está pensando e diga para você mesmo e REFLITA RACIONALMENTE para ver se é verdade mesmo o que você pensa. Você tem provas sobre o que você pensa é verdade? Pode entender o que ocorre de outro jeito? Lembre-se: Você está Ansioso. Isto é chato, mas é diferente de ser PERIGOSO! Você pode estar pensando que está perigoso, mas você tem provas reais disso?
Sorria, Você Conseguiu! Você conseguiu se acalmar e superar esse momento chato e que deu medo. Você está aprendendo a lidar com sensações ruins.
Às Vezes acontecem certas coisas com a gente: coração acelerado, sudorese, tonteira, o que aumenta a ansiedade e gera Muito Medo.
Tudo imaginação ansiosa, não há inimigo de verdade, lembre-se disso!
Espere o Melhor: Lembre-se que a ansiedade é uma resposta normal diante de algo que ameaça (real ou imaginariamente). Não se preocupe, ela pode voltar, mas você estará preparado para lidar com ela!

Autor Desconhecido.

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Orientação de Pais - Bloqueio Emocional - Introspecção

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Orientação de Pais - Ciúmes entre irmãos

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Orientação de Pais - Comparação

"Comparação"

Comparação
Certo dia, um samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior. Ele então disse ao mestre:
"Por que estou me sentindo inferior? Apenas um momento atrás tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Por que estou me sentindo assustado agora?"
O mestre falou:
"Espere. Quando todos tiverem partido responderei."
Durante todo o dia pessoas chegavam para ver o mestre, e o samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o samurai perguntou novamente:
"Agora você pode me responder porque me sinto inferior?"
O mestre o levou para fora. Era uma noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse:
Olhe para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior: \\\'Por que me sinto inferior diante de você? “Esta árvore é pequena e aquela é grande, este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso."
O samurai então argumentou:
"Isto se dá porque elas não podem se comparar".
E o mestre replicou:
"Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta. Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem. Você é o que é, simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore não importa. Você é você mesmo. Uma folhinha de relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer. Simplesmente olhe à sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade orgânica: ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. Na Natureza, tamanho não é diferença. Tudo é expressão igual de vida."
Do livro: As 100 mais belas parábolas de todos os tempos



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Orientação de Pais - Comunicação Positiva

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Orientação de Pais - Disciplina e Limites

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Orientação de Pais - Flexibilidade

Qualidade Tempo

Veja no anexo abaixo

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Orientação de Pais - Limites

Vendo com outros olhos

Vendo com outros olhos
Um dia um pai de família rica levou seu filho para viajar ao interior com o firme propósito de mostrar quanto as pessoas podem ser pobres.
Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre.
Quando retornaram da viagem o pai perguntou ao filho:
- Como foi a viagem?
- Muito boa, papai!
- Você viu como as pessoas podem ser? - o pai perguntou.
- Sim.
- E o que você aprendeu? - o pai perguntou.
O filho respondeu:
- Eu vi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz, eles têm as estrelas e a lua. Nosso quintal vai até o portão de entrada, eles têm uma floresta inteira.
Quando o pequeno garoto acabou de responder, seu pai ficou estupefato.
O filho acrescentou:
- Obrigado pai, por me mostrar o quanto "pobres" nós somos!
MORAL DA HISTÓRIA
Tudo o que você tem depende da maneira como você olha para as coisas.
Se você tem amor, amigos, família, saúde, bom humor e atitudes positivas para com a vida, você tem tudo! Se você é "pobre de espírito", você não tem nada!
Autor desconhecido


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Por favor

Por favor, por favor
Alicia Aspinwall
Havia uma vez uma pequena expressão chamada "Por Favor" que morava na boca de um garotinho. Os Por Favor moram na boca de todo mundo, ainda que as pessoas se esqueçam com freqüência que eles estão ali.
Mas para ficarem forte e felizes, todos os Por Favor devem ser tirados das bocas de vez em quando, para tomar um pouco de ar. Sabe, eles são como peixinhos de aquário, que sobem à tona para respirar.
O Por Favor do qual irei falar morava na boca de um menino chamado Duda. Só uma vez, em muito tempo, o tal Por Favor teve oportunidade de sair; pois Duda, lamento dizer; era um menininho muito malcriado; que quase nunca se lembrava de dizer "Por Favor".
- Dê-me um pedaço de pão! Quero água! Dê-me aquele livro! - era deste jeito que ele pedia as coisas. Seus pais ficavam muito tristes com isso. Já o coitado do Por Favor ficava na ponta da língua do menino, aguardando uma oportunidade para sair. Estava cada dia mais fraco.
Duda tinha um irmão mais velho, chamado João. Tinha quase dez anos; e era tão educado quanto Duda era malcriado. Por isso, o seu Por Favor recebia muito ar e era forte e bem-disposto.
Um dia, no café da manhã, o Por Favor de Duda sentiu que precisava tomar ar, mesmo que para isso tivesse de fugir. Foi o que fez - fugiu da boca de Duda, e inspirou longamente. Depois, arrastou-se pela mesa e pulou para a boca de João.
O Por Favor que morava lá ficou muito zangado.
- Saia! - ele gritou. - Aqui não é o seu lugar! Esta boca é minha!
- Eu sei - respondeu o Por Favor de Duda. - Eu moro na boca do irmão do seu senhor. Mas, meu Deus! Não sou feliz lá. Eu nunca sou usado. Nunca recebo ar puro! Pensei que você me deixaria ficar aqui por um dia ou dois, até eu me sentir mais forte.
- Mas é lógico - disse gentilmente o outro Por Favor. - Eu compreendo. Fique; quando o meu senhor me utilizar, sairemos juntos. Ele é bom, e eu tenho certeza de que não se importará em dizer "por favor" duas vezes. Fique o tempo que desejar.
Ao meio-dia, no almoço, João quis um pouco de manteiga e falou assim:
- Papai, pode me passar a manteiga, por favor - por favor? - Pois não -, disse o pai.
- Mas por que tanta polidez?
João não respondeu. Voltou-se para a mãe, e disse:
- Mamãe, dê-me um bolinho, por favor - por favor?
A mãe sorriu.
- Vou lhe dar o bolinho, querido; mas porque você diz "por favor" duas vezes?
- Eu não sei -, respondeu João. - As palavras apenas saem.
Tita, por favor - por favor, me dê um pouco d'água!
Nesse momento, João ficou um pouco assustado.
- Tudo bem -, disse o pai. - Não há problema nenhum. Mas não se deve dizer tanto "por favor" neste mundo.
Enquanto isso, o pequeno Duda continuara gritando daquele seu jeito mal-educado:
- Quero um ovo! Quero um pouco de leite! Me dá uma colher! - Mas, então, ele parou e escutou o irmão. Achou que seria engraçado falar como João; por isso, começou:
- Mamãe, dê-me um bolinho, m-m-m?
Ele estava tentando dizer "por favor" - mas como?
Ele não sabia que o seu pequenino Por Favor estava sentado na boca de João.
Tentou outra vez, pedindo a manteiga:
- Manteiga, passe a manteiga, m-m-m?
E só conseguiu dizer isto.
A coisa continuou o dia inteiro, e todos ficaram imaginando o que havia de errado com os dois meninos. Quando anoiteceu, ambos estavam muito cansados, e Duda estava tão aborrecido que a mãe os mandou mais cedo para cama.
Mas na manhã seguinte, logo que se sentaram para o café, o Por Favor de Duda correu de volta para casa. Ele tinha tomado tanto ar puro no dia anterior que estava se sentindo bastante forte e feliz.
E, no momento seguinte, ele foi outra vez arejado quando Duda falou:
- Papai, por favor, corte a minha laranja! Meu Deus! A expressão saiu fácil, fácil! Soava tão bem como quando João a pronunciava - e João estava falando somente um "por favor" naquela manhã.
E daquele dia em diante, o pequeno Duda tornou-se tão educado quanto o irmão.
Extraído do "Livro das Virtudes para Crianças" - de William J. Bennett



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Dicas para Pais

Veja as dicas no anexo abaixo.

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10 regras de ouro

Se pudesse estabelecer um ranking de meu método para cuidar de crianças, estas seriam minhas dez regras de ouro, baseadas em observação, não em teoria. Elas se aplicam a quase todas as situações.

1. ELOGIOS E PRÊMIOS
As melhores recompensas são atenção, elogios e amor. Doces, mimos e brinquedos não são necessárias como recompensas. Um quadro de estrelinhas ou um passeio especial podem fortalecer um padrão de bom comportamento.

2. CONSISTÊNCIA
Depois de estabelecer uma regra, não abra mão dela em troca de sossego ou porque se sente constrangido. Assegure-se de que todos - e isso inclui seu parceiro e babá - sigam as mesmas regras. Afinal, regra é regra.

3. ROTINA
Mantenha sua casa razoavelmente em ordem e siga uma rotina. Ter horários para acordar, fazer as refeições, tomar banho e ir para a cama são os alicerces da vida em família. Uma vez estabelecida à rotina, você pode ser um pouco flexível, nas férias, por exemplo. Embora seja um esquema, a rotina não precisa ser rígida.

4. LIMITES
Crianças precisam saber quais são os limites de seu comportamento, ou seja, o que é aceitável ou não. É fundamental definir regras e dizer às crianças o que se espera delas.

5. DISCIPLINA
Você apenas conseguirá manter os limites através da disciplina. Isso significa ter que manter um controle firme e justo. Muitas vezes, basta falar com autoridade e dar um aviso para dar o recado. Se isso não funcionar, há outras técnicas a serem usadas e nenhuma delas envolve punição.

6. AVISOS
Há dois tipos de avisos. Um diz à criança o que ela deve fazer – por exemplo, quando você avisa que está na hora do banho ou que está arrumando a mesa para o almoço. O outro é uma advertência quando a um mau comportamento, e oferece a ela uma chance de se corrigir sem precisar de outra ação disciplinar.

7. EXPLICAÇÕES
Uma criança pequena não consegue entender como deve se comportar a menos que você lhe diga como. Mostre e diga o que espera dela. Não argumente nem dê explicações complicadas – atenha-se apenas ao óbvio. Ao disciplinar uma criança, explique o motivo da maneira mais adequada para sua idade. Pergunte se ela entendeu porque foi repreendida para certificar-se de que a mensagem foi captada com êxito.

8. AUTOCONTROLE
Mantenha a calma. Você é o pai ou a mãe e está no comando. Não reaja a um ataque de raiva infantil com uma atitude irada nem responda a um grito com outro mais alto ainda. Você é o adulto. Não deixe que as crianças o enrolem.

9. RESPONSABILIDADE
O objetivo da infância é o crescimento. Atribua às crianças pequenas tarefas que lhe permitam fortalecer sua autoconfiança e aprender habilidades necessárias na vida e na sociedade. Envolva seus filhos na vida familiar, mas alimente expectativas razoáveis. Não os coloque em situações envolvendo o risco de fracasso.

10. RELAXAMENTO
Sossego é importante para todos, incluindo você. Deixe seu filho relaxado na hora de ir para cama com uma história, oração e muitos afagos. Dedique um tempo para você e, dê atenção ao seu parceiro e para os outros filhos se houver.


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Orientação de Pais - Modelo

Tipos de Pais

Pais Agressivos
• Ficam bravos com o filho praticamente o tempo todo;
• O motivo do “mau humor” raramente é o comportamento da criança
• Os pais agressivos obtêm resultados baseados no medo
• Os pais agressivos também obtêm rebeldia e, mais tarde, poderão precisar lidar com uma criança ou adolescente que revida a agressão recebida na infância, seja com os pais ou em outros ambientes.
RESULTADO: Crianças amedrontadas e intimidadas, rebeldes e desafiadoras, ou uma mistura dos dois!


Pais Passivos
• Têm medo de desagradar a criança. Se “assustam” com a desobediência do filho.
• São frequentemente “enrolados” pelos filhos, o que faz com que se sintam frustrados
• Muitos pais passivos cedem às vontades da criança e, depois de um tempo, “explodem”, tornando-se agressivos e muitas vezes fazendo coisas das quais se arrependem depois
IMPORTANTE: 1) Por volta de 1/3 dos pais têm este padrão de comportamento
2) Isto é um problema que pode ser modificado, mas requer TREINO!!!
Pais firmes
• São claros, determinados e bastante confiantes de suas habilidades como pais
• Os filhos aprendem que o que a mãe e o pai dizem é para valer, mas sabem que não serão tratados com humilhação ou insultos.
IMPORTANTE: Firmeza não se vê todos os dias, então, talvez você possa não ter em quem se espelhar, o que torna mais difícil ser um pai firme. Mas é possível!

ENTÃO...
Firmeza pode ser aprendida!!!
Para aprender algo é preciso treinar. Muitas vezes, esse treino é muito pesado e pode ser que dê vontade de desistir, mas é apenas no início. Com o tempo, se persistirmos, as coisas vão ficando mais fáceis e naturais e cada vez mais você conseguirá ver os resultados positivos dessa mudança. O IMPORTANTE É NÃO DESISTIR!! Você e seu filho têm muito a ganhar com isso!


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Flores para o Dia das Mães

Flores para o Dia das Mães
Quando meu marido anunciou calmamente que, após onze anos de casamento, havia dado entrada em nosso divórcio e estava saindo de casa, meu primeiro pensamento foi para os meus filhos. O menino tinha apenas cinco anos e a menina, quatro. Será que eu conseguiria nos manter unidos e passar para eles um sentido de "família"? Será que eu, criando-os sozinha, conseguiria manter o nosso lar e ensinar-lhes a ética e os valores dos quais certamente precisariam para a vida? A única coisa que eu sabia era que precisava tentar.
Freqüentávamos a igreja todos os domingos. Durante a semana, eu arranjava tempo para rever os deveres de casa com eles e, freqüntemente, discutíamos a importância de fazermos as coisas certas. Isso me tomava tempo e energia quando eu tinha pouco de ambos para dar. Mas o pior era não saber se realmente estavam absorvendo tudo aquilo tudo.
Ao entrarmos na igreja no Dia das Mães, dois anos após o divórcio, notei carrocinhas cheias de vasos com os as mais lindas flores ladeando o altar. Durante o sermão, o pastor disse que, a seu ver, ser mãe era uma das tarefas mais difíceis da vida e que merecia não só reconhecimento como, também, recompensa. Assim, pediu que cada criança fosse até a frente da igreja para escolher uma linda flor e entrega-la à mãe como símbolo do quanto era amada e estimada.
De mãos dadas, meu filho e minha filha percorreram o corredor com as outras crianças. Juntos, refletiram sobre qual planta trazer para mim. Nó havíamos passado momentos muito difíceis e esse pequeno gesto de valorização era tudo que eu precisava.Olhei aquelas lindas begônias, as margaridas douradas e os amores-perfeitos violetas e pus-me a planejar onde plantar o que quer que escolhessem para mim, pois certamente trariam uma linda flor como demonstração do seu amor.
Meus filhos levaram a tarefa muito a sério e olharam cada vaso. Muito depois de as outras crianças já terem retornado aos seus lugares e presenteado suas mães com uma linda flor, meus dois ainda escolhiam. Finalmente, com um grito de alegria, acharam algo bem no fundo. Com sorrisos exuberantes a iluminar seus rostos, avançaram satisfeitos pelo corredor até onde eu estava sentada e me presentearam com a planta que haviam escolhido como demonstração de seu apreço por mim pelo Dia das Mães.
Fiquei olhando estarrecida para aquele pequeno ser roto, murcho e doentio que meu filho estendia em minha direção. Aflita aceitei o vaso de suas mãos. Era óbvio que os dois haviam escolhido a menor planta, a mais doente de todas ¾ nem flor tinha. Olhando para rostinhos sorridentes, percebi o orgulho que sentiam daquela escolha e, sabendo o quanto haviam demorado para selecionar aquela planta em especial, sorri e aceitei a lembrança.
Mais tarde, no entanto, tive de perguntar - de todas aquelas flores maravilhosas, o que os havia feito escolher justamente aquela para me dar?
Todo orgulhoso, meu filho declarou:
- É que aquela parecia precisar de você, mamãe.
Enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto, abracei meus dois filhos, bem apertado. Eles acabavam de me dar o maior presente de Dia das Mães que jamais poderiam ter imaginado. Todo o meu trabalho e sacrifício não havia sido em vão ¾ eles iam crescer perfeitamente bem.
Patrícia A. Rinaldi
Do livro: Histórias para Aquecer o Coração das Mães
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e outros - Editora Sextante



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Orientação de Pais - Perfeccionismo

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Orientação de Pais - Persistência

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Orientação de Pais - Reflexo do Estilo Parental

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Orientação de Pais - Rei e Rainha - História para Crianças

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Orientação de Pais - Relação com escola

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Orientação de Pais - Rótulos

Construindo a auto-estima

A seguir, transcrevo alguns exemplos de afirmações que tenho ouvido em meu consultório e em minhas observações da vida.



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Orientação de Pais - Sexualidade

Parto na Hora H

Pena que nas maternidades e principalmente na sala de parto não podemos enfeitar com balões, nem soltar foguetes para receber os bebês....

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De onde viemos

Explicando às
crianças os fatos
da vida, sem absurdos

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Orientação de Pais - Super Proteção

Estabelecendo limites: como dizer "NÃO"

"As crianças não sabem muito sobre o mundo, mas estão equipadas com uma imensa curiosidade que as leva a descobrir como é o mundo. Entretanto, o mundo também contém muitos perigos possíveis. Parte do trabalho dos pais é advertir as crianças acerca dos perigos e, ao mesmo tempo, preservar a capacidade natural delas de explorar e aprender. Em artigos anteriores nós apresentamos muitas maneiras de guiar e direcionar gentilmente as crianças sem ter que dizer um "Não" categórico.
Contudo, existem momentos em que a nossa melhor escolha será dizer "Não". Parte do trabalho dos pais é, ocasionalmente, recusar quando a criança pede alguma coisa. Como com qualquer outra interação com seu filho, isso pode ser um "problema" ou uma oportunidade de intensificar um pouco o desenvolvimento do seu filho."

"Veja o anexo completo no link abaixo"


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Mamãe Águia

Mamãe Águia
A Mamãe Águia ao perceber que seu filhote já atingiu maturidade para começar a voar, não pensa duas vezes para incentivá-lo a bater as próprias asas. Quando ela percebe que seu filhote está pronto para este desafio ela destrói o ninho com o propósito de impedir que seu filhote volte à comodidade de seu lar e então, leva-o às alturas e de lá o atira no abismo da atmosfera a fim de despertar nele a poderosa força de rei das aves. Seus filhotes não se machucam, mesmo que hesitantes e assustados, eles apendem a bater asas e voar, experimentam a sensação de capacidade e liberdade pela primeira vez graças à audácia de sua Mamãe Águia que crê nas suas habilidades e no seu preparo para se superar, e enfim, crescer.
Outras espécies de aves agem de modo semelhante ao comportamento da Águia, as aves permitem o crescimento de seus filhotes e os deixa superar suas dificuldades tomando uma postura um tanto quanto assertiva para a sobrevivência de seus filhotes, que necessitam apender a viver sem a presença de suas Mamães.
Para o filhote o ninho se torna o seu mundo, lá ele é alimentado e protegido pela sua Mamãe. Com o amadurecimento de seus filhotes as Mamães aves passam a levar o alimento até o ninho deixando uma curta distância entre o ninho e o alimento, para incentivar seus filhotes a se alongarem e começarem a bater asas para então, adquirirem aquilo que necessitam: o alimento. Inevitavelmente, algumas quedas fazem parte deste aprendizado. Com tempo e prática os filhotes aprimoram suas habilidades e enfim apendem avançadas técnicas de vôo.

Esta é uma mensagem reflexiva feita com muito carinho para todas as Mamães que desejam ver seus filhos batendo asas rumo ao crescimento e desenvolvimento pessoal.


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Orientação de Pais - Tempo de Qualidade

Como se Escreve...

Como se Escreve...
Quando Joey tinha somente cinco anos, a professora do jardim de infância pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam. Joey desenhou a sua família. Depois, traçou um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do círculo, ele saiu de sua mesinha e foi até à mesa da professora e disse:
- Professora, como a gente escreve...? Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever mais a interromper a aula.
Joey dobrou o papel e o guardou no bolso. Quando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho.
Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse.
- Mamãe, como a gente escreve...?
- Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta, foi a resposta dela. Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso.
Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para seu pai. Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do seu pai e disse .
- Papai, como a gente escreve...?
- Joey, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta. O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.
Os anos passaram...
Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie fez um desenho. Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e ela disse:
- Este aqui é você, papai! A garota também riu. O pai olhou para o grande círculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o círculo.
Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou: eu volto logo! E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou.
- Papai, como a gente escreve amor? Ele abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia: amor, querida, amor se escreve com as letras T...E...M...P...O (TEMPO).
Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extra para amar, não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive.
Não espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, família, afeição.
Por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie.
Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo...bom, o tempo é uma questão de escolha.
Autor desconhecido


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Orientação de Pais - Valorização da Criança

Amigo

Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio.
Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas. Entre elas uma menina de 8 anos, considerada em pior estado. Foi necessário chamar a ajuda por um rádio, e ao fim de algum tempo um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegaram ao local. Teriam que agir rapidamente, senão a menina morreria devido ao traumatismo e a perda de sangue. Era urgente fazer uma transfusão, mas como?
Após vários testes rápidos, puderam perceber que ninguém ali possuía o tipo de sangue necessário. Reuniram as crianças e entre gesticulações, arranhadas no idioma tentaram explicar o que estava acontecendo e que precisariam de um voluntário para doar sangue.
Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar timidamente. Era um menino chamado Heng. Ele foi preparado às pressas ao lado da menina agonizante e espetaram-lhe uma agulha na veia. Ele se mantinha quieto e com o olhar no teto.
Passado um momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico perguntou-lhe se estava doendo e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso e ininterrupto. Era evidente que alguma coisa estava errada.
Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra ala. O médico pediu então que ela procurasse saber o que estava acontecendo com o Heng. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas coisas, e o rostinho do menino foi se aliviando... Minutos depois ele estava novamente tranqüilo.
A enfermeira então explicou aos americanos:
- Ele pensou que ia morrer, não tinha entendido direito o que vocês disseram e estava achando que ia ter que dar TODO o seu sangue para a menina não morrer.
O médico se aproximou dele, e com a ajuda da enfermeira, perguntou-lhe:
- Mas, se era assim, por que então você se ofereceu a doar seu sangue para ela?
E o menino respondeu simplesmente:
- Ela era minha AMIGA!!!!
Autor desconhecido


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Outros

O Poder da validação na vida das pessoas.

Todos em algum momento da vida passaram por períodos de insegurança. Ao realizar algo novo, ao conhecer pessoas novas, enfrentar um desafio. Até mesmo os mais seguros, relatam “aquele medo”, o frio na barriga. E apesar de compreendermos que o outro, e a sua validação de nosso comportamento tem grande influência devemos entender que a nós cabe à coragem. Coragem de tentar mesmo com medo, de errar, consertar. E o perigo está em perder para a insegurança, pois continuaremos enfrentando-a em outras áreas de nossa vida. Além disso, se o outro tem um papel de importância, então por que nós não podemos servir de validadores para os outros e auxiliem a vencer a insegurança? Nós podemos iniciar a transformação no mundo que desejamos. E no texto de hoje compreenderemos melhor o papel de validação

Para acessar mais metáforas como esta acesse: www.psicologalaismutuberria.com
Anexo Metáfora: O Poder da validação na vida das pessoas.


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Alegria suprema

Nossas alegrias se renovam a cada dia, caso prestemos bastante atenção veremos que a cada dia nos surge motivos de alegrar-se, no simples cotidiano. Seja uma piada não tão boa, uma notícia esperada, uma história, um almoço, uma conversa, uma paisagem ou imagem. Mas cabe a cada um se sensibilizar ao micro que em formação transforma-se em grandes sorrisos. Que a cada dia ou em cada fase nos renovemos em alegria e amor. Assim como a personagem de nosso texto que nos contará sobre seu último renovo, descrevendo a alegria em sempre esperar pelo melhor que está por vir.
Para acessar mais metáforas como esta acesse: www.psicologalaismutuberria.com
Anexo Metáfora: Alegria suprema



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Fazendo de conta

“Fazer de conta” foi uma brincadeira que na infância nos proporcionou a chance de sermos e transformarmos o que quiséssemos. Afinal com a imaginação as possibilidades eram infinitas. Resumimo-nos a sonhos, vontades, e hoje vemos muitas pessoas, já crescidas continuarem a brincadeira por não aceitarem quem são, sentem, ou por receio do julgamento alheio. Negar a realidade ou desejos, não faz com que ambos desaparecem. Continuamos a ter de encará-los, mais cedo ou mais tarde, por isso deixemos o “faz de conta”, e nos tornemos mais transparentes! Dizem que a aceitação tem início interno, e quando a realizamos o outro não tem muita alternativa, a não ser seguir o mesmo caminho. No texto Fazendo de conta , iremos trabalhar um pouco mais o assunto.

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Anexo Metáfora: Fazendo de conta


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Ser flexível

Nem sempre é fácil abrirmos mão de algo ou encarar uma frustração, mas é importante aprendermos flexibilidade. Isso não quer dizer sempre abrir mão, mas reconhecer os momentos onde ceder te fará crescer mais do que insistir na imposição. Na metáfora de hoje o autor usa o exemplo do bambu, que por não ser tão rígido, emborca-se e com isso, com ventos fortes não se quebra. Ele abre mão da resistência inútil e curva-se sem se quebra, tornando a erguer-se quando o vento passa. Ao exemplo dele podemos fazer o mesmo. Viver a vida em extremos, pode não nos deixar aproveitá-la, por isso aproveite o texto para avaliar o seu grau de flexibilidade.
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Anexo Metáfora: Ser flexível


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Sonhe

Nossa vida, como uma dádiva que não pode ser repetida ou pode voltar atrás, merece ser saudavelmente vivida. E isso nem sempre quer dizer realizar loucuras, mas estar feliz consigo, com os que amam, realizando atividades prazerosas e renovadoras. Na poesia de Clarice teremos o descrever do que para a autora está ligada a felicidade. Que com o auxílio dela você possa encontrar o seu sentido de vida!
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Anexo Metáfora: Sonhe


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É o que sinto...

A vergonha é um sentimento, encontrado naqueles que reconhecem o erro, a fraqueza, ou qualquer outra coisa que nos coloque em uma posição insuficiência. E Rui Barbosa disse-se envergonhado por fazer parte da construção de nossa nação. Não por ela em si, mas pelo que deixamos que pessoas más façam com ela. Ele se coloca na posição de responsável e chama a que todos se coloquem. Reafirmando nossa responsabilidade no que vemos hoje, seja bom ou ruim. Sempre há tempo para tomadas de consciência, geradoras de transformação, o importante é primeiro envergonhar-se, assim assumimos nossa contribuição e tomamos a “rédea” da mudança. Abaixo segue o texto Rui, para completarmos a reflexão.
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Anexo Metáfora: É o que sinto...


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O princípio 90/10

Segundo a teoria do 90/10, não podemos controlar apenas 10% de nossas vidas, em contrapartida a 90% que representam nossa reação ao acontecido. De certa maneira a forma como reagimos pode ser mais importante do que o acontecido. Tudo bem, muitas vezes as reações são tão imediatas, quanto inadequadas, mas se agíssemos buscando pelo menos oferecer o melhor possível, já teria uma grande redução de danos. Ou melhor, se conseguíssemos manter a calma para responder, mas tudo isso é muito possível, desde que desejemos fugir do ciclo de impulsividade e reflitamos mais sobre as decisões a serem tomadas. No texto de hoje descobriremos um pouco mais sobre a teoria 90/10.
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Anexo Metáfora: O princípio 90/10


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Eu tenho um sonho

Sonhos podem ser mais do que desejos futuros, também podem tratar de esperança e coisas melhores, e não coisas no sentido material, mas crer em mudanças verdadeiramente grandiosas e sociais. Quando nos apegamos unicamente ao sonho de consumo, nos esquecemos de como todo o andar da sociedade se reflete em nós e desistimos de lutar por uma vida coletiva melhor. Nós somos únicos, mas também somos o todo, perder as perspectivas de futuro coletivo, nos mantém correndo para lados diferentes e que nem sempre geram algum bom resultado. No texto desta semana, Martin Luther King, em seu famoso discurso, nos conduzirá a uma melhor compreensão de futuro e sonhos.
Para acessar mais metáforas como esta acesse: www.psicologalaismutuberria.com
Anexo Metáfora: Eu tenho um sonho


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Como impor limites

Dizer não pode ser difícil, principalmente quando amamos muito a pessoa para quem direcionamos o “não”. Mas sempre concordar com tudo, pode gerar desastres tanto em nossas vidas, quanto na do outro, por isso é preciso saber reconhecer as necessidades de se negar um pedido, mas também manter a resposta e saber oferecê-la. Muito comum na relação entre pais e filhos, dizer não pode ser a dificuldade de alguns pais, mas tornar-se permissivo acarretará na formação de um cidadão com comportamentos de limites prejudicados. Por isso deve-se estar atento e buscar formas de oferecer a criança não tudo o que ela quiser, mas o que for necessário para seu desenvolvimento saudável. No texto abaixo traremos algumas dicas de como estabelecer estes limites, na relação pai e filhos.

Para acessar mais metáforas como esta acesse: www.psicologalaismutuberria.com
Anexo Metáfora: Como impor limites


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A crise segundo Einstein

Quando tratamos de crise, principalmente em nosso país, ocorre certa frustração e medo. Mas as crises podem ser muitas e diferentes, e enfrentaremos diversas ao longo de nossas vidas. Sempre nos apegamos à perspectiva negativa delas e não buscamos obter uma opinião equilibrada sobre elas. Ao final uma crise representa o '”boom” de algo que já não andava bem, ela é a resposta para um processo que não funciona mais. E como tal, nos direciona a buscar novas formas de ação. Einstein dizia que a única crise existente, é a de não desejar fazer nada em tempos de crise, pois elas são oportunidades de recomeço, investimento, dedicação e dá abertura a criatividade, aspecto importante para se sair da crise. Somos Responsáveis pelas decisões que tomamos e passar toda a vida reclamando de um acontecimento, não diminuirá nossa responsabilidade sobre o que poderíamos ter feito no momento. Dando continuação ao pensamento de um grande gênio, o texto de hoje trará uma breve descrição do que para Einstein era uma real crise.

Para acessar mais metáforas como esta acesse: www.psicologalaismutuberria.com
Anexo Metáfora: A crise segundo Einstein


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Uma pescaria inesquecível

Em um país onde reina o “jeitinho brasileiro”, um termo usado para caracterizar o comportamento de alguns em “tirar vantagem” sobre todos e a qualquer custo, questões sobre certo e errado, moral e ética, são raramente discutidos, afinal cada um acaba criando seus próprios conceitos. Mas o que não se percebe é assim como se pratica tal, também se perpetua ensinado às crianças por meio dos exemplos. A justiça deve ser igual para todos e moral é o dever de fazer algo correto mesmo quando ninguém vê. Por assim se dizer devemos nos atentar ao tipo de sociedade construída, pois pensar melhor sobre tal pode não mudar muito o hoje, mas produzir uma sociedade caracterizada por algo positivo, no lugar da enganação.
E para continuarmos pensando sobre nossa responsabilidade, a metáfora de hoje irá abordar ética e moral ensinada a crianças.


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Educação para um país melhor

Antes de iniciar qualquer projeto, rumo a um objetivo, sonho, conquista, é preciso que essas coisas já existam em nosso pensamento. Mas isso não quer dizer que já estão prontas ou certas de acontecerem. Na verdade, há uma grande distância entre ambas as coisas, para fazer com que saia do plano abstrato, é preciso planejamento, investimento e dedicação. E só então podemos começar a visualizar a conclusão de tal, caso contrário passaremos grande parte de nossa vida idealizando e nada realizando. Logo trate de criar um plano de ação e segui-lo caso deseje, verdadeiramente chegar a um objetivo.
E a metáfora de hoje irá justamente tratar sobre o planejamento necessário para se realizar uma grande mudança, em nossa nação.


LAÍS MUTUBERRIA
Psicóloga Clínica


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Carícias

O contato físico humano está além de uma necessidade emocional, mas também trata-se de saúde física. Em recentes estudos comprovou-se que um abraço com duração de mais de 11 segundos é capaz de regular a pressão arterial, reduzir o estresse e produzir neurotransmissores responsáveis pelo bem estar. O toque do outro nos regula, e isso é mais do que o resultado de sermos seres sociais, isso conta que precisamos uns dos outros. Por isso sabe respeitar e estar com o outro é fundamental para desfrutarmos de momentos tão agradáveis. E pensando no termos “Carícias” o texto de hoje irá nos explicar sobre a relação entre contato físico e bem estar.

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Estados do Ego

Os Estados do Ego trata se do nosso Modelo de funcionamento, podemos ter certos comportamentos infantis, ou sermos rígidos como adultos autoritários, por isso saber identificar tal e conseguir permanecer ou se conduzir para um modo saudável, é uma excelente técnica que deveria estar englobada no dia a dia de cada um de nós. Para que vocês possam conhecer melhor o conceito e conseguirem identificar estes modos o texto de hoje, trará uma breve explicação da teoria.

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Paciência e Persistência

Simplicidade

Tudo que é construído em nós ou através de nós, inicia-se em pequenos passos, grandes mudanças, iniciativas, planos, sonhos. Assim como em uma pirâmide de cartas, pequenas partes acabam por formar uma grande escultura, e da mesma maneira é importante aprender com estes exemplos. A ansiedade estimulada na atualidade, nos faz desejar tudo de forma muito imediata, como se todas as coisas possuíssem a obrigação de acontecer na mesma velocidade de trabalho das maquinas. Como já dizia um antigo verbete “tudo tem seu tempo”, e isso não diz respeito a algo místico, mas a sabedoria do tempo, de maturação, e desenvolvimento de cada coisa. Cada fase de construção, etapa oferece ganhos e aprendizados, por isso conter e aprender a ....

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O Peito do Pintarroxo

Lenda indígena americana narrada por Flora Cooke
Há muitos e muitos anos, numa região muito fria do extremo Norte, existia apenas um fogo. Um caçador e seu filho tomavam conta de uma fogueira, mantendo-a acesa dia e noite. Sabiam que, se o fogo se apagasse, as pessoas morreriam congeladas e os ursos brancos tomariam conta de todas as terras no Norte.
Certo dia, o caçador ficou doente e o filho precisou fazer todo o trabalho sozinho. Durante muitos dias e muitas noites, ele caçou, cuidou do pai e manteve o fogo aceso.
O urso branco andava sempre por perto, olhando a fogueira. Queria apagá-la mas não se atrevia, pois tinha medo das flechas do caçador. Mas a cada dia o filho do caçador ficava mais cansado e sonolento, e o urso tomava coragem para se aproximar do fogo.
Uma noite o pobre rapaz estava tão cansado que não conseguiu manter os olhos abertos e pegou no sono. O urso veio correndo e pulou com os pés molhados de neve sobre as chamas. Rolou com os pêlos molhados sobre as brasas até elas se apagarem e voltou para a caverna onde morava, no meio das geleiras.
Mas um pequeno pintarroxo que voava ali por perto viu tudo o que o urso fizera. Ficou muito preocupado quando o fogo se apagou, mas era tão pequenino que não pôde fazer nada até o urso sumir de vista. Então deu um mergulho na cinza ainda quente e, com os olhinhos espertos, procurou até encontrar um carvão com um restinho de brasa. Abriu as asas e ficou pacientemente abanando o carvãozinho. Seu peito ficou vermelho como brasa, mas ele não parou de abanar as asas até que o carvão ficou rubro e uma chama surgiu entre as cinzas.
O pintarroxo voou então a todas as cabanas no Norte. Cada vez que ele tocava o chão, a terra ardia e surgia o fogo. Assim, em vez de um fogo só, a terra se iluminou com muitas fogueiras, e os povos do Sul ficavam intrigados com aquela luz avermelhada que viam no céu, para os lados do Norte.
Quando o urso viu as fogueiras, fugiu para as cavernas nas geleiras mais longínquas e rosnou a noite inteira. Era o fim da sua esperança de dominar as terras do Norte.
E até hoje os pais contam aos filhos como foi que o peito do pintarroxo ficou vermelho como brasa.
Do livro: O Livro das Virtudes II - O Compasso Moral
William J. Bennett
Editora Nova Fronteira


Duas opções

Desde pequena Svetlana só tinha conhecido uma paixão: dançar e sonhar em ser uma Gran Ballerina do Bolshoi Ballet. Seus pais haviam desistido de lhe exigir empenho em qualquer outra atividade. Os rapazes já haviam se resignado: o coração de Svetlana tinha lugar para somente uma paixão e tudo mais era sacrificado pelo dia em que se tornaria a Bailarina do Bolshoi. Haviam criado um apelido especial para ela : lankina que no antigo dialeto queria dizer "a que flutua". Era uma forma carinhosa de brincar com a bela e talentosa Svetlana, pois a palavra também podia significar "a que divaga", ou "que sonha acordada".
Um dia, Svetlana teve sua grande chance. Conseguira uma audiência com Sergei Davidovitch, Ballet Master do Bolshoi, que estava selecionando aspirantes para a Companhia. Dançou como se fosse seu último dia na Terra. Colocou tudo que sentia e que aprendera em cada movimento, como se uma vida inteira pudesse ser contada em um único compasso. Ao final, aproximou-se do Ballet Master e lhe perguntou:
"Então, o Sr. acha que eu posso me tornar uma Gran Ballerina?"
Na longa viagem de volta a sua aldeia, Svetlana, em meio as lagrimas, imaginou que nunca mais aquele "Não" deixaria de reverberar em sua mente. Meses se passaram até que pudesse novamente calçar uma sapatilha . Ou fazer seu alongamento frente ao espelho.
Dez anos mais tarde Svetlana, já uma estimada professora de ballet, criou coragem de ir a performance anual do Bolshoi em sua região. Sentou-se bem a frente e notou que o Sr. Davidovitch ainda era o Ballet Master. Após o concerto, aproximou-se do cavalheiro e lhe contou o quanto ela queria ter sido bailarina do Bolshoi e quanto doera, anos atrás, ouvir-lhe dizer que não seria capaz.
"Mas minha filha, eu digo isso a todas as aspirantes" respondeu o Sr. Davidovitch.
"Como o Sr. poderia cometer uma injustiça dessas? Eu dediquei toda minha vida! Todos diziam que eu tinha o dom. Eu poderia ter sido uma Gran Ballerina se não fosse o descaso com que o Sr. me avaliou!"
Havia solidariedade e compreensão na voz do Master, mas não hesitou ao responder: "Perdoe-me, minha filha, mas você nunca poderia ter sido grande o suficiente, se você foi capaz de abandonar seu sonho pela opinião de outra pessoa."

Enviada por: Castro Lima de Souza


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Zé era uma dessas pessoas que vive fugindo das dificuldades.
Sempre procurou caminho mais curto e cômodo. Era mestre em atalhos
Nem sempre suas soluções eram as melhores. Mas sempre estavam de acordo com os seus próprios interesses. Sofrimento era uma palavra que simplesmente não existia no dicionário do Zé.
Tudo o que pudesse provocar algum tipo de desconforto era imediatamente colocado em segundo lugar. Coisas como: solidariedade, amor, desinteressado, humildade, perdão...
Um dia Zé morreu...
Ao chegar no Céu encontrou São Pedro em frente a uma grande porta com uma imensa cruz de mais ou menos cinco metros.
Zé saudou o Santo com a intimidade de um velho conhecido, ... do jeito que fazia com os amigos nos bares da vida, quando queria pedir algum favor.
Depois, então, Zé lhe perguntou: Qual o caminho mais curto para o céu?
São Pedro respondeu
"Seja Bem-vindo, Zé! A porta é por aqui mesmo ... Entre!"
O Zé entrou e viu uma longa escada, bastante estreita e pedregosa. E perguntou imediatamente, como fazia nos velhos tempos: Não tem um caminho mais curto?
São Pedro respondeu com ternura e autoridade: "Não, Zé. O caminho é esse mesmo. Todos os que entram no céu passam por aqui. E tem mais. Você deverá levar esta Cruz até lá. São apenas cinco quilômetros de caminhada."
O Zé olhou para a Cruz e pensou com seus botões: Vou dar um jeitinho. Agradeceu e saiu com sua Cruz em direção ao Paraíso. Caminhou um quilometro sem dificuldades. Foi então que viu um serrote esquecido no chão. Olhou ao redor, não viu ninguém e não resistindo a tentação, cortou um metro da Cruz.
Continuou o seu caminho mas levou junto o serrote. Mais um quilometro ... mais um metro cortado. Mais um quilometro ... cortou outro metro.
Quando faltava apenas cem metros para chegar no Céu só havia mais um metro da Cruz. E lá ia o Zé carregando a cruz sem dificuldade, como sempre fez durante toda sua vida. Foi então que aconteceu o inesperado. Para chegar até o Céu, seria necessário atravessar um precipício. A distancia até a outra margem é de cinco metros. O Zé podia ver apenas um fogo intenso no fundo do precipício. Faltou coragem... ele não seria capaz de saltar tão longe. Desanimado, sentou. Lembrou então a oração do Anjo da Guarda que aprendera com sua avó.
Começou a rezar ... e logo seu Anjo da Guarda apareceu e perguntou:
* Ei Zé... o que você está esperando? A festa lá no Céu está uma maravilha! Você não está escutando a música e as danças?... Porque você está aqui sentado?
O Zé respondeu: Cheguei até aqui, mas tenho medo de pular este precipício. O Anjo, então, exclamou:
* Ora, Zé use a ponte!
Que ponte?... perguntou o Zé.
E o Anjo respondeu: Aquela que São Pedro lhe deu lá na entrada! Onde está a sua ponte, Zé? E, Zé compreendendo o seu grande erro respondeu tristemente ao Anjo:
* Eu cortei!
Enviada por: Leila Miccolis


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Sparky

Para Sparky, o colégio era uma coisa quase impossível. Ele foi reprovado em todas as matérias na sétima série. Foi reprovado em física no científico, com nota zero. Sparky também foi reprovado em latim, em álgebra e em inglês. Não foi muito melhor nos esportes. Embora tenha conseguido entrar para o time de golfe da escola, rapidamente perdeu o único jogo importante da temporada. Havia um jogo de consolação e esse ele também perdeu.
Durante toda a sua juventude, Sparky teve problemas de sociabilidade. Os outros alunos não chegavam a não gostar dele, pois ninguém lhe dava importância suficiente para isso. Ele ficava surpreso se algum colega lhe dava bom dia fora do horário de aula. Não se sabe ao certo como foi sua vida sentimental. Sparky nunca convidou uma garota para sair no cientifico. Tinha medo demais de ser rejeitado.
Sparky era um perdedor. Ele, seus colegas...todo mundo sabia. Então ele vivia com isso. Sparky tinha decidido cedo na vida que, se fosse para as coisas darem certo, elas dariam. Do contrário, ele se contentaria com o que parecia ser sua inevitável mediocridade.
No entanto, uma coisa era importante para Sparky – desenhar. Ele tinha orgulho de seus desenhos. É claro que ninguém gostava deles. No ultimo ano do cientifico, ele ofereceu alguns quadrinhos para os organizadores do livro de formatura. Os quadrinhos foram rejeitados. Apesar dessa rejeição específica, Sparky estava tão convencido de seu talento que decidiu se tornar um artista profissional.
Depois de completar o cientifico, ele escreveu uma carta para os estúdios Walt Disney. Pediram-lhe que mandasse algumas amostras de seu trabalho e sugeriu o tema para uma série de quadrinhos. Sparky desenhou os quadrinhos propostos. Passou muito tempo trabalhando neles e em todos os outros desenhos que enviou para avaliação. Finalmente, recebeu uma resposta dos estúdios Disney. Havia sido rejeitado mais uma vez. Outra derrota para o perdedor.
Sparky decidiu, então, escrever sua própria autobiografia em quadrinhos. Descreveu a si mesmo quando criança – um garoto perdedor e que nunca conseguia se sobressair. O personagem de quadrinhos logo se tornaria famoso no mundo inteiro. Pois Sparky, o menino que tinha tão pouco sucesso no colégio e cujo trabalho fora rejeitado vezes sem conta, era Charles Schulz. Ele criou a tira Peanuts com o cachorro Snoopy e o pequeno personagem Charlie Brown, cuja pipa nunca voava e que nunca conseguiu chutar uma bola de futebol.
Bits & Pieces
Histórias para Aquecer o Coração dos Adolescentes
Jack Canfield & Mark Victor Hansen & Kimberly Kirberger
Editora Sextante


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O Mágico

O mulá, um pregador , que queria pagar algumas castanhas para sua mulher, porque ela havia prometido cozinhar para ele "fesenjan", um prato preparado com castanhas. Na alegria de antegozo do seu prato predileto, o mulá enfiou a mão nas profundezas da jarra de castanhas e agarrou tantas castanhas quanto podia com uma mão. Quando tentou tirar o braço da jarra, ele estava preso. Por mais forte que ele puxasse e torcesse o braço, a jarra não o libertava. Ele gritou, gemeu e blasfemou de uma maneira que um mulá realmente não deveria. Mas nada ajudou. Mesmo quando sua mulher segurou o braço e puxou com todo seu peso, não aconteceu nada. Sua mão permaneceu presa no gargalo da jarra. Após muitas tentativas fúteis, eles chamaram os vizinhos para ajudar. Todos acompanhavam com grande interesse essa peça teatral que passava na sua frente. Um dos vizinhos deu uma olhada no problema e perguntou ao mulá como o acidente tinha acontecido. Com voz patética e gemidos de desespero, o mulá relatou o desastre. O vizinho falou: "Eu vou ajudá-lo, se você fizer exatamente o que eu digo."
"Prometo fazer tudo o que você diz, se você puder me libertar desta jarra terrível."
"Então enfie seu braço para dentro da jarra." Ao mulá isso parecia estranho, pois por que ele deveria enfiar o braço para dentro da jarra quando o que ele queria era tirá-lo de lá? Mas ele seguiu as instruções.
O vizinho continuou: "Agora abra a mão e largue as castanhas que você está segurando." Esse pedido perturbou o mulá. Afinal, ele queria as castanhas para seu prato favorito e agora ele devia simplesmente largá-las? Relutando muito, ele seguiu as instruções do seu auxiliador. Agora o homem disse: "Faça sua mão muito pequena e puxe devagar para fora da jarra."
O mulá fez isto, e eis que sem dificuldade retirou a mão da jarra. Mas ele ainda não estava completamente satisfeito. "Minha mão está livre agora, mas onde estão as castanhas?" Aí o vizinho levantou a jarra, virou-a e deixou cair tantas castanhas quantas o mulá precisava. De olhos e bocas escancarados, o mulá olhou e disse: "Você é mágico?".
(história persa)

Do livro: O Mercador e o Papagaio, Editora Papirus


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Como Fraqueza ou Força?

Um garoto de 10 anos de idade decidiu praticar judô, apesar de ter perdido seu braço esquerdo em um terrível acidente de carro.
Disposto a enfrentar as dificuldades e suas limitações, começou as lições com um velho mestre japonês.
O menino ia muito bem. Mas, sem entender o porquê, após três meses de treinamento, o mestre tinha-lhe ensinado somente um movimento. O garoto então disse:
- Mestre, não devo aprender mais movimentos?
O mestre respondeu ao menino, calmamente e com convicção:
- Este é realmente o único movimento que você sabe, mas este é o único movimento que você precisará saber.
Sem entender completamente, mas acreditando em seu mestre, o menino manteve-se treinando. Meses mais tarde, o mestre inscreveu o menino em seu primeiro torneio.
Surpreendendo-se, o menino ganhou facilmente seus primeiros dois combates. O terceiro combate revelou ser o mais difícil, mas depois de algum tempo seu adversário tornou-se impaciente e agitado. Foi então que o menino usou o seu único movimento para ganhar a luta.
Espantado ainda por seu sucesso, o menino estava agora nas finais do torneio. Desta vez, seu oponente era bem maior, mais forte, e mais experiente.
Preocupado com a possibilidade do garoto se machucar, cogitaram em cancelar a luta, quando o mestre interveio:
- De forma alguma! Deixe-o continuar.
Desta forma, o garoto, usando os ensinamentos do mestre, entrou pra luta e, quando teve oportunidade, usou seu movimento para prender o adversário.
Foi assim que o menino ganhou a luta e o torneio. Era o campeão. Mais tarde, em casa, o menino e o mestre reviram cada movimento em cada luta. Então, o menino criou coragem para perguntar o que estava realmente em sua mente:
- Mestre, como eu consegui ganhar o torneio com somente um movimento?
- Você ganhou por duas razões - respondeu o mestre. - Em primeiro lugar, você dominou um dos golpes mais difíceis do judô. E em segundo lugar, a única defesa conhecida para esse movimento é o seu oponente agarrar seu braço esquerdo.
A maior fraqueza do menino tinha-se transformado em sua maior força...
Assim, também nós podemos usar nossa fraqueza para que ela se transforme em nossa força..
O que realmente importa é o poder da determinação
Enviada por: Edeli Arnaldi


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Nasrudin postou-se na praça do mercado e dirigiu-se à multidão: "Ó povo deste lugar! Querem conhecimento sem dificuldade, verdade sem falsidade, realização sem esforço, progresso sem sacrifício?"
Logo juntou-se um grande número de pessoas, com todo mundo gritando: "Queremos, queremos!"
"Excelente!", disse o Mullá. "Era só para saber. Podem confiar em mim, que lhes contarei tudo a respeito, caso algum dia descubra algo assim."

Do livro: Histórias de Nasrudin - Edições Dervish


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A última corda

ERA UMA VEZ um grande violinista chamado PAGANINI. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo. Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.
DE REPENTE, um som estranho interrompe o devaneio da plateia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou.
Mas Paganini não parou.
Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, DE REPENTE, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo
Paganini não parou.
Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! Que ecoou pela abobadilhada daquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.
Mas Paganini não pára.
Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio.
Paganini atinge a glória.
Seu nome corre através do tempo. Ele não é apenas um violinista genial. É o símbolo do profissional que continua diante do impossível.
Autor desconhecido
Enviada por: Edinea Vieira


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Papel de Salvador

A Vaquinha

Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita...
Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando as sítio constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas... então se aproximou do senhor aparentemente o pai daquela família e perguntou:
- Neste lugar não há sinais de pontos de comercio e de trabalho; como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?
E o senhor calmamente respondeu:
- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nós produzimos queijo, coalhada, etc... para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo.
O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:
- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo.
O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silencio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.
Assim empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo aquela família, pedir perdão e ajudá-los.
Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com arvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver, "apertou" o passo e chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu:
- Continuam morando aqui.
Espantado ele entrou correndo na casa; e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):
- Como o senhor melhorou este sítio e está muito bem de vida???
E o senhor entusiasmado, respondeu:
- Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora ...
Ponto de reflexão:
Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência com a rotina. Descubra qual é a sua.
Aproveite esse para empurrar sua "vaquinha" morro abaixo.


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A Porta

Yak Baba estava procurando o País dos Tolos. Depois de muitos meses perguntando a quantos transeuntes aparecem em seu caminho, alguém soube indicar-lhe a estrada e por ela ele seguiu. Ao entrar no País dos Tolos viu uma mulher carregando uma porta sobre as costas:
- Por que fazes isto, mulher? - perguntou.
- Porque hoje de manhã meu esposo, antes de ir para o trabalho, disse que havia deixado coisas valiosas em casa e que eu não deixasse passar ninguém pela porta. Por isso estou carregando a porta comigo; assim, ninguém pode passar.
-Quer que eu lhe diga algo que tornará desnecessário levar esta porta a toda parte? - perguntou o dervixe Yak Baba.
-De jeito nenhum - disse a mulher. - Só quero que me diga como fazer para que a porta não pese tanto...
- Isto não posso - disse o dervixe. E cada qual seguiu seu caminho.
(Do Mestre Sufi Murad Shami, falecido em 1719)
Do livro "Otimismo em Ação" de Isabel F. Furini - Editora Ibrasa


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Paz Interior

A PAZ

Certa vez houve um concurso de pintura e o primeiro lugar seria dado ao quadro que melhor representasse a paz. Ficaram, dentre muitos, três finalistas igualmente empatados. O primeiro retratava uma imensa pastagem com lindas flores e borboletas que bailavam no ar acariciadas por uma brisa suave. O segundo mostrava pássaros a voar sob nuvens brancas como a neve em meio ao azul anil do céu. O terceiro mostrava um grande rochedo sendo açoitado pela violência das ondas do mar em meio a uma tempestade estrondosa e cheia de relâmpagos. Mas para surpresa e espanto dos finalistas, o escolhido foi o terceiro quadro, o que retratava a violência das ondas contra o rochedo. Indignados, os dois pintores que não foram escolhidos, questionaram o juiz que deu o voto de desempate:
- Como este quadro tão violento pode representar a paz, Sr. Juiz?
E o juiz, com uma serenidade muito grande no olhar, disse: - Vocês repararam que em meio à violência das ondas e à tempestade há, numa das fendas do rochedo, um passarinho com seus filhotes dormindo tranquilamente?
E os pintores sem entender responderam: - sim, mas... antes que eles concluíssem a frase, o juiz ponderou: - Caros amigos, a verdadeira paz é aquela que mesmo nos momentos mais difíceis nos permite repousar tranquilos.
Talvez muitas pessoas não consigam entender como pode reinar a paz em meio à tempestade, mas não é tão difícil de entender. Considerando que a paz é um estado de espírito podemos concluir que, se a consciência está tranquila, tudo à volta pode estar em revolução que conseguiremos manter nossa serenidade. Fazendo uma comparação com o quadro vencedor, poderíamos dizer que o ninho do pássaro que repousava serenamente com seus filhotes, representa a nossa consciência. A consciência é um refúgio seguro, quando nada tem que nos reprove. E também pode acontecer o contrário: tudo à volta pode estar tranqüilo e nossa consciência arder em chamas. A consciência, portanto, é um tribunal implacável, do qual não conseguiremos fugir, porque está em nós. É ela que nos dará possibilidades de permanecer em harmonia íntima, mesmo que tudo à volta ameace desmoronar, ou acuse sinais de perigo solicitando correção. Sendo assim, concluiremos que a paz não será implantada por decretos nem por ordens exteriores, mas será conquista individual de cada criatura, portas à dentro da sua intimidade.
(autor desconhecido)


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Pensamento - Sentimento e Comportamento

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Preocupações

O Rei Alfredo

Adaptação do original de James Baldwin
Na Inglaterra, há muitos anos, reinava um monarca chamado Alfredo, homem sábio e justo, foi um dos melhores reis que o país já teve. Até hoje, séculos depois, ainda é conhecido como Alfredo, o Grande.
A época do seu reinado era de dias difíceis para a Inglaterra. O país foi invadido pelos ferozes dinamarqueses, que haviam cruzado o mar. Havia tantos invasores, tão fortes e audazes, que durante muito tempo ganharam quase todas as batalhas. Se continuassem assim, logo seriam os senhores do país inteiro.
Afinal, após tanta luta, o exército inglês estava combalido e disperso. Cada homem teve que se salvar como pôde, inclusive o próprio Rei Alfredo, que disfarçou-se de pastor e escapou pelas florestas e pântanos.
Depois de vagar por muitos dias, chegou à cabana de um lenhador. Cansado e faminto, bateu à porta e pediu à mulher do lenhador que lhe desse comida e acolhida.
A mulher apiedou-se do pobre homem esfarrapado. Não tinha ideia de quem se tratava.
— Entre, - disse ela - vou dar-te um jantar se cuidares desses bolinhos no forno para mim. Preciso sair para ordenhar a vaca. Cuida bem deles, e não os deixa queimar enquanto me ausento.
Alfredo agradeceu gentilmente e sentou-se perto do fogo. Tentou prestar atenção nos bolinhos, mas os problemas logo tomaram conta de sua mente. O que faria para organizar o exército outra vez? E se conseguisse, como iria preparar seus homens para enfrentar os dinamarqueses? Como conseguiria expulsar da Inglaterra invasores tão audazes? Quanto mais pensava, menos esperança tinha no futuro; e começou a acreditar que não havia propósito em continuar a luta. Alfredo só enxergava os próprios problemas. Esqueceu que estava na cabana do lenhador, esqueceu a fome e esqueceu totalmente os bolinhos.
Em pouco tempo, a mulher retornou. Encontrou a cabana cheia de fumaça e os bolinhos torrados. E lá estava Alfredo sentado junto ao forno, olhando para o fogo. Sequer notara que os bolinhos estavam queimando.
— Ora, mas que homem preguiçoso e desleixado tu és! - gritou ela — Olha só o que fizestes! Queres comer mas não queres fazer nada para merecê-lo! Agora ficaremos todos sem jantar! - Alfredo simplesmente deixou prender a cabeça, envergonhado.
Nesse momento exato, o lenhador chegou em casa. Mal passou pela porta, reconheceu o estranho sentado junto ao forno.
— Cala a boca! - disse para a mulher — Sabes com quem estás ralhando? Com nosso nobre monarca, o Rei Alfredo em pessoa.
A mulher apavorou-se. Correu para junto do rei e jogou-se de joelhos. Implorou que lhe perdoasse as palavras tão ásperas.
Mas o sábio Rei Alfredo mandou que se levantasse.
— Tinhas razão ao ralhar comigo - disse ele — Eu disse que cuidaria dos bolinhos, mas deixei-os queimar. Mereci tudo que dissestes. Qualquer um que aceite uma tarefa, seja ela grande ou pequena, deve desempenhá-la com atenção. Fracassei desta vez, mas isto não tornará a acontecer. Minhas atribuições de rei me aguardam.
A história não no diz se o Rei Alfredo comeu alguma coisa naquela noite. Mas poucos dias se passaram até que conseguisse organizar de novo seus homens, e em breve expulsou os dinamarqueses da Inglaterra.

"O Livro das Virtudes" - William J. Bennett - Ed. Nova Fronteira


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Redecisão

Definitivo

Carlos Drummond de Andrade

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...


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A Vida me Ensinou

Charles Chaplin

A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.


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Contos indianos

Nasrudin visita a Índia

O célebre e contraditório personagem sufi Mulla Nasrudin visitou a Índia. Chegou a Calcutá e começou a passear por uma de suas movimentadas ruas. De repente viu um homem que estava vendendo o que Nasrudin acreditou que eram doces, ainda que na realidade fossem chiles apimentados. Nasrudin era muito guloso e comprou uma grande quantidade dos supostos doces, dispondo-se a dar-se um grande banquete. Estava muito contente, se sentou em um parque e começou a comer chiles a dentadas. Logo que mordeu o primeiro dos chiles sentiu fogo no paladar. Eram tão apimentados aqueles "doces" que ficou com a ponta do nariz vermelha e começou a soltar lágrimas até os pés. Não obstante, Nasrudin continuava levando os chiles à boca sem parar. Espirrava, chorava, fazia caretas de mal estar, mas seguia devorando os chiles. Assombrado, um passante se aproximou e disse-lhe:
- Amigo, não sabe que os chiles só se comem em pequenas quantidades?
Quase sem poder falar, Nasrudin comentou:
- Bom homem, creia-me, eu pensava que estava comprando doces.
Mas Nasrudin seguia comendo chiles. O passante disse:
- Bom, está bem, mas agora já sabes que não são doces. Por que segues comendo-os?
Entre tosses e soluços, Nasrudin disse:
- Já que investi neles meu dinheiro, não vou jogá-los fora.

O Grande Mestre disse: Não sejas como Nasrudin.
“Toma o melhor para tua evolução interior e joga fora o desnecessário ou pernicioso,mesmo que tenhas investido muito dinheiro ou tempo neles.”


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A águia – Renovação e Transformação

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie.
Chega a viver 70 anos. Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.
Aos 40 anos ela está com: as unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as suas presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil!
Então, a águia só tem duas alternativas: morrer... ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias.
Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar.
Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas.
E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos.
Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.


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A ÚLTIMA PEDRA

(Roberto Shinyashiki)

Quando olho para trás, percebo que fiz muitas bobagens. Acertei bastante, mas também errei bastante.

Quando olho para diante, tenho certeza de que vou acertar e errar bastante também.

É impossível acertar sempre.
Mas o importante é que não gastemos nosso tempo nem nossa energia nos torturando.
A autocrítica pelo que não deu certo, além de ser nociva para a saúde, faz com que a gente perca os passarinhos que a vida nos oferece de presente.

Um dia destes, um dos meus filhos me perguntou porque eu tomei determinada decisão estúpida tempos atrás. Respondi que me arrependia do que tinha feito, mas expliquei que, naquele momento, minha atitude me parecia lógica. Se eu tivesse o conhecimento e a maturidade de hoje, certamente a decisão seria diferente.

Por isso é que lhe digo: não se torture por algo que não deu certo no passado.
Talvez você tenha escolhido a pessoa errada para casar.
Talvez tenha saído da melhor empresa onde poderia trabalhar.
Talvez tenha mandado uma filha grávida embora de casa.

Não importa o que você fez, não se torture.
Apenas perceba o que é possível fazer para consertar essa situação e faça.
Se você sente culpa, perdoe-se.
E principalmente, compreenda que agiu assim porque, na ocasião, era o que achava melhor fazer.

Não gaste seu tempo com remorsos nem arrependimentos. Reconheça o erro que cometeu, peça desculpas e continue sua vida.
Aproveite as oportunidades e curta plenamente a vida.




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ENCERRANDO CICLOS

Fernando Pessoa

“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...
E lembra-te: “Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.”


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RECICLANDO

Marilande G. Merçon. S. Santos
A vida acontece em ciclos e em cada novo ciclo existe risco mas também existe a vontade de explorar um terreno desconhecido.
O ser humano tem fome de novidades, força propulsora do impulso natural para explorar o mundo. Fome é instinto e impulsos são manifestações dos instintos. Além disso sendo o instinto a parte humana profunda que interage com Deus, talvez seja verdadeira a afirmação de que uma pessoa ao obedecer a um impulso e se arriscar no desconhecido de um relacionamento com outra pessoa está querendo compreender melhor o seu relacionamento com Deus, possivelmente movida pela esperança ou pela certeza inconsciente de poder descobrir o significado das manifestações divinas no seu mundo interior.
Em cada novo ciclo a qualidade de vida das pessoas em seus relacionamentos tende a ser diferente da do ciclo anterior, e aqui vale assinalar que este raciocínio se aplica para relacionamentos com um novo parceiro ou com o mesmo parceiro pois a variável considerada é apenas o novo ciclo. A qualidade de vida das pessoas em seus relacionamentos pode se manter estável ou pode mudar para melhor ou para pior dependendo da aceitação (consciente ou não) das interferências positivas ou negativas sofridas pelo processo evolutivo natural. Logo depois de uma mudança positiva o sentimento de satisfação pode estar mesclado com aquela sensação de algo mágico e bom. A sensação de mágica, quando existe, perdura até o dia em que se compreende que a bagagem trazida dos ciclos anteriores está sendo sabiamente aproveitada como provedora de alguns dos elementos necessários para que as coisas aconteçam do jeito que estão acontecendo. E depois da compreensão este estado de mágica tende a evoluir para um estado de confiança e segurança.
A mágica só existe enquanto não percebemos o que estamos fazendo ou deixando de fazer para que as coisas aconteçam do jeito que estão acontecendo e enquanto não captamos o mecanismo da transformação.
O maestro, a bailarina e o pintor fazem mágica usando as mãos e os braços, a cabeça e o coração. Executando movimentos aprendidos e aperfeiçoados tecnicamente são capazes de oferecer espetáculos impecáveis. Porém, oferece um espetáculo incomparavelmente divino aquele que, além de seguir a técnica, coloca um profundo sentimento de amor comandando os movimentos do seu corpo e da sua mente, dos seus braços e das suas mãos. É possível ter e manter uma boa qualidade de vida adotando e treinando atitudes positivas porém é incomparavelmente diferente e interessante quando é a essência humana quem rege a orquestra e oferece harmonia ao relacionamento que estamos vivendo, quem pinta os quadros e oferece beleza às nossas recordações e quem imprime sensibilidade e amor aos pensamentos, movimentos e palavras dentro desse relacionamento.
Marilande G. Merçon. S. Santos


Av. N.S. Copacabana n* 1018 sl 901 - Copacabana / RJ CEP 22060-000
Tel. (021) 521 4041 e 294 1779 FAX. (021) 522 3446 - e-mail: MLANDE@IBM.NET


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HISTÓRIA DA LAGARTINHA (redecisão)

Havia uma lagartinha que tinha muito medo de sair por ai e morrer pisoteada pelos homens. Por isso, foi-se fechando. As plantas também a rejeitavam, achando que ela só queria comer suas folhas. Mal sabiam que essa lagartinha gorda, e que rasteja, pedindo ajuda, poderia ser aquela borboleta que viria ajudar a polinizar as flores dessas mesmas plantas.
Mas, a lagartinha só chorava, apertada, em sua tristeza, até que uma coruja, aquela ave que só consegue enxergar a noite, quando tudo está escuro, disse a ela, pare de chorar, faça alguma coisa! Aí dentro de você mora uma linda borboleta, deixe-a sair. Ela pode voar, ser aceita pelos homens e pelas plantas, ver lá de cima o que você vê daqui debaixo, mudar de jardim e tudo o mais.
A lagartinha, então, pediu ajuda. Como poderia se tornar borboleta? A coruja, sábia amiga, disse-lhe que era necessária uma metamorfose, de mudança, em que precisava se fechar num casulo para empreender esforços, que viriam dores, mas só as necessárias para fazer as mudanças. Mas o que realmente era preciso era pensamento positivo. Que poderia ser livre, bem aceita, e voar leve, por onde desejasse. Que pensasse em ser borboleta o tempo todo e tudo poderia ir mudando, até que, mais rápido do que ela imaginasse, ela sairia do casulo, como uma borboleta.






Do livro: Síndrome do Pânico
Dra. Sofia Bauer Editora Caminhos
Enviada por: Edeli Arnaldi
Tirada do site: www.metaforas.com


Recomeçar

Carlos Drummond de Andrade

Não importa onde vc parou...
em que momento da vida você cansou...
o que importa é que sempre é possível
e necessário "RECOMEÇAR".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
é renovar as esperanças na vida e o mais importante...
acreditar em vc de novo.
Sofreu muito nesse período? foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas? foi pra pedoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes? é porque fechastes a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido? era o início da tua melhora...
Pois é...agora é hora de reiniciar... de pensar na luz...
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal um corte de cabelo arrojado... diferente?
Um novo curso... ou aquele velho desejo
de aprender a pintar... desenhar... dominar
o computador... ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio... quanta coisa nova
nesse mundão te esperando.
Tá se sentindo sozinho? Besteira... tem tanta gente que vc afastou
com o seu "período de isolamento"...
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu pra "chegar" perto de vc.
Quando nos trancamos na tristeza... nem nós mesmos nos suportamos...
ficamos horríveis... O mal humor vai comendo nosso figado...
até a boca fica amarga.
Recomeçar... hoje é um bom dia pra começar novos desasfios.
Onde vc quer chegar? Ir alto... sonhe alto...
queria o melhor do melhor... queria boas coisas para a vida...
pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos...
se pensamos pequeno... coisas pequenas teremos...
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor... O melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental
joga fora tudo que te prende ao passado...
ao mundinho de coisas tristes
Fotos... peças de roupas, papel de bala...
ingressos de cinema, bilhetes de viagens...
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados...
jogue tudo fora... mas principalmente...
esvazie seu coração... fique pronto para a vida...
para um novo amor...
Lembre-se somos apaixonáveis
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
afinal de contas... Nós Somos o "Amor"

"Porque sou do tamanho daquilo que vejo
e não do tamanho da minha altura".


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Relacionamento Conjugal

RECUPERAR A CONFIANÇA (DEPOIS DE UMA INFIDELIDADE)






Qualquer relação amorosa é ancorada na segurança emocional dos membros do casal. Esperamos que a pessoa que está ao nosso lado dê o seu melhor para nos fazer sentir seguros e a última coisa com que contamos é com a possibilidade de vermos a nossa confiança quebrada. Mas a infidelidade é uma realidade que afeta uma percentagem significativa de casais e, em muitos casos, esse é o ponto de partida para a terapia conjugal. Sendo certo que nem todas as relações sobrevivem a uma relação extraconjugal, não é menos verdade que, desde que (ainda) haja afeto, vontade de reconstruir a relação e ajuda especializada, é possível dar a volta.

Mas comecemos pelo princípio: na maior parte das vezes, os membros do casal procuram ultrapassar o problema fechando-se sobre si mesmos. Afinal, a última coisa que desejam é expor a alguém aquilo que lhes está acontecer. Só que a força de vontade pode não ser suficiente para gerir um problema tão delicado. A pessoa que foi traída sente-se progressivamente mais insegura e começa muitas vezes a colocar em causa a honestidade do cônjuge, as suas reais intenções, os afetos e, claro, os comportamentos. Começa a erguer uma espécie de barreira, apesar de querer manter o casamento. Na maior parte dos casos a pessoa ignora que haja feridas emocionais que a estão a condicionar e só mais tarde percebe que é necessária a ajuda clínica.


RECONSTRUIR A CONFIANÇA

Depois de a confiança ser quebrada, um pedido de desculpas pode não ser suficiente (e na maior parte dos casos não é). O cônjuge que traiu até pode mostrar-se arrependido e, de forma sincera, dar mostras de que quer lutar pela relação. Mas, de um modo geral, é preciso mais:

Escutar as mágoas e ressentimentos da pessoa que foi traída.
Ser solidário com a raiva e a tristeza.
Identificar o que pode ser feito para prevenir uma recaída.
Ser capaz de cumprir com tudo o que ficar acordado sobre demonstrações de confiança.
Assumir a responsabilidade pelo próprio comportamento.
Mostrar arrependimento sincero.
Implementar estratégias de comunicação transparentes.

Na verdade, a clareza e a honestidade são elementos fundamentais na comunicação após uma infidelidade. É preciso que a pessoa que traiu questione a pessoa que foi traída sobre aquilo que pode ser feito para que esta última se sinta progressivamente mais segura. Além de evidenciar respeito pelos sentimentos e pelas necessidades do cônjuge, a pessoa que traiu está, assim, a fazer o que está ao seu alcance para começar a sarar esta ferida. Isso é muito mais do que um simples pedido de desculpa. É um compromisso que não pode ser quebrado, sob pena de a confiança não poder ser reconstruída.


O pêlo do leão

Numa aldeia nas montanhas da Etiópia, um rapaz e uma moça se apaixonaram e se casaram. Por algum tempo foram perfeitamente felizes, mas então os problemas chegaram à casa deles. Começaram a ver os erros um do outro nas pequenas coisas - ele a acusava de gastar muito no mercado, ela o acusava de estar sempre atrasado. Não se passava um dia sem uma discussão sobre dinheiro, sobre trabalho doméstico, sobre amigos. Às vezes ficavam tão bravos que gritavam, berravam impropérios e iam para a cama sem se falar, o que só piorava as coisas.
Depois de alguns meses ele achou que não agüentava mais aquilo e procurou um juiz velho e sábio para pedir o divórcio.
- Por quê? - perguntou ele. - Há menos de um ano que se casaram. Não ama seu marido?
- Sim, nós nos amamos, mas as coisas não vão nada bem.
- Como assim, não vão nada bem?
- Ah, brigamos muito, ele faz coisas que me irritam. Deixa roupas espalhadas pela casa toda, corta as unhas do pé na sala e deixa pelo chão, chega tarde em casa. Sempre que eu quero fazer alguma coisa, ele quer fazer outra. Não podemos viver juntos.
- Entendo - disse o velho juiz. - Talvez eu possa ajudar. Conheço um remédio mágico que vai fazer vocês se darem muito melhor. Se eu lhe der esse remédio, vai parar de pensar em divórcio?
- Claro! Gritou ela. - Qual é o remédio? Me dê!
- Calma - disse o juiz. - Para fazer o remédio preciso de um fio da cauda de um grande leão que vive perto do rio. Tem que trazer esse fio para mim.
- Mas como vou conseguir isso? - exclamou a mulher. - O leão vai me matar!
- Nisso não posso ajudar - disse o velho, abanando a cabeça. - Entendo muito de remédios, mas não entendo nada de leões. Você tem que descobrir um meio. Vai tentar?
A jovem esposa refletiu longamente. Amava muito o marido, e o remédio ia salvar seu casamento. Resolveu buscar o pêlo do leão.
Na manhã seguinte, foi ao rio e se escondeu atrás de uma pedra. Pouco tempo depois, o leão veio beber água. Quando viu as patas enormes, ela ficou tremendo de medo. O leão abriu a boca, mostrando os dentes afiados, e ela quase desmaiou. Então o leão deu um rugido e ela saiu correndo para casa.
Mas na manhã seguinte ela voltou ao rio, trazendo um saco de carne fresca. Deixou a carne no capim da margem, a duzentos metros do leão, e ficou escondida atrás da pedra enquanto ele comia.
No dia seguinte, voltou e pôs o pedaço de carne a cem metros do leão; no outro dia, pôs a carne a cinqüenta metros do leão e não se escondeu enquanto ele comia.
Assim a cada dia chegava mais perto do leão, até que um dia chegou tão perto que pôde atirar-lhe a carne na boca. No outro dia, o leão veio comer em sua mão. Tremia ao ver os dentes enormes rasgando a carne, mas tinha mais amor ao marido do que medo do leão. Muito lentamente, ela abaixou-se e arrancou um fio do pêlo da cauda da fera.
Voltou correndo ao juiz.
- Olhe! - gritou ela. - Trouxe um pêlo do leão!
O velho pegou o fio e examinou atentamente.
- Foi muita coragem sua - disse ele. - E precisou de muita paciência, não?
- Ah, sim - disse ela. - Agora me dê o remédio para salvar meu casamento!
O velho juiz abanou a cabeça.
- Não tenho mais nada a lhe dar.
- Mas o senhor prometeu! - exclamou a jovem esposa.
- Então não vê? - perguntou ele com carinho. - Já tem o remédio de que precisa. Você estava decidida a fazer o que fosse preciso, por mais que demorasse, para ter o remédio mágico para seus problemas. Mas mágica não existe. Só existe a sua determinação. Você e seu marido se amam. Se os dois tiverem a paciência, a determinação e a coragem que você demonstrou para trazer esse pêlo do leão, serão muito felizes. Pense nisso.
E a mulher voltou para casa, com novas resoluções.


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O que é o amor?

Em uma sala de aula, haviam várias crianças; quando uma delas perguntou a professora:
- Professora, o que é o AMOR?
A professora sentiu que a criança merecia uma resposta a altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor. As crianças sairam apressadas e, ao voltarem, a professora disse:
- Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.
A primeira criança disse:
- Eu trouxe esta FLOR, nao é linda?
A segunda criança falou:
- Eu trouxe esta BORBOLETA - veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.
A terceira criança completou:
- Eu trouxe este FILHOTE DE PASSARINHO - ele havia caido do ninho junto com outro irmão. Nao é uma gracinha?
E assim as crianças foram se colocando.
Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido.
A professora se dirigiu a ela e perguntou:
- Meu bem, por que você nada trouxe?
E a criança timidamente respondeu:
- Desculpe, professora. Vi a FLOR, e senti o seu perfume, pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu PERFUME exalasse por mais tempo. Vi também a BORBOLETA, leve, colorida... Ela parecia tão feliz, que não tive coragem de aprisioná-la.
Vi também o PASSARINHO, caido entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe, e preferi devolvê-lo ao ninho. Portanto, professora, trago comigo: o perfume da flor; a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe?
A professora agradeceu a criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora a única que percebera, que só podemos trazer o AMOR em nosso coração.

Autora: Eliane de Araujoh
Extraída do livro "Histórias para Sua Criança Interior" - Eliane de Araujoh - a ser lançado pela Editora C. Roka Ltda em Agosto/2000
Enviada por: Paulo Sérgio Figueira


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Relacionamento Conjugal - Ciúmes

O Profeta

Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão:
Que haja antes um mar ondulante entre as praias de vossas almas.
Encheis a taça um do outro, mas não bebais na mesma taça.
Dai de vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.
Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vos estar sozinho,
Assim como as cordas da lira são separadas e, no entanto, vibram na mesma harmonia.

Dai vossos corações, mas não confieis a guarda um do outro.
Pois somente a mão da vida pode conter nossos corações.
E vivei juntos, mas não vos aconchegueis em demasia;
Pois as colunas do templo erguem-se separadamente,
E o carvalho e o cipreste não crescem a sombra um do outro.

Khalil Gibran


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Meu ciúme

Roberto Carlos


Meu ciúme, desconfia de você
Me machuca quase sempre
O coração
Quer saber aonde é que
Você vai
Quersaber da sua vida
Toda vez que você sai é sempre assim
Imagino alguém querendo
Te levar de mim
E eu num beco sem saída
Meu ciúme conta horas pra te ver
E pergunta quem esteve
Com você.
Quer saber quantas pessoas conheceu,
Como foi seu dia
Sua ausência aumenta a imaginação
E o pior é que acredito
Em coisas sem razão
Mas é tudo fantasia
É o meu ciúme
Amor carente que me faz enlouquecer
É o meu ciúme
É o meu amor com medo
De perder você
É o meu ciúme








Amor carente que me faz enlouquecer
É o meu ciúme
É o meu amor com medo
De perder você
Eu te amo, até demais,
O que fazer
Se eu não sei por um minuto
Te esquecer
É tão forte no meu peito
Essa emoção
Mas pra gente ser feliz
Eu vou domar meu coração
É o meu ciúme
Amor carente que me faz enlouquecer
É o meu ciúme
Amor carente que me faz enlouquecer
É o meu ciúme
É meu amor com medo
De perder você...


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Responsabilidade do Eu nas relações e na Vida

O ALIENISTA

As crônicas da vila de Itaguaí dizem que em tempos remotos vivera ali um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra, regendo a universidade, ou em Lisboa, expedindo os negócios da monarquia.

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O Barbeiro

Um homem foi ao barbeiro.
E enquanto tinha seus cabelos cortados conversava com ele.
Falava da vida e de Deus.
Dai a pouco, o barbeiro incrédulo não agüentou e falou:
- Deixa disso, meu caro, Deus não existe!
- Por quê?
- Ora, se Deus existisse não haveria tantos miseráveis, passando fome!
- Olhe em volta e veja quanta tristeza. É só andar pelas ruas e enxergar!
- Bem, esta é a sua maneira de pensar, não é?
- Sim, claro!
O freguês pagou o corte e foi saindo, quando avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço.
Não agüentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro:
- Sabe de uma coisa?
- Não acredito em barbeiros!
- Como?
- Sim, se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas!
- Ora, eles estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim!
- Agora, você entendeu.
Autor desconhecido
Enviada por: Edeli Arnaldi


O que faz você feliz?

O que faz você feliz?
Você feliz o que que faz?
Você faz o que te faz feliz?
O que faz você feliz você que faz.
Pra ser feliz
Pra ser feliz
O que você faz pra ser feliz?
E se a felicidade voa num balão
Tão alto onde já não se enxerga mais
Mas só ela pode lhe tirar do chão
Pra ser feliz o que que você faz?
A felicidade está por dentro
Mas não vai sair no raio x
Você provoca os próprios sentimentos
O que você faz pra ser feliz?
Pra ser feliz
Pra ser feliz
O que você faz pra ser feliz?
Longe perto, dentro, tanto faz
Quem quer felicidade corre atrás
E, às vezes, ela está debaixo do nariz
O que você faz pra ser feliz?
Pra ser feliz
Pra ser feliz
O que você faz pra cser feliz?


AUTOBIOGRAFIA EM CINCO ATOS

1. Ando pela rua
há um buraco profundo no passeio
eu caio lá dentro
estou perdido - sem esperança
não foi culpa minha
após uma eternidade consigo sair.

2. Ando na mesma rua
há um buraco profundo no passeio
eu finjo que não vi
eu caio de novo lá dentro
não acredito que estou lá novamente
mas não foi culpa minha
após muito tempo consigo sair.

3. Ando na mesma rua
há um buraco profundo no passeio
eu vejo o buraco
eu caio de novo lá dentro - virou hábito
meus olhos estão abertos
eu sei onde estou
foi culpa minha
saio imediatamente.

4. Ando na mesma rua
há um buraco profundo no passeio
eu contorno o buraco.

5. Ando em outra rua.





Escolhas

Você pode curtir ser quem você é, do jeito que você for, ou viver infeliz por não ser quem você gostaria.

Você pode assumir sua individualidade, reprimir seus talentos e sonhos, tentando ser o que os outros gostariam que você fosse.

Você pode produzir-se e ir se divertir, brincar, cantar e dançar, ou dizer em tom amargo que já passou da idade ou que essas coisas são fúteis, não sérias e bem situadas como você.

Você pode olhar com ternura e respeito para si próprio e para as outras pessoas, ou com aquele olhar de censura, que poda, pune, fere e mata, sem nenhuma consideração para com os desejos, limites e dificuldades de cada um, inclusive os seus.

Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional, ou ficar se lamentando pela falta de gente à sua volta.

Você pode ouvir o seu coração e viver apaixonadamente ou agir de acordo com o figurino da cabeça, tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la.

Você pode deixá-la como está para ver como é que fica ou com paciência e trabalho conseguir realizar as mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta.

Você pode deixar que o medo de perder paralise seus planos ou partir para a ação com o pouco que tem e muita vontade de ganhar.

Você pode amaldiçoar sua sorte, ou encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a Vida lhe oferece.

Você pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas insatisfações, ou encarar a verdade de que, no fim das contas, sempre você é quem decide o tipo de vida que quer levar.

Você pode escolher o seu destino e, através de ações concretas, caminhar firme em direção a ele, com marchas e contramarchas, avanços e retrocessos, ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta a fazer senão sofrer.

Você pode viver o presente que a Vida lhe dá, ou ficar preso a um passado que já acabou, e portanto não há mais nada a fazer, ou a um futuro que ainda não veio, e que portanto não lhe permite fazer nada.

Você pode ficar numa boa, desfrutando o máximo de coisas que você é e possui, ou se acabar de tanta ansiedade e desgosto por não ser ou não possuir tudo o que você gostaria.

Você pode engajar-se no mundo, melhorando a si próprio e, por conseqüência, melhorando tudo que está à sua volta, ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar.

Você pode continuar escravo da preguiça, ou comprometer-se com você mesmo e tomar atitudes necessárias para concretizar o seu Plano de Vida.

Você pode aprender o que ainda não sabe, ou fingir que já sabe tudo e não precisa aprender nada mais.

Você pode ser feliz com a vida como ela é, ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.

A escolha é sua ... E o importante, é que você sempre tem escolha. Pondere bastante ao se decidir, pois é você quem vai carregar sozinho e sempre o peso das escolhas que fizer.

Autor: Luis Borges




Ressentimentos e Mágoas

O monge mordido

Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem, tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada . Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
- Mestre deve estar muito doente! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda, picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!
O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:
- Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.

De um exercício do Centro Educacional Leonardo da Vinci - Brasília/DF Enviado por Daniel Vilela


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Construindo Pontes

Certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.
Durante anos percorreram uma estreita, porém, comprida estrada que corria ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutarem um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam-no com prazer, pois se amavam. Mas agora tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta. Ao abri-la, notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro em sua mão, que lhe disse: - Estou procurando por trabalho, talvez você tenha um pequeno serviço aqui e ali. Posso ajuda-lo?
- Sim! - disse o fazendeiro. - Claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É de meu vizinho, na realidade, meu irmão mais novo. Brigamos muito e não mais posso suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você me construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não mais precise vê-lo.
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro.
- Mostre-me onde estão o martelo e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.
Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu. O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando.
Já anoitecia quando terminou sua obra, ao mesmo tempo que o fazendeiro retornava. Porém, seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca! Em seu lugar estava uma ponte que ligava um lado do riacho ao outro. Era realmente um belo trabalho, mas, enfurecido, exclamou:
- Você é muito insolente em construir esta ponte após tudo que lhe contei!!!
No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao erguer seus olhos para a ponte mais uma vez, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com seus braços abertos. Cada um dos irmãos permaneceu imóvel de seu lado do rio, quando, num só impulso, correram um na direção do outro, abraçando-se e chorando no meio da ponte.
Emocionados, viram o carpinteiro arrumando suas ferramentas e partindo.
- Não, espere! - disse o mais velho. Fique conosco mais alguns dias, tenho muitos outros projetos para você.
O carpinteiro então lhe respondeu:
- Adoraria ficar. Mas, tenho muitas outras pontes para construir.
Enviada por: Edeli Arnaldi


Situação de Exames e Testes

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Timidez

Dicas para Vencer a Timidez

1. Seja mais otimista
Quem é tímido tem certa tendência ao pessimismo, acreditando que se tentar fazer aquilo que tem medo (falar em público, declarar o seu amor, etc.) tudo vai dar errado. Esse pensamento leva você a se fechar ainda mais. Você só tem a ganhar sendo otimista.

2. Saia do seu mundinho
Outra característica do tímido é se fechar dentro do seu próprio mundo e evitar o contato com outras pessoas. Abra seus olhos para o mundo exterior, aprenda a compreender como o outro se sente, ouça mais, enxergue os problemas de outra pessoa além de você. Isso vai te ajudar compreender o que falar e a hora certa de falar.

3. Controle a sua ansiedade
Essa é uma grande inimiga do acanhado. Ela faz você gaguejar esbarrar em objetos e esquecer as palavras. Causando constrangimento e vergonha o que acentua ainda mais a timidez. Controlar a ansiedade pode parecer uma tarefa difícil, porém existem pequenas atitudes que você pode tomar que irão de ajudar nessa tarefa.

4. Enfrente o que você teme
Se você quer realmente superar a timidez tem que enfrentar o seus medos, seja ele dizer o que pensa a outras pessoas ou atender ao telefone (sim, existem pessoas que são tímidas até para falar ao telefone). Não estou te dizendo para fazer uma palestra no Maracanã lotado, comece com pequenas coisas, como cumprimentar alguém que nunca cumprimentou, puxar assunto com algum conhecido, e vá aumentando a dificuldade. Estabeleça para você uma pequena lista de metas a serem cumpridas e vá aumentando a dificuldade de cada uma delas gradualmente.

5. Não se menospreze
De maneira geral a timidez é causada por sentimento e pensamentos de auto-desvalorização. O tímido acredita que é de certa forma inferior aos outros, ou acredita que as outras pessoas o subestimam ou o ridicularizam. Por regra esse pensamentos são falsos ou exagerados, criados por sua própria autocrítica.

6. Tenha postura
A pessoa tímida tem quase sempre essa postura corporal: o pescoço arqueado para baixo, como se estivesse tentando se esconder do mundo (com a lógica do avestruz) e costuma não olhar os outros nos olhos. Essas duas características tão comuns nos introvertidos são mal vistas pelas pessoas e fazem com que o tímido acabe sendo rejeitado (mesmo inconscientemente) por aqueles que ele gostaria de atrair. Manter a coluna mais ereta e além de fazer você se tornar mais interessante para os demais, faz com que sua mente acredite que você é uma pessoa mais autoconfiante.

7. Pare de olhar para o seu umbigo
Pessoas tímidas costumam ser fechadas isso quer dizer que elas têm a atenção muito mais voltada para si mesma do que para o mundo externo. Isso gera dois problemas: o primeiro é acreditar que todo mundo também está olhando para ela (que estão observando os defeitos dela) e o outro é que nas situações sociais (conversa, paqueras, reuniões etc.) o tímido presta muito mais atenção nele mesmo (se ele próprio gaguejou, se está com coração acelerado, se está com vergonha) do que na reação das outras pessoas. Esse comportamento contribui para que você se sinta ainda mais inseguro.
8. Faça contato
Tente conversar com maior número de pessoas que puder. Mais do que isso, ao conversar com alguém procure lhe olhar nos olhos. Essa atitude vai te ajudar a compreender a reação dos outros e vai tirar o seu foco de si mesmo.

9. Faça e receba elogios
Ao fazer um elogio (sinceros) você aumenta o grau de afinidade com seu interlocutor e quebra a tensão que pode acontecer no começo de algumas conversas. Comece elogiando uma pessoa que você tem intimidade, depois, elogie conhecidos. Quando receber um elogio evite dizer coisas como: “bondade sua” ou “você só está sendo gentil” se alguém lhe faz um elogio é por que acredita que você possua determinada qualidade, e ao rejeitar o elogio você rejeita essas qualidades. Essa falsa modéstia só contribui com ideia de que não há nada de bom em você o que reforça a timidez.

10. Não exija tanto de você
Nem sempre você vai conseguir observações inteligentes ou piadas muito engraçadas, é provável até que você fale alguma besteira de vez em quando. Mas isso não é um problema, na verdade ninguém gosta do “Peter Perfeito” e expor seus defeitos faz surgir amizades verdadeiras e pessoas que gostam de você de verdade.

11. Aceite que não pode agradar todo mundo
Nem todo mundo vai gostar de você ou do seu jeito, isso por que é humanamente impossível agradar a todo mundo, dessa forma sempre vai ter alguém que não vai ir com sua cara. Mas ao invés de se preocupar com a opinião dessas pessoas lembre-se que existem muitas outras que gostam do seu jeito.

12. Reconheça a sua verdadeira limitação
É provável que você não seja tímido o tempo todo, mas que existam situações específicas que te deixem mais acanhado, talvez seja ao falar em público, ou conversar com alguém do sexo oposto, de toda a forma quanto melhor você compreender os momentos em que sua timidez surge, mais fácil será trabalhá-la.

13. Não ponha ninguém em pedestal
Ninguém é perfeito, e quando você coloca alguém nessa posição de perfeição você acaba se menosprezando, principalmente se você tem o péssimo hábito de se comparar a outras pessoas.




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Vitimização

EU TE COMPREENDO

EU TE COMPREENDO
Eu sei das tuas tensões, dos teus vazios e da tua inquietude. Eu sei da luta que tens travado à procura de Paz. Sei também das tuas dificuldades para alcançá-la. Sei das tuas quedas, dos teus propósitos não cumpridos, das tuas vacilações e dos teus desânimos. Eu te compreendo... Imagino o quanto tens tentado para resolver as tuas preocupações profissionais, familiares, afetivas, financeiras e sociais. Imagino que o mundo, de vez em quando, parece-te um grande peso que te sentes obrigado a carregar. E tantas vezes, sem medir esforços. Eu conheço as tuas dúvidas, as dúvidas da natureza humana. Percebo como te sentes pequeno quando teus sonho acalentados vão por terra, quando tuas expectativas não são correspondidas. E essas inseguranças com o amanhã? E aquela inquietação atroz em não saberes se amanhã as pessoas que hoje te rodeiam ainda estarão contigo? De não saberes se reconhecerão o teu trabalho, se reconhecerão o teu esforço. E, por tudo isto, sofres, e te sentes como um barco sozinho num mar imenso e agitado. E não ignoro que, muitas vezes, sentes uma profunda carência de amor. Quantas vezes pensaste em resolver definitivamente os teus conflitos no trabalho ou em casa. E nem sempre encontraste a receptivamente esperada ou não tiveste força para encaminhar a tua proposta. Eu sei o quanto te dói os teus limites humanos e o quanto às vezes te parece difícil uma harmonia íntima. E não poucas vezes, a descrença toma conta do teu coração. Eu te compreendo... Compreendo até tuas mágoas, a tristeza pelo que te fizeram, a tristeza pela incompreensão que te dispensaram, pelas ingratidões, pelas ofensas, pela palavras rudes que recebeste. Compreendo até as tuas saudades e lembranças. Saudade daqueles que se afastaram de ti, saudade dos teus tempos felizes, saudade daquilo que não volta nunca mais... E os teus medos? Medo de perderes o que possuis, medo de não seres bom para aqueles que te cercam, medo de não agradares devidamente às pessoas, medo de não dares conta, medo de que descubram o teu íntimo, medo de que alguém descubra as tuas verdades e as tuas mentiras, medo de não conseguires realizar o que planejaste, medo de expressares os teus sentimentos, medo de que te interpretem mal. Eu compreendo esses e todos os outros medos que tens dentro de ti. Sou capaz de entender também os teus remorsos, as faltas que cometeste, o sentimento de culpa pelos pequenos ou grandes erros que praticaste na tua vida. E sei que, por causa de tudo isso, às vezes te encontras num profundo sentimento de solidão. É quando as coisas perdem a cor, perdem o gosto e te vês envolto numa fina camada de indiferença pela vida. Refiro-me àquela tua sensação de isolamento, como se o mundo inteiro fosse indiferente às tuas necessidades e ao teu cansaço. E nesse estado, és envolvido pelo tédio e cada ação ou obrigação exige de ti um grande esforço. Sei até das tuas sensações de estares acorrentado, preso; preso às normas, aos padrões estabelecidos, às rotineiras obrigações: "Eu gostaria de... mas eu tenho que trabalhar, tenho que ajudar, tenho que cuidar de, tenho que resolver, tenho que!...". Eu te compreendendo... Compreendo os teus sacrifícios. E a quantas coisas tens renunciado, de quantos anseios tens aberto mão!... E sempre acham que é pouco... Pouca coisa tens feito por ti e tua vida, quase toda ela, tem sido afinal dedicada a satisfazer outras pessoas. Sei do teu esforço em ajudar às outras pessoas e sei que isso é a semente de tuas decepções. Sei que, nas tuas horas mais amargas, até a revolta aflora em teu coração. Revolta com a injustiça do mundo, revolta com a fome, as guerras, a competição entre os homens, com a loucura dos que detêm o poder, com a falsidade de muitos, com a repressão social e com a desonestidade. Por tudo isso, carregas um grau excessivo de tensões, de angústia e de ansiedade. Sonhas com uma vida melhor, mais calma, mais significativa. Sei também que tens belos planos para o amanhã. Sei que queres apenas um pouco de segurança, seja financeira ou emocional, e sei que lutas por ela.
Mas, mesmo assim, tuas tensões continuam presentes. E tu percebes estas tensões nas tuas insônias ou no sono excessivo, na ausência de fome ou na fome excessiva, na ausência de desejo para o sexo ou no desejo sexual excessivo. O fato é que carregas e acumulas tensões sobre tensões: tensões no trabalho, nas exigências e autoritarismos de alguns, nas condições inadequadas de salário e na inexistência de motivação, nos ambientes tóxicos das empresas, na inveja dos colegas, no que dizem por trás. Tensões na família, nas dependências devoradoras dos que habitam a mesma casa; nos conflitos e brigas constantes, onde todos querem ter razão; no desrespeito à tua individualidade, no controle e cobrança das tuas ações. Eu te compreendo, e te compreendo mesmo. E apesar de compreender-te totalmente, quero dizer-te algo muito importante. Escuta agora com o coração o que te vou dizer:
Eu te Compreendo, mas não te apoio! Tu és o único responsável por todos estes sentimentos. A vida te foi dada de graça e existem em ti remédios para todos os teus males. Se, no entanto, preferes a autocomiseração ao invés de mobilizares as tuas energias interiores, então nada posso te oferecer. Se preferes sonhar com um mundo perfeito, ao invés de te defrontares com os limites de um mundo falho e humano, nada posso te oferecer.
Se preferes lamentar o teu passado e encontrar nele desculpas para a tua falta de vontade de crescer; se optastes por tentar controlar o futuro, o que jamais controlarás com todas as suas incertezas; se resolveste responsabilizar as pessoas que te rodeiam pela tua incompetência em tratar com os aspectos negativos delas, em nada posso te ajudar. Se trocaste o auto apoio pelo apoio e reconhecimento do teu ambiente, então nada posso te oferecer. Se queres ter razão em tudo que pensas; se queres obter piedade pelo que sentes; se queres a aprovação integral em tudo que fazes; se escolhestes abrir mão de tua própria vida, em nome do falso amor, para comprares o reconhecimento dos outros, através de renúncias e sacrifícios, nada posso te oferecer. Se entendeste mal a regra máxima "Amar ao próximo como a ti mesmo", esquecendo-te de amar a ti mesmo, em nada posso te ajudar.
Se não tens um mínimo de coragem para estar com teus próprios sentimentos, sejam agradáveis ou dolorosos; se não tens um mínimo de humildade para te perdoares pelas tuas imperfeições; se desejas impressionar os outros e angariar a simpatia para teus sofrimentos; se não sabes pedir ajuda e aprender com os que sabem mais do que tu; se preferes sonhar, ao invés de viver, ignorando que a vida é feita de altos e baixos, nada posso te oferecer. Se achas que pelo teu desespero as coisas acontecerão magicamente; se usas a imperfeição do mundo para justificar as tuas próprias imperfeições; se queres ser onipotente, quando de fato és simplesmente humano; se preferes proteção à tua própria liberdade; se interiorizaste em ti desejos torturadores; se deixaste imprimirem-se em tua mente venenosas ordens de: "Apressa-te!", "Não erres nunca!", "Agrade sempre!"; se escolheste atender às expectativas de todas as pessoas; se és incapaz de dar um Não quando necessário, em nada posso te ajudar. Se pensas ser possível controlar o que os outros pensam de ti; se pensas ser possível controlar o que os outros sentem a teu respeito; se pensas ser possível controlar o que os outros fazem; se queres acreditar que existe segurança fora de ti, repito:
Eu te Compreendo mas, em nome do verdadeiro Amor, jamais poderia apoiar-te! Se recusas buscar no âmago do teu ser respostas para os teus descaminhos, se dás pouca importância a teus sussurros interiores; se esqueceste a unidade intrínseca dos opostos em nossa vida terrena; se preferes o fácil e abandonaste a paciência para o Caminho; se fechaste teus ouvidos ao chamado de retorno; se perdeste a confiança a ponto de não poderes entregar tua vida à vontade onipotente de Deus; se não quiseste ver a Luz que vem do Leste; se não consegues encontrar no íntimo das coisas aquele ponto seguro de equilíbrio no meio de todas as tormentas e vicissitudes; se não aceitas a tua vocação de Viajante com todos os imprevistos e acidentes da Jornada; se não queres usar o tempo, o erro, a queda e a morte como teus aliados de crescimento, realmente nada posso fazer por ti.
Se aspiras obter proteção quando o que precisas é Liberdade; se não descobriste que a verdadeira Liberdade e a autêntica Segurança são interiores; se não sabes transformar a frase "Eu tenho que..." na frase "Eu quero!"; se queres que o fantasma do passado continue a fechar teus olhos para a infinidade do teu aqui e agora; se queres deixar que o fantasma do futuro te coloque em posição de luta com o que ainda não aconteceu e, provavelmente, não chegará a acontecer; se optaste por tratar a ti mesmo como a um inimigo; se te falta capacidade para ver a ti mesmo como alguém que merece da tua própria parte os maiores cuidados e a maior ternura; se não te tratas como sendo a semente do próprio Deus; se desejas usar teus belos planos de mudar, de crescer, de realizar, como instrumentos de auto-tortura; se achas que é amor o apego que cultivas pelos teus parentes e amigos; se queres ignorar, em nome da seriedade e da responsabilidade, a criança brincalhona que habita em ti; se alimentas a vergonha de te enternecer diante de uma flor ou de um por de sol; se através da lamentação recusas a vida como dádiva e como graça, não posso te apoiar.
Mas, se apesar de todo o sono, queres despertar; se apesar de todo o cansaço, queres caminhar; se apesar de todo o medo, queres tentar; se apesar de toda acomodação e descrença, queres mudar, aceita então esta proposta para a tua Felicidade: A raiz de todas as tuas dificuldades são teus pensamentos negativos. São eles que te levam para as dores das lembranças do passado e para a inquietação do futuro. São esses pensamentos que te afastam da experiência de contato com teu próprio corpo, com o teu presente, com o teu aqui e agora e, portanto, distanciando-te de teu próprio coração. Tens presentes agora as tuas emoções? Tens presente agora o fluxo da tua respiração? Tens presente agora a batida do teu coração? Tens agora a consciência do teu próprio corpo? Este é o passo primordial. Teu corpo é concreto, real, presente, e é nele que o sofrimento deságua e é a partir dele que se inicia a caminhada para a Alegria.
Somente através dele se encaminha o retorno à Paz. Jamais resolverás os teus problemas somente pensando neles. Começa do mais próximo, começa pelo corpo. Através dele chegarás ao teu centro, ao teu vazio, àquele lugar onde a semente germina. Através da consciência corporal, galgarás caminhos jamais vistos, entrarás em contato com os teus sentimentos, perceberás o mundo tal como é e agirás de acordo com a naturalidade da vida. Assume o teu corpo e os teus sentimentos, por mais dolorosos que sejam; assume e observa-os, simplesmente observa-os. Não tentes mudar nada, sê apenas a tua dor. Presta atenção, não negues a tua dor. Para que fingir estar alegre se estás triste? Para que fingir coragem se estás com medo? Para que fingir amor se estás com ódio? Para que fingir paz se estás angustiado? Não lutes contra teus sentimentos, fica do teu próprio lado, deixa a dor acontecer, como deixas acontecer os bons momentos. Pára, deixa que as coisas sejam exatamente como são.
Entra nos teus sentimentos sem os julgar, não fujas deles, não os evites, não queira resolvê-los escapando deles - depois terás de te encontrar com eles novamente, é apenas um adiamento, uma prorrogação. Torna-te presente, por mais que te doa. E, se assim fizeres, algo de muito belo acontecerá! Assim como a noite veio, ela também se irá e então testemunharás o nascer do dia, pois à noite o sol escurece até a meia-noite e, a partir daí, começa um novo dia.
Se assim fizeres, sentirás brotar de dentro de ti uma força que desconhecias e te sentirás renovado na esperança e a vida entrando em ti. Se assim fizeres, entenderás com o coração que a semente morre mesmo, totalmente, antes de germinar e que a morte antecede a vida. E, se assim fizeres, poderei dizer-te então que: Eu te Compreendo e que, assim, tens todo o meu apoio! E verás com muita alegria que, justamente agora, já não precisas mais do meu apoio, pois o foste buscar dentro de ti e o encontraste dentro da tua própria dor! A CAUSA É INTERIOR.
O homem traz a semente de sua vida dentro de si mesmo. O que quer que lhe aconteça, acontece por sua própria causa. As causas externas são secundárias; as causas internas são as principais. Existe a possibilidade de uma transformação...E que só você pode conseguir, basta querer...

AMORC


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VIVER NÃO DÓI

Carlos Drummond de Andrade




Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos, por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.






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